Demora na vacinação traz maior impacto econômico, aponta relatório da IFI

Gilvan Manoel


  • Rogério Carvalho, autor do projeto que originou a lei, tem visão monocular desde o nascimento
Quanto mais tempo o governo 
demorar a vacinar a população, 
maior será o impacto econômico. O alerta está no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) do mês de março, divulgado nesta segunda-feira (22) pela Instituição Fiscal Independente (IFI). De acordo com o texto, cada mês de isolamento social, necessário para conter o avanço pandemia, significa um ponto percentual a menos no crescimento do produto interno bruto (PIB).
"O quadro fiscal continua a ser o nó a desatar para o médio prazo. Mas, como vimos, as perspectivas de recuperação da economia (e das receitas, consequentemente) estão diretamente associadas ao sucesso no combate à pandemia. A vacina é o passo zero ainda não dado para valer", apontou o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto.
A vacinação em massa como forma de retomar a confiança no Brasil foi defendida no último domingo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Em uma live na internet, ele admitiu que a vacinação é a melhor política fiscal, a mais barata e a de maior impacto sobre a oferta.
O relatório do IFI aponta risco de recessão técnica no primeiro semestre. O texto diz que, caso o PIB registrasse variação nula em todos os trimestres de 2021, a atividade econômica ainda apresentaria crescimento de 3,6% no ano, graças à "forte herança estatística positiva" do último trimestre de 2020. Mesmo assim, segundo o RAF, a projeção atual é menor e está em 3%.
Como o primeiro semestre do ano deve ter desempenho fraco, a estimativa depende de uma recuperação no segundo semestre, que, por sua vez, depende da vacinação. O recrudescimento da crise sanitária, segundo o IFI, pode provocar rodada de revisões baixistas para o PIB. "Dessa forma, é possível que a atual projeção de crescimento econômico da IFI, de 3%, possa se transformar, rapidamente, em patamar máximo para 2021".
O recuo do PIB em 2020 foi de 4,1% em 2020, com desaceleração no quarto trimestre influenciada pela redução do auxílio emergencial. Segundo o relatório, a aceleração da inflação e o avanço da pandemia contribuíram a diminuição do consumo. O resultado ficou acima da estimativa apresentada no RAF de fevereiro, de -4,5%, e poderia ter sido pior sem o auxílio emergencial.
"Não fosse o impulso gerado pelo pagamento do auxílio emergencial, cujo gasto somou R$ 293,1 bilhões entre abril e dezembro do ano passado (montante equivalente a 4% do PIB), o impacto negativo sobre o PIB decorrente da retração do consumo das famílias teria sido ainda mais expressivo", aponta o estudo.
O relatório também trata da elevação da taxa Selic em 0,75 ponto percentual em 17 de março, de 2% para 2,75% ao ano. Segundo o texto, a redução da percepção do risco fiscal, a condução responsável do país na pandemia e a aceleração da imunização da população poderiam contribuir para atenuar as pressões sobre a taxa de câmbio e a elevação dos juros.

Quanto mais tempo o governo  demorar a vacinar a população,  maior será o impacto econômico. O alerta está no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) do mês de março, divulgado nesta segunda-feira (22) pela Instituição Fiscal Independente (IFI). De acordo com o texto, cada mês de isolamento social, necessário para conter o avanço pandemia, significa um ponto percentual a menos no crescimento do produto interno bruto (PIB).
"O quadro fiscal continua a ser o nó a desatar para o médio prazo. Mas, como vimos, as perspectivas de recuperação da economia (e das receitas, consequentemente) estão diretamente associadas ao sucesso no combate à pandemia. A vacina é o passo zero ainda não dado para valer", apontou o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto.
A vacinação em massa como forma de retomar a confiança no Brasil foi defendida no último domingo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Em uma live na internet, ele admitiu que a vacinação é a melhor política fiscal, a mais barata e a de maior impacto sobre a oferta.
O relatório do IFI aponta risco de recessão técnica no primeiro semestre. O texto diz que, caso o PIB registrasse variação nula em todos os trimestres de 2021, a atividade econômica ainda apresentaria crescimento de 3,6% no ano, graças à "forte herança estatística positiva" do último trimestre de 2020. Mesmo assim, segundo o RAF, a projeção atual é menor e está em 3%.
Como o primeiro semestre do ano deve ter desempenho fraco, a estimativa depende de uma recuperação no segundo semestre, que, por sua vez, depende da vacinação. O recrudescimento da crise sanitária, segundo o IFI, pode provocar rodada de revisões baixistas para o PIB. "Dessa forma, é possível que a atual projeção de crescimento econômico da IFI, de 3%, possa se transformar, rapidamente, em patamar máximo para 2021".
O recuo do PIB em 2020 foi de 4,1% em 2020, com desaceleração no quarto trimestre influenciada pela redução do auxílio emergencial. Segundo o relatório, a aceleração da inflação e o avanço da pandemia contribuíram a diminuição do consumo. O resultado ficou acima da estimativa apresentada no RAF de fevereiro, de -4,5%, e poderia ter sido pior sem o auxílio emergencial.
"Não fosse o impulso gerado pelo pagamento do auxílio emergencial, cujo gasto somou R$ 293,1 bilhões entre abril e dezembro do ano passado (montante equivalente a 4% do PIB), o impacto negativo sobre o PIB decorrente da retração do consumo das famílias teria sido ainda mais expressivo", aponta o estudo.
O relatório também trata da elevação da taxa Selic em 0,75 ponto percentual em 17 de março, de 2% para 2,75% ao ano. Segundo o texto, a redução da percepção do risco fiscal, a condução responsável do país na pandemia e a aceleração da imunização da população poderiam contribuir para atenuar as pressões sobre a taxa de câmbio e a elevação dos juros.

Lockdown

A CUT, demais centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo mobilizam toda a classe trabalhadora nesta quarta-feira (24), para o Lockdown Nacional - dia de luta em defesa da vida, da vacina, do emprego e do auxílio emergencial de R$ 600 reais para desempregados e informais.  Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, no dia 24 é preciso pensar porque mais de duas mil pessoas estão morrendo por dia vitimas da Covid-19 e o Governo Federal ainda não criou sequer um comando nacional de combate à doença, não tem vacina em número suficiente para imunizar toda a população  e, depois de três meses, Jair Bolsonaro prometeu apenas para o mês que vem um novo auxílio emergencial em valor menor, para menos pessoas, que não garante a sobrevivência da população durante o isolamento e a pandemia, pontua.

Sergipe

Em Sergipe estão previstas três manifestações em Aracaju: protesto às 7h em frente à Prefeitura Municipal (Rua Frei Luis Canelo de Noronha) para denunciar os riscos de contágio nos transportes públicos; a partir de 12h, a mobilização ocorre em frente ao Palácio do Governo, com reivindicando ampliação do auxílio emergencial. À tarde, a CUT, centrais e frentes Brasil Popular e Povo sem Medo circularão com carros de som pelas ruas da capital sergipana. Os protestos terão número restrito de manifestantes para respeitar o distanciamento social.

Máscaras N95

O deputado estadual Iran Barbosa (PT) anunciou ontem que vai apresentar uma indicação para que o governo do Estado e as prefeituras da Grande Aracaju possam adquirir uma quantidade de máscaras N95 para que sejam disponibilizadas para os usuários do transporte coletivo. O petista disse que vem acompanhando as reuniões do governador com o Comitê Científico, mas que avalia como "insustentável" as aglomerações registradas nos ônibus do transporte coletivo e nos terminais de integração. "Dentre as medidas que estão sendo anunciadas, é preciso também termos menos pessoas obrigadas de saírem de suas residências".

Sem vagas

O deputado Georgeo Passos (Cidadania) fez questionamentos ao Governo do Estado sobre a quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva nos hospitais da rede pública de saúde de Sergipe. Ele explicou que vem acompanhando casos de pacientes que não estão conseguindo atendimento. "Eu estou acompanhando um caso de um cidadão de Nossa Senhora da Glória, desde sábado está entubado no Regional de Glória com solicitação de vaga para UTI no sistema de regulação do Estado e até agora a vaga não surgiu", falou o parlamentar.

Ninguém acessa

Depois de lembrar que o governador Belivaldo Chagas anunciou a criação de 220 novos leitos, além de informar que a ocupação está em 78%. Georgeo Passos quer saber se as vagas existem e podem ser utilizadas. "O governo anuncia que tem 78% de ocupação, ou seja, tem vagas disponíveis na rede pública, mas as pessoas não estão conseguindo acessar essas vagas. O Ministério Público Estadual e Federal, fazendo fiscalização há uns 15 dias em um hospital regional de Estância, detectaram que vagas que estavam sendo divulgadas não existiam de verdade, inclusive foi movida uma ação judicial contra o Estado e saiu uma liminar da Justiça Federal para que se corrigisse aquele número de vagas, porque você gera uma expectativa na população", declarou.

Ponderação

Para o líder do governo, deputado Zezinho Sobral (Podemos), acha necessário uma ponderação quanto ao momento vivenciado em virtude da pandemia da Covid-19, em todo o mundo, em especial no Brasil e em Sergipe. "O momento da segunda onda esse ano veio mais forte do que a primeira, ano passado; os hospitais estão com situações mais críticas, inclusive em função dos atendimentos nas UTIs gerais. Antes o paciente passava três semanas numa UTI Covid e podia ser remanejado para uma UTI geral, mas hoje a UTI geral está repleta", enfatiza

Fundeb

A Câmara Municipal de Aracaju (CMA) votará nesta quarta-feira, em 2ª discussão, durante Sessão Deliberativa on-line o Projeto de Lei ° 42/2021 que trata sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no município de Aracaju. Além disso, essa propositura pretende reorganizar o Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de valorização dos profissionais da Educação, em conformidade com a Lei (Federal) n° 14.113, de 25 de dezembro de 2020, e é de autoria do Poder Executivo.

Trânsito

Houve uma queda de mais de 39% no índice de acidentes sem vítimas em Aracaju em janeiro e fevereiro de 2021, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da Superintendência Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), nos dois primeiros meses de 2020 ocorreram 575 acidentes dessa natureza, enquanto em 2021 esse número caiu para 350. Apesar da redução na circulação de pessoas por conta da pandemia ter influenciado, essa redução significativa só foi possível por conta do investimento da Prefeitura de Aracaju em ações de mobilidade urbana.

Visão monocular

O presidente Jair Bolsonaro sancionou na segunda-feira (22) a Lei 14.126, que classifica a visão monocular como deficiência visual. Com a mudança, as pessoas com essa deficiência poderão ter acesso a benefícios previdenciários, como aposentadorias por invalidez, e isenções tributárias na compra de automóveis e outros equipamentos. A nova lei também assegura aos monoculares o acesso gratuito, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a medicamentos e próteses.

Regulamenta

O governo também publicou o Decreto 10.654, que regulamenta a nova lei. Inclui a previsão de que os deficientes monoculares deverão passar por avaliação a fim de verificar a situação incapacitante, com o objetivo de reconhecimento da deficiência, por meio de avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional e interdisciplinar. 

Autor

O projeto que deu origem à lei é de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que pretendia garantir à pessoa que enxerga com apenas um olho os mesmos direitos e benefícios das pessoas com deficiência. O texto foi aprovado no Senado em novembro e na Câmara dos Deputados no início de março. Rogério Carvalho, que tem visão monocular desde o nascimento, gravou um vídeo numa rede social comemorando a sanção da lei. "Essa lei coloca luz na cegueira dos direitos dos monoculares do Brasil inteiro. A Constituição agora passa a valer pra milhões de brasileiros, fruto da militância dos monoculares", disse.

Dificuldades

A visão monocular já era considerada uma deficiência pela Lei de Cotas (Lei 12.711, de 2012) e para disputas em concursos públicos, com vagas reservadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a visão monocular é caracterizada quando a pessoa tem visão igual ou inferior a 20% em um dos olhos, enquanto no outro mantém visão normal.   De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), as pessoas monoculares têm dificuldades com noções de distância, profundidade e espaço, o que prejudica a coordenação motora e, consequentemente, o equilíbrio. A deficiência pode ser ocasionada por algum tipo de acidente ou por doenças, como glaucoma, toxoplasmose e tumores.

Com agências


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS