Mandando brasa

Rian Santos


  • 20 anos de rock!
Rian Santos
riansantos@jornldodiase.com.br
Aqui em casa, esta
mos todos contan
do os dias para finalmente conhecer 'Homo Pacificus', álbum de Plástico Jr, que agora se apresenta com o nome de Luno, o eterno baixista da foderosa Plástico Lunar (que já foi Plástico Solar, um dia, vocês lembram). Os singles de divulgação são verdadeiras pedradas. O disco cheio, espera-se, segue na mesma toada.
Tome-se o single 'Lá se vai mais uma vida' por exemplo. A canção poderia ter saído da cabeça sem juízo de Arnaldo Baptista. Tanto o piano de saloon quanto o humor negro da canção evocam as diatribes entoadas em 'Loki' (1974), ponto alto na discografia do maluco, capaz até de se equiparar aos melhores momentos de Os Mutantes. A influência é evidente. Sem novos projetos para tocar com a turma boa da Plástico, Luno escreve novos versos, novas melodias. Mas continua curtindo o mesmo barato de sempre, a mesma viagem.
Luno já conta mais de 20 anos de rock nas costas, firme e forte, à revelia do apetite faminto do tempo. Ainda na ativa, apesar de todos os modismos e pesares, protestos de maturidade à parte, ele volta a dar a cara a tapa. Contra todas as previsões, o maluco está aí, palavras ferinas, linhas de baixo no alto, mandando brasa.
O álbum - Aguardado por quem acompanha a carreira solo do músico, o disco conceitual tem nove faixas, entre críticas bem-humoradas sobre valores sociais contemporâneos e transes sonoros. Jazz, rock, psicodelia nordestina e o misticismo da música indiana são a tônica do disco. 
Em seu primeiro álbum, Luno mostra um olhar tragicômico sobre a condição humana e questiona as construções sociais. 
"Homo Pacificus é um disco conceitual, que clama por uma existência mais harmoniosa entre o ser humano, sua psique, desejos e paixões. As letras navegam por crenças, expectativas, decepções e a busca por equilíbrio e soluções para o mundo. Além de ser um disco de rock, algumas passagens psicodélicas podem ser bem convidativas para um bom momento de transe sonoro", disse o músico.
Formando um inusitado Power Trio sem guitarra, Luno (baixo e vocais) é acompanhado pelos experientes músicos Léo Airplane (piano, sintetizador e efeitos sonoros) e Gabriel Perninha (bateria e percussão), que dispensam as apresentações aqui realizadas. O disco pode até pecar por falta de distorção (eu duvido que as cordas de uma Stratocaster façam falta, nesse caso em particular). Por falta de competência, no entanto, jamais, 
'Homo Pacificus' chega às plataformas de música em streaming nesta quinta-feira, 25. Ninguém perde por esperar.

Rian Santos

Aqui em casa, esta mos todos contan do os dias para finalmente conhecer 'Homo Pacificus', álbum de Plástico Jr, que agora se apresenta com o nome de Luno, o eterno baixista da foderosa Plástico Lunar (que já foi Plástico Solar, um dia, vocês lembram). Os singles de divulgação são verdadeiras pedradas. O disco cheio, espera-se, segue na mesma toada.
Tome-se o single 'Lá se vai mais uma vida' por exemplo. A canção poderia ter saído da cabeça sem juízo de Arnaldo Baptista. Tanto o piano de saloon quanto o humor negro da canção evocam as diatribes entoadas em 'Loki' (1974), ponto alto na discografia do maluco, capaz até de se equiparar aos melhores momentos de Os Mutantes. A influência é evidente. Sem novos projetos para tocar com a turma boa da Plástico, Luno escreve novos versos, novas melodias. Mas continua curtindo o mesmo barato de sempre, a mesma viagem.
Luno já conta mais de 20 anos de rock nas costas, firme e forte, à revelia do apetite faminto do tempo. Ainda na ativa, apesar de todos os modismos e pesares, protestos de maturidade à parte, ele volta a dar a cara a tapa. Contra todas as previsões, o maluco está aí, palavras ferinas, linhas de baixo no alto, mandando brasa.

O álbum - Aguardado por quem acompanha a carreira solo do músico, o disco conceitual tem nove faixas, entre críticas bem-humoradas sobre valores sociais contemporâneos e transes sonoros. Jazz, rock, psicodelia nordestina e o misticismo da música indiana são a tônica do disco. 
Em seu primeiro álbum, Luno mostra um olhar tragicômico sobre a condição humana e questiona as construções sociais. 
"Homo Pacificus é um disco conceitual, que clama por uma existência mais harmoniosa entre o ser humano, sua psique, desejos e paixões. As letras navegam por crenças, expectativas, decepções e a busca por equilíbrio e soluções para o mundo. Além de ser um disco de rock, algumas passagens psicodélicas podem ser bem convidativas para um bom momento de transe sonoro", disse o músico.
Formando um inusitado Power Trio sem guitarra, Luno (baixo e vocais) é acompanhado pelos experientes músicos Léo Airplane (piano, sintetizador e efeitos sonoros) e Gabriel Perninha (bateria e percussão), que dispensam as apresentações aqui realizadas. O disco pode até pecar por falta de distorção (eu duvido que as cordas de uma Stratocaster façam falta, nesse caso em particular). Por falta de competência, no entanto, jamais, 
'Homo Pacificus' chega às plataformas de música em streaming nesta quinta-feira, 25. Ninguém perde por esperar.


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS