O IBOPE MORREU, NASCEU O IPEC

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Algumas coisas acontecem em nosso coração sem que precisemos atravessar a esquina da avenida Ipiranga com a São João.
O nosso imaginário já foi severamente instruído de que existem produtos que por si só definem uma crença e ou uma verdade absoluta como, por exemplo: amortecedor é Cofap, Lâmina de barbear é Gillette, absorvente é Modess e Instituto de Pesquisa é Ibope; sendo que o Ibope virou neologismo como sendo sinônimo de fama e popularidade do tipo; tal programa ou tal pessoa dão muito Ibope.
Porém, como se diz lá na minha Caicó, sabedoria quando é demais, vira bicho e come o dono; o mais famoso dos institutos de pesquisas esbanjou sabedoria em malversações de pesquisas eleitorais e morreu de over dose.
Em seu lugar nasceu o Ipec (Inteligência em pesquisa e consultoria), novo instituto de pesquisa da estatística Márcia Cavallari, que traz uma pesquisa fresquinha sobre o cenário político atual, avaliando as possibilidades de 10 nomes já lançados na carreira para a disputa de 2022 e, ao que parece, vem com vontade de recuperar a credibilidade perdida pelo antecessor.
De cara, o novo instituto não teve medo de divulgar sua pesquisa que aponta que 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à presidência e 44% afirmaram que não votariam de jeito nenhum.
Enquanto isso, Bolsonaro aparece com um índice de 38% que disseram votar nele e, uma rejeição de 56% que não vota de jeito nenhum.
Atrás de Lula e Bolsonaro no potencial de votos estão Sergio Moro com 31%; Luciano Huck com 28%; Fernando Haddad com 27%; Ciro Gomes com25%; Marina Silva com 21%; Luiz Henrique Mandetta com 15%; João Dória com 15% e Guilherme Boullos com 10%.
Pela metodologia utilizada fica claro que os índices apontados atingem percentual muito acima dos 100%, o que indica que o pesquisado teve mais de uma opção de voto.
Mesmo assim, a pesquisa aponta inclinações muito interessantes, tais como: 1) é notório o derretimento de Bolsonaro ao apontar que 38% ainda votam nele e 56% não votam de jeito nenhum; 2) o fato de lula ter 50% de votantes, contra 44% que não votam de jeito nenhum, indica que ele quebrou as barreiras da aceitação e da rejeição; 3) lula com 50% de votantes e Haddad com 27%, na mesma pesquisa, são indicadores muito fortes de que a sociedade está atenta para o perigo que a ronda.
Em contra partida é preciso ficar alerta com as constantes narrativas criadas por Bolsonaro e encampadas por militares de que tanto no combate à pandemia quanto no afundamento violento da economia são os governadores e prefeitos, juntamente com os setores que lhe fazem oposição que criam obstáculos intransponíveis que impedem o sucesso do seu governo.
Na cabeça dele e do estamento militar o caos é a maior das condições dadas para perpetuação no poder por um período que venha a suplantar o da ditadura militar de 1964 a 1985.
Ainda dentro dos números da pesquisa, Ciro Gomes, que aparece na sexta posição entre os dez publicados, é o único que, ao seu estilo raivoso, veio a público atacar o líder de indicações, o ex-presidente Lula e, desrespeitando o histórico dia internacional de lutas das mulheres, agredir de forma vil, a ex-presidenta Dilma. Ele quer ser o novo Bolsonaro.
Ainda distante uns 15 meses para o início da definição do processo eleitoral, há sinais fortes de que Luciano Huck vai preferir o lugar do Faustão na grade de programação da Globo e ter seu salário e ganhos duplicados, desistindo da candidatura.
O juiz Sergio Moro que já vem descendo a rua da ladeira, acaba de levar dois tapas nas orelhas, dados pelo STF, o que deve acabar em definitivo com suas pretensões políticas e, provavelmente, será considerado daqui para frente, um bagaço de cana moído, pela burguesia que um dia o colocou em um falso pedestal.
Provavelmente Moro e sua lava jato sigam para as canaletas do esgoto da história, indicação dada nas palavras do presidente da câmara dos deputados Artur Lira, quando disse; absolver Moro "jamais" e que Lula merece uma decisão justa.
Mesmo assim, é bom não cantar vitória antecipada e fortalecer a sociedade civil organizada para enfrentar as contra ofensivas que vierem dos comandos fascistas e alterar fortemente a correlação de forças a favor da democracia e do Estado Democrático de Direito.
As últimas decisões vindas do STF, vieram bem na hora em que o Dieese torna público que a lava jato causou um prejuízo de R$ 172,2 bilhões ao País e foi responsável pelo desemprego de 4,4 milhões de trabalhadores com carteiras assinadas.
Cinco anos após a farsa do Aeroporto de Congonhas as decisões dos dias 08 e 09 de março de 2021, põem nas prateleiras todas as especulações sucessórias de 2022, em todos os Estados da federação.
A ofensiva democrática e civilizatória que a conjuntura exige é que após a decretação da suspeição de Moro, tomar iniciativas que não deem tempo a que o fascismo midiático comandado pela Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Época, Veja e portais de direita e extrema direita construam e façam valer uma narrativa que absolva Moro e a lava jato e, ainda mais, que existe uma polarização entre lulismo e bolsonarismo e a saída é uma terceira via.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Algumas coisas acontecem em nosso coração sem que precisemos atravessar a esquina da avenida Ipiranga com a São João.
O nosso imaginário já foi severamente instruído de que existem produtos que por si só definem uma crença e ou uma verdade absoluta como, por exemplo: amortecedor é Cofap, Lâmina de barbear é Gillette, absorvente é Modess e Instituto de Pesquisa é Ibope; sendo que o Ibope virou neologismo como sendo sinônimo de fama e popularidade do tipo; tal programa ou tal pessoa dão muito Ibope.
Porém, como se diz lá na minha Caicó, sabedoria quando é demais, vira bicho e come o dono; o mais famoso dos institutos de pesquisas esbanjou sabedoria em malversações de pesquisas eleitorais e morreu de over dose.
Em seu lugar nasceu o Ipec (Inteligência em pesquisa e consultoria), novo instituto de pesquisa da estatística Márcia Cavallari, que traz uma pesquisa fresquinha sobre o cenário político atual, avaliando as possibilidades de 10 nomes já lançados na carreira para a disputa de 2022 e, ao que parece, vem com vontade de recuperar a credibilidade perdida pelo antecessor.
De cara, o novo instituto não teve medo de divulgar sua pesquisa que aponta que 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à presidência e 44% afirmaram que não votariam de jeito nenhum.
Enquanto isso, Bolsonaro aparece com um índice de 38% que disseram votar nele e, uma rejeição de 56% que não vota de jeito nenhum.
Atrás de Lula e Bolsonaro no potencial de votos estão Sergio Moro com 31%; Luciano Huck com 28%; Fernando Haddad com 27%; Ciro Gomes com25%; Marina Silva com 21%; Luiz Henrique Mandetta com 15%; João Dória com 15% e Guilherme Boullos com 10%.
Pela metodologia utilizada fica claro que os índices apontados atingem percentual muito acima dos 100%, o que indica que o pesquisado teve mais de uma opção de voto.
Mesmo assim, a pesquisa aponta inclinações muito interessantes, tais como: 1) é notório o derretimento de Bolsonaro ao apontar que 38% ainda votam nele e 56% não votam de jeito nenhum; 2) o fato de lula ter 50% de votantes, contra 44% que não votam de jeito nenhum, indica que ele quebrou as barreiras da aceitação e da rejeição; 3) lula com 50% de votantes e Haddad com 27%, na mesma pesquisa, são indicadores muito fortes de que a sociedade está atenta para o perigo que a ronda.
Em contra partida é preciso ficar alerta com as constantes narrativas criadas por Bolsonaro e encampadas por militares de que tanto no combate à pandemia quanto no afundamento violento da economia são os governadores e prefeitos, juntamente com os setores que lhe fazem oposição que criam obstáculos intransponíveis que impedem o sucesso do seu governo.
Na cabeça dele e do estamento militar o caos é a maior das condições dadas para perpetuação no poder por um período que venha a suplantar o da ditadura militar de 1964 a 1985.
Ainda dentro dos números da pesquisa, Ciro Gomes, que aparece na sexta posição entre os dez publicados, é o único que, ao seu estilo raivoso, veio a público atacar o líder de indicações, o ex-presidente Lula e, desrespeitando o histórico dia internacional de lutas das mulheres, agredir de forma vil, a ex-presidenta Dilma. Ele quer ser o novo Bolsonaro.
Ainda distante uns 15 meses para o início da definição do processo eleitoral, há sinais fortes de que Luciano Huck vai preferir o lugar do Faustão na grade de programação da Globo e ter seu salário e ganhos duplicados, desistindo da candidatura.
O juiz Sergio Moro que já vem descendo a rua da ladeira, acaba de levar dois tapas nas orelhas, dados pelo STF, o que deve acabar em definitivo com suas pretensões políticas e, provavelmente, será considerado daqui para frente, um bagaço de cana moído, pela burguesia que um dia o colocou em um falso pedestal.
Provavelmente Moro e sua lava jato sigam para as canaletas do esgoto da história, indicação dada nas palavras do presidente da câmara dos deputados Artur Lira, quando disse; absolver Moro "jamais" e que Lula merece uma decisão justa.
Mesmo assim, é bom não cantar vitória antecipada e fortalecer a sociedade civil organizada para enfrentar as contra ofensivas que vierem dos comandos fascistas e alterar fortemente a correlação de forças a favor da democracia e do Estado Democrático de Direito.
As últimas decisões vindas do STF, vieram bem na hora em que o Dieese torna público que a lava jato causou um prejuízo de R$ 172,2 bilhões ao País e foi responsável pelo desemprego de 4,4 milhões de trabalhadores com carteiras assinadas.
Cinco anos após a farsa do Aeroporto de Congonhas as decisões dos dias 08 e 09 de março de 2021, põem nas prateleiras todas as especulações sucessórias de 2022, em todos os Estados da federação.
A ofensiva democrática e civilizatória que a conjuntura exige é que após a decretação da suspeição de Moro, tomar iniciativas que não deem tempo a que o fascismo midiático comandado pela Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Época, Veja e portais de direita e extrema direita construam e façam valer uma narrativa que absolva Moro e a lava jato e, ainda mais, que existe uma polarização entre lulismo e bolsonarismo e a saída é uma terceira via.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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