Primavera Serigy

Rian Santos


  • Os sopapos de Pedrinho enganam o tempo

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
O leitor faça o favor 
de ignorar qual
quer compromisso objetivo com a passagem do tempo. Para os fins declarados nesta página, é primavera. Ontem, o primeiro single de Auêto finalmente veio à flor da matéria, por assim dizer. Assinado pelo maestro Pedrinho Mendonça, sob a direção musical de Ricardo Vieira, o sopapo anuncia uma estação inteira de bons lançamentos patrocinados com recursos da Lei Aldir Blanc.
Manter Pedrinho entre quatro paredes não é tarefa fácil. O maestro foi criado solto, aprendeu a usar a munheca no meio da brincadeira, no chão dos terreiros. Não fosse o incentivo do amigo Ricardo Vieira, Auêto talvez nunca se transformasse em realidade.
Mas tinha de ser. Embora o ambiente controlado do estúdio não seja habitat natural de Pedrinho, este concordou em passar cerca de dez horas, entre idas e vindas, trancado no Arapuca, a fim de filtrar e dar forma à experiência vivida na vera, ao longo de uma vida inteira, transformando os calos feridos nas palmas das mãos em música. O resultado arrepia. 
Mencionar o valor de verdade e autenticidade em todo trabalho no qual o maestro se mete seria cometer redundância. A relação do maestro com tudo quanto é festa e folguedo é de conhecimento público. Aqui, no entanto, a energia do músico foi canalizada em código vivo. Há pulso, calor, vibração...  A música de Pedrinho é organismo vivo.
Ninguém perde por esperar. A julgar por este primeiro lançamento, Auêto, o álbum, promete.

Rian Santos

O leitor faça o favor  de ignorar qual quer compromisso objetivo com a passagem do tempo. Para os fins declarados nesta página, é primavera. Ontem, o primeiro single de Auêto finalmente veio à flor da matéria, por assim dizer. Assinado pelo maestro Pedrinho Mendonça, sob a direção musical de Ricardo Vieira, o sopapo anuncia uma estação inteira de bons lançamentos patrocinados com recursos da Lei Aldir Blanc.
Manter Pedrinho entre quatro paredes não é tarefa fácil. O maestro foi criado solto, aprendeu a usar a munheca no meio da brincadeira, no chão dos terreiros. Não fosse o incentivo do amigo Ricardo Vieira, Auêto talvez nunca se transformasse em realidade.
Mas tinha de ser. Embora o ambiente controlado do estúdio não seja habitat natural de Pedrinho, este concordou em passar cerca de dez horas, entre idas e vindas, trancado no Arapuca, a fim de filtrar e dar forma à experiência vivida na vera, ao longo de uma vida inteira, transformando os calos feridos nas palmas das mãos em música. O resultado arrepia. 
Mencionar o valor de verdade e autenticidade em todo trabalho no qual o maestro se mete seria cometer redundância. A relação do maestro com tudo quanto é festa e folguedo é de conhecimento público. Aqui, no entanto, a energia do músico foi canalizada em código vivo. Há pulso, calor, vibração...  A música de Pedrinho é organismo vivo.
Ninguém perde por esperar. A julgar por este primeiro lançamento, Auêto, o álbum, promete.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS