Panelas vazias

Opinião

 

Hoje, pelo menos 19 milhões de brasileiros têm fome. 
Os dados a respeito das panelas vazias foram 
coletados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), ao fim do ano passado, quando o governo federal ainda honrava o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600. Por óbvio, a situação hoje é ainda mais drástica.
Mero paliativo, o pagamento do auxílio emergencial nunca foi suficiente para aplacar a fome da brava gente. Com a redução dos valores, parcelas e beneficiados pelo programa do Governo Federal, contudo, a segunda rodada do programa restará muito aquém da emergência sentada à mesa dos brasileiros. No momento mais duro da pandemia, o auxílio emergencial não chega nem para uma cesta básica.
 Há urgência. Não bastasse a questão social, a mais pungente, há também os reflexos da retração do consumo de bens essenciais na economia. Sem a circulação de capital, sem dinheiro passando de mão em mão, do consumidor para os pequenos comerciantes, destes para os fornecedores e assim por diante, não há geração de emprego, renda e receita para os cofres públicos, em forma de tributos. Com a burra do estado esvaziada, o investimento público é pífio, não é capaz de estimular qualquer esforço de retomada.
A fome é uma velha conhecida de grande parte dos brasileiros. Em 2004, quando a pesquisa começou a ser realizada, 64,8% da população gozava de segurança alimentar. Hoje, o índice caiu para menos da metade: 44,8%. Até 2013, pesquisas mostravam regressão da fome no país. A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018 do IBGE, no entanto, evidenciou o aumento da insegurança alimentar - uma tendência agravada pela pandemia em curso. A situação dos trabalhadores do andar de baixo, desempregados, condenados ao desalento, jamais esteve tão grave.

Hoje, pelo menos 19 milhões de brasileiros têm fome.  Os dados a respeito das panelas vazias foram  coletados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), ao fim do ano passado, quando o governo federal ainda honrava o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600. Por óbvio, a situação hoje é ainda mais drástica.
Mero paliativo, o pagamento do auxílio emergencial nunca foi suficiente para aplacar a fome da brava gente. Com a redução dos valores, parcelas e beneficiados pelo programa do Governo Federal, contudo, a segunda rodada do programa restará muito aquém da emergência sentada à mesa dos brasileiros. No momento mais duro da pandemia, o auxílio emergencial não chega nem para uma cesta básica.
 Há urgência. Não bastasse a questão social, a mais pungente, há também os reflexos da retração do consumo de bens essenciais na economia. Sem a circulação de capital, sem dinheiro passando de mão em mão, do consumidor para os pequenos comerciantes, destes para os fornecedores e assim por diante, não há geração de emprego, renda e receita para os cofres públicos, em forma de tributos. Com a burra do estado esvaziada, o investimento público é pífio, não é capaz de estimular qualquer esforço de retomada.
A fome é uma velha conhecida de grande parte dos brasileiros. Em 2004, quando a pesquisa começou a ser realizada, 64,8% da população gozava de segurança alimentar. Hoje, o índice caiu para menos da metade: 44,8%. Até 2013, pesquisas mostravam regressão da fome no país. A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018 do IBGE, no entanto, evidenciou o aumento da insegurança alimentar - uma tendência agravada pela pandemia em curso. A situação dos trabalhadores do andar de baixo, desempregados, condenados ao desalento, jamais esteve tão grave.

 


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