O TEMPO PASSA E A COVID MATA

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Há um ano (domingo, 01 de março de 2020), um casal embarcou em um voo de Natal para Aracaju e percebeu que apenas os dois usavam máscara.
Na conexão em Recife constatou que apenas outro casal embarcou usando máscara e no desembarque no Aeroporto Santa Maria, ninguém com máscara no desembarque e no aguardo para traslado, além do pessoal de táxi e alternativos, muito menos na recepção familiar, onde os aguardavam 12 pessoas, num animado churrasco, todos sem máscaras e pasmem, os dois foram objetos de gozações.
Com o passar dos dias, as pessoas começaram a se dar conta do perigo e os números das contaminações e mortes foram dominando as narrativas e provocando pânico e as pessoas começaram a ficar temerosas com o que vinha pela frente.
No meio do sufoco geral apareceu uma narrativa do mal que provocou uma cisão na sociedade e contribuiu muito com a propagação do surgente Coronavírus.
O porta-voz da propagação foi exatamente aquele que deveria dar segurança ao povo; o presidente da república Jair Messias Bolsonaro, que do alto do seu negacionismo afirmou que tudo não passava de uma gripezinha e que morreriam, no máximo, 800 pessoas e, para agravar mais ainda a situação, passou a prescrever cloroquina que, ao invés de curar, suspeita-se, matou muita gente.
O quadro de registro de mortes que seguiu com as chacotas do presidente, é simplesmente estarrecedor.
Em 26 de fevereiro foi confirmado o primeiro caso no Brasil em um homem de 61 anos que viajou à Itália e deu entrada no Hospital Albert Einstein no dia anterior.
Segundo informes das secretarias de saúde estaduais o mês de março terminou com 4.693 casos de contaminação e 167 óbitos.
Em 30 de abril, dados das secretarias estaduais de saúde registraram 79.685 casos de contaminação e 5.513 morte.Ainda em abril o ministro da saúde Henrique Mandetta foi demitido por Jair Bolsonaro por defender medidas de isolamento social e uso de máscaras.
Em maio o Brasil registra pela primeira vez mais de mil mortes em 24 horas e a marca se repete várias vezes e ainda em maio o novo ministro da saúde Nelson Teich é também demitido por discordância com Jair Bolsonaro, quanto a medidas estritivas e uso de máscaras.
A curva de contaminação cresce dia a dia e mês a mês e só dá sinais de que pode cair no mês de agosto, mas num patamar muito alto.
Entretanto, os números de casos de contaminação e mortes que pareciam estagnados em setembro e outubro, voltam a subir em novembro, momento em que os laboratórios Astrazênica, Moderna e Pfizer anunciam que já têm vacinas eficazes para combater o CoronaVírus, inclusive com ofertas ao Brasil, que se nega a aceitar as vacinas.
No dia 02 de dezembro, o Reino Unido deu o aval para o imunizante produzido pelo laboratório Pfizer, sendo seguido por outros países que também aprovaram as vacinas Sputinik V russa e a moderna dos Estados Unidos, e o ministério da saúde do Brasil, ocupado pelo general de logística Eduardo Pazuello, responde com a tradicional e oficial política negacionista.
O Brasil termina o mês de maio com 514.849 pessoas infectadas e 29.314 óbitos e junho chega ao final com 1. 402.041 casos confirmados e 59.594 óbitos.
Em julho o total de infectados chega a 2.662.485 casos diagnosticados e 92.475 mortes e finalmente o ano de 2020 chega ao final e o governo federal parecendo insatisfeito por não ter alcançado sua meta de 250 mil mortes pelo CoronaVírus, concentra toda sua energia para atacar a democracia através dos seus patrocinadores nas forças armadas liderados pelo general Villas Boas.
A meta dos 250 mil óbitos, finalmente é alcançada e ultrapassada no final do mês de fevereiro de 2021.
Enquanto isso, a vacinação que já era para estar em estágio bem avençado sofre todo tipo de boicote por parte do ministério da saúde, que chega ao desplante de enviar remessas trocadas para os estados do Amapá e do Amazonas.
Para não deixar dúvidas quanto ao caos que o País está vivenciando e as responsabilidades do governo federal, 11 ex-ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação dos governos de Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, lançaram um manifesto contra os cortes de gastos para o setor, patrocinado pelo governo Jair Bolsonaro , que ocasionam os encerramentos de pesquisas científicas e atrasam ou reduzem a zero a capacidade do Brasil fazer frente a crises como a atual.
É preciso ficar claro que a destruição do País, é intencional e tem como responsáveis o presidente da república, seus ministros, seus aliados no congresso nacional, no judiciário e nos altos comandos da forças armadas.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Há um ano (domingo, 01 de março de 2020), um casal embarcou em um voo de Natal para Aracaju e percebeu que apenas os dois usavam máscara.
Na conexão em Recife constatou que apenas outro casal embarcou usando máscara e no desembarque no Aeroporto Santa Maria, ninguém com máscara no desembarque e no aguardo para traslado, além do pessoal de táxi e alternativos, muito menos na recepção familiar, onde os aguardavam 12 pessoas, num animado churrasco, todos sem máscaras e pasmem, os dois foram objetos de gozações.
Com o passar dos dias, as pessoas começaram a se dar conta do perigo e os números das contaminações e mortes foram dominando as narrativas e provocando pânico e as pessoas começaram a ficar temerosas com o que vinha pela frente.
No meio do sufoco geral apareceu uma narrativa do mal que provocou uma cisão na sociedade e contribuiu muito com a propagação do surgente Coronavírus.
O porta-voz da propagação foi exatamente aquele que deveria dar segurança ao povo; o presidente da república Jair Messias Bolsonaro, que do alto do seu negacionismo afirmou que tudo não passava de uma gripezinha e que morreriam, no máximo, 800 pessoas e, para agravar mais ainda a situação, passou a prescrever cloroquina que, ao invés de curar, suspeita-se, matou muita gente.
O quadro de registro de mortes que seguiu com as chacotas do presidente, é simplesmente estarrecedor.
Em 26 de fevereiro foi confirmado o primeiro caso no Brasil em um homem de 61 anos que viajou à Itália e deu entrada no Hospital Albert Einstein no dia anterior.
Segundo informes das secretarias de saúde estaduais o mês de março terminou com 4.693 casos de contaminação e 167 óbitos.
Em 30 de abril, dados das secretarias estaduais de saúde registraram 79.685 casos de contaminação e 5.513 morte.Ainda em abril o ministro da saúde Henrique Mandetta foi demitido por Jair Bolsonaro por defender medidas de isolamento social e uso de máscaras.
Em maio o Brasil registra pela primeira vez mais de mil mortes em 24 horas e a marca se repete várias vezes e ainda em maio o novo ministro da saúde Nelson Teich é também demitido por discordância com Jair Bolsonaro, quanto a medidas estritivas e uso de máscaras.
A curva de contaminação cresce dia a dia e mês a mês e só dá sinais de que pode cair no mês de agosto, mas num patamar muito alto.
Entretanto, os números de casos de contaminação e mortes que pareciam estagnados em setembro e outubro, voltam a subir em novembro, momento em que os laboratórios Astrazênica, Moderna e Pfizer anunciam que já têm vacinas eficazes para combater o CoronaVírus, inclusive com ofertas ao Brasil, que se nega a aceitar as vacinas.
No dia 02 de dezembro, o Reino Unido deu o aval para o imunizante produzido pelo laboratório Pfizer, sendo seguido por outros países que também aprovaram as vacinas Sputinik V russa e a moderna dos Estados Unidos, e o ministério da saúde do Brasil, ocupado pelo general de logística Eduardo Pazuello, responde com a tradicional e oficial política negacionista.
O Brasil termina o mês de maio com 514.849 pessoas infectadas e 29.314 óbitos e junho chega ao final com 1. 402.041 casos confirmados e 59.594 óbitos.
Em julho o total de infectados chega a 2.662.485 casos diagnosticados e 92.475 mortes e finalmente o ano de 2020 chega ao final e o governo federal parecendo insatisfeito por não ter alcançado sua meta de 250 mil mortes pelo CoronaVírus, concentra toda sua energia para atacar a democracia através dos seus patrocinadores nas forças armadas liderados pelo general Villas Boas.
A meta dos 250 mil óbitos, finalmente é alcançada e ultrapassada no final do mês de fevereiro de 2021.
Enquanto isso, a vacinação que já era para estar em estágio bem avençado sofre todo tipo de boicote por parte do ministério da saúde, que chega ao desplante de enviar remessas trocadas para os estados do Amapá e do Amazonas.
Para não deixar dúvidas quanto ao caos que o País está vivenciando e as responsabilidades do governo federal, 11 ex-ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação dos governos de Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, lançaram um manifesto contra os cortes de gastos para o setor, patrocinado pelo governo Jair Bolsonaro , que ocasionam os encerramentos de pesquisas científicas e atrasam ou reduzem a zero a capacidade do Brasil fazer frente a crises como a atual.
É preciso ficar claro que a destruição do País, é intencional e tem como responsáveis o presidente da república, seus ministros, seus aliados no congresso nacional, no judiciário e nos altos comandos da forças armadas.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS