A tentação de Bolsonaro

Rian Santos


  • Ele só pensa naquilo

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A recomendação é 
aquietar o facho. 
Nada de cinema, teatro, aglomeração em ambientes fechados. Nada de praia aos domingos. Com todo mundo enclausurado, cada um na sua, quem vive de reunir plateias passa aperto desde o início da pandemia. Ainda mais agora, quando o prezado público é tangido pelo toque de recolher do governador Belivaldo Chagas. Há quem se submeta ao decreto do executivo estadual com revolta, espírito coletivo, enfado. Há gente pra tudo no mundo. Cada caso é um caso.
Segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho, realizada ainda no início da crise, o coronavírus pode desempregar 25 milhões de trabalhadores nos quatro cantos do planeta. No Brasil, maltratado pela informalidade, com 14 milhões de desempregados, o saldo da crise já é de estagnação econômica e colapso na rede pública de saúde, seguido por instabilidade política. Sem outra saída, o genocida só pensa em dar um golpe.
As cartas foram distribuídas. Nunca mais as panelas soaram, música para os ouvidos inconformados, em alto e bom som. A situação, no entanto, é ainda a mesma: Dólar nas alturas, PIB minúsculo... Com o alvejante derramado pelo ministro Fachin, do Supremo Tribunal Federal, sobre a ficha suja de Lula, contudo, ninguém fala mais em impeachment. A petezada quer ir à forra, à luta.
Por enquanto, as instituições afrontadas todos os dias pela incontinência verbal do presidente respondem aos desaforos de modo muito educado. O povo, no entanto, não se dá com luvas de pelica. Não adianta ameaçar o populacho com a Lei de Segurança Nacional. Nas ruas, na internet, o verbo é franco, português rasgado.
Convém lembrar, sempre: A vaia é um direito sagrado do homem livre, sem dever de consideração com as boas maneiras e a biografia dos governantes achincalhados. Mas até vingar em forma de xingamento, a indignação fermenta em um caldo grosso de interdições, violências, abusos de todas as ordens. Foi assim com Dilma. É assim com Bolsonaro. Não por acaso, sem um pingo de paciência, a brava gente bronzeada manda o presidente tomar lá onde o sol não bate desde muito antes de o Carnaval ser cancelado.

Rian Santos

A recomendação é  aquietar o facho.  Nada de cinema, teatro, aglomeração em ambientes fechados. Nada de praia aos domingos. Com todo mundo enclausurado, cada um na sua, quem vive de reunir plateias passa aperto desde o início da pandemia. Ainda mais agora, quando o prezado público é tangido pelo toque de recolher do governador Belivaldo Chagas. Há quem se submeta ao decreto do executivo estadual com revolta, espírito coletivo, enfado. Há gente pra tudo no mundo. Cada caso é um caso.
Segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho, realizada ainda no início da crise, o coronavírus pode desempregar 25 milhões de trabalhadores nos quatro cantos do planeta. No Brasil, maltratado pela informalidade, com 14 milhões de desempregados, o saldo da crise já é de estagnação econômica e colapso na rede pública de saúde, seguido por instabilidade política. Sem outra saída, o genocida só pensa em dar um golpe.
As cartas foram distribuídas. Nunca mais as panelas soaram, música para os ouvidos inconformados, em alto e bom som. A situação, no entanto, é ainda a mesma: Dólar nas alturas, PIB minúsculo... Com o alvejante derramado pelo ministro Fachin, do Supremo Tribunal Federal, sobre a ficha suja de Lula, contudo, ninguém fala mais em impeachment. A petezada quer ir à forra, à luta.
Por enquanto, as instituições afrontadas todos os dias pela incontinência verbal do presidente respondem aos desaforos de modo muito educado. O povo, no entanto, não se dá com luvas de pelica. Não adianta ameaçar o populacho com a Lei de Segurança Nacional. Nas ruas, na internet, o verbo é franco, português rasgado.
Convém lembrar, sempre: A vaia é um direito sagrado do homem livre, sem dever de consideração com as boas maneiras e a biografia dos governantes achincalhados. Mas até vingar em forma de xingamento, a indignação fermenta em um caldo grosso de interdições, violências, abusos de todas as ordens. Foi assim com Dilma. É assim com Bolsonaro. Não por acaso, sem um pingo de paciência, a brava gente bronzeada manda o presidente tomar lá onde o sol não bate desde muito antes de o Carnaval ser cancelado.

 


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