SescTV exibe documentário inédito sobre a vida e a obra de Graciliano Ramos

Cultura

 

"Ele era um sujeito simpático, dedicado e firme nas suas convicções. Sem falar no poder, influência que ele tinha na classe de escritores. Era uma pessoa fantástica". É assim que Oscar Niemeyer descreve Graciliano Ramos, na abertura do documentário inédito de Sylvio Back, a ser exibido no SescTV.
O filme também revela aspectos trágicos de sua vida como a morte da primeira esposa e a perda de um dos filhos, que se suicidou. Traz a memória de seu segundo casamento, seu envolvimento com a política, na época em que foi prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, em Alagoas. Seus relatórios à frente da prefeitura eram considerados best sellers. 
A produção também destaca a importância da política na vida do escritor, seu envolvimento com o Partido Comunista, e sua prisão. Luiza Ramos Amado, filha de Graciliano, narra o momento da prisão de seu pai, acusado de ser comunista: "Estávamos todos em casa, e ele com a malinha pronta para viajar. Júnior foi abrir a porta, meus irmãos estavam todos com medo ao ver o guarda. Minha mãe não, ela era uma mulher corajosa", conta Luiza.
Em Memórias do Cárcere, como em muitas outras obras suas, Graciliano Ramos narra um diálogo que acontecera na realidade, como explica o advogado Paulo Mercadante. "Já tinha muita gente presa quando estavam levando-o. Na Avenida Frei Caneca, um camarada perguntou se Graciliano fazia parte daquele grupo de baderneiros comunistas que não deixavam ninguém dormir. O escritor respondeu que sim", esse trecho foi para o livro, afirma Paulo.
O filme vai ao ar no dia 20/3, sábado, às 22h, no SescTV e no site do canal em sesctv.org.br, sem necessidade de cadastro.
O escritor - Filho de Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos, Graciliano Ramos de Oliveira nasceu no município alagoano de Quebrângulo, dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de 16 filhos. Viveu em diversas cidades do nordeste brasileiro: Viçosa (AL), Palmeira dos Índios (AL), Maceió (AL) e Buíque (PE).
Ao concluir o segundo grau, em 1914, seguiu para o Rio de Janeiro, onde ele trabalhou como revisor dos jornais "Correio da Manhã", "O Século" e "A Tarde". No ano seguinte, casou-se com Maria Augusta Barros que faleceu pouco tempo depois. Com ela, teve quatro filhos.

"Ele era um sujeito simpático, dedicado e firme nas suas convicções. Sem falar no poder, influência que ele tinha na classe de escritores. Era uma pessoa fantástica". É assim que Oscar Niemeyer descreve Graciliano Ramos, na abertura do documentário inédito de Sylvio Back, a ser exibido no SescTV.
O filme também revela aspectos trágicos de sua vida como a morte da primeira esposa e a perda de um dos filhos, que se suicidou. Traz a memória de seu segundo casamento, seu envolvimento com a política, na época em que foi prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, em Alagoas. Seus relatórios à frente da prefeitura eram considerados best sellers. 
A produção também destaca a importância da política na vida do escritor, seu envolvimento com o Partido Comunista, e sua prisão. Luiza Ramos Amado, filha de Graciliano, narra o momento da prisão de seu pai, acusado de ser comunista: "Estávamos todos em casa, e ele com a malinha pronta para viajar. Júnior foi abrir a porta, meus irmãos estavam todos com medo ao ver o guarda. Minha mãe não, ela era uma mulher corajosa", conta Luiza.
Em Memórias do Cárcere, como em muitas outras obras suas, Graciliano Ramos narra um diálogo que acontecera na realidade, como explica o advogado Paulo Mercadante. "Já tinha muita gente presa quando estavam levando-o. Na Avenida Frei Caneca, um camarada perguntou se Graciliano fazia parte daquele grupo de baderneiros comunistas que não deixavam ninguém dormir. O escritor respondeu que sim", esse trecho foi para o livro, afirma Paulo.O filme vai ao ar no dia 20/3, sábado, às 22h, no SescTV e no site do canal em sesctv.org.br, sem necessidade de cadastro.

O escritor - Filho de Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos, Graciliano Ramos de Oliveira nasceu no município alagoano de Quebrângulo, dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de 16 filhos. Viveu em diversas cidades do nordeste brasileiro: Viçosa (AL), Palmeira dos Índios (AL), Maceió (AL) e Buíque (PE).
Ao concluir o segundo grau, em 1914, seguiu para o Rio de Janeiro, onde ele trabalhou como revisor dos jornais "Correio da Manhã", "O Século" e "A Tarde". No ano seguinte, casou-se com Maria Augusta Barros que faleceu pouco tempo depois. Com ela, teve quatro filhos.

 


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