BOLSONARO EM DECADÊNCIA AINDA MATA PARTE DA IMPRENSA

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
O grande enigma do Brasil no século 21, será por muitos anos, é o de ter visto com incredulidade de onde apareceram mais de 57 milhões de eleitores para votar num personagem inexpressivo, quando tiveram a opção de votar num consagrado professor.
Fernando Haddad quando concorreu à reeleição para prefeito da cidade de São Paulo, em 2016, vinha de ser consagrado na ONU como o melhor prefeito de grande metrópole do mundo, mas, no meio do caminho tinha uma lava jato, tinha uma lava jato no meio do caminho que, com suas mentiras, favoreceu a eleição de João Dória; a quadrilha de Curitiba fez valer seu antipetismo.
Em 2018 foi decisivo a liberação da delação forçada de Antônio Palocci às véspera do segundo turno para fulminar a ascensão do mesmo Fernando Haddad que, mesmo assim, teve quase o dobro de crescimento em votação, com relação a Bolsonaro. Outra grande vitória da bandidagem de Curitiba.
E, até então quem era Jair Bolsonaro no xadrez da política do Brasil? Um quase desconhecido ex-tenente do exército, reformado como capitão, para não ser expulso por atos terroristas, eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro em 1988 e deputado federal nos anos de 1990 até 2014, somando 7 mandatos consecutivos para a câmara dos deputados, com meio mandato de vereador, 30 anos seguidos como parlamentar.
Ao longo de três décadas, nenhum projeto aprovado, nenhuma participação em comissões, nenhum destaque na mesa da câmara e apenas várias trocas de partidos.
De repente, a mando de sei lá quem, quando o andar da carruagem da eleição presidencial de 2018 apontava para mais uma disputa entre o candidato natural das forças democráticas, Lula, e o candidato natural dos conservadores, Geraldo Alckmim, tendo pelo meio Ciro Gomes e Marina Silva, veio a ofensiva do partido da justiça para impedir a candidatura do ex-presidente Lula, e culminou com o surgimento de um candidato dos porões da ditadura militar, na figura inexpressiva e desconhecida de um dos piores deputados do parlamento; o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Messias Bolsonaro.
Puxando pela memória, surge a lembrança longínqua de julho de 2017, onde vi e ouvi figuras sem muita expressão política, de estados muito distantes um do outro, falarem que estavam fechado com um movimento de apoio à candidatura de um tal de "Bozonaro", que viria forte com o apoio dos militares.
Juro que não dei importância e nem levei em consideração e achei coisa de quem não merecia ser levado a sério. Mas, a realidade já era outra e o ridículo foi tomando corpo e deu no que deu.
O tempo foi passando, as candidaturas dos figurões da direita foram sucumbindo, Lula foi criminosamente retirado da disputa e no final prevaleceu um ditado bem comum lá para as banda de Pernambuco: "Se só tem tu, vai tu mesmo"!
E assim, o Brasil, como um inocente útil condenado à morte, caminhou para o cadafalso em outubro de 208.
Aceito inicialmente como um caroço inofensivo, Bolsonaro evoluiu para um tumor benigno, depois maligno, cresceu e espalhou metástases em todos os núcleos militares e policiais do País, onde foram construídos comitês eleitorais de ódio contra o Partido dos Trabalhadores, como inimigo Nº 1 da pátria.
Não se dando por satisfeitos, abriram várias frentes nas igrejas pentecostais onde, em nome de Jesus, faziam do gestual de apontar armas com as mãos, a nova ordem religiosa da mais contundente massa de manobra que nunca se poderia imaginar.
Cumprindo seu papel de servir ao mercado e aos gananciosos do Petróleo, o aparato midiático, à frente o Sistema Globo, mobilizou a classe média com o que já fora usado pelo Fascismo em 1922 e pelo Nazismo em 1932, o combate à corrupção, quando, na verdade, cumpria seu papel como sócia do grande consórcio de quebra da soberania do País, para atender às necessidades do Capital em se alimentar do saque em grande escala na retirada das conquistas da classe trabalhadora obtidas nos 12 anos completos de governos do PT.
Foram com sede demais ao pote das riquezas nacionais e hoje encontram-se encurralados ante o fantasma da pandemia e o descalabro do superado modelo neoliberal, num governo que já morreu e seus tutores não sabem o que fazer com o cadáver já exalando forte mau cheiro.
Mesmo derrotados pelos fatos os golpistas não dão os braços a torcer perante uma realidade que assusta com medo de ver surgir o monstro da lagoa.
Os números de todas as consultas feitas ao povo, até mesmo pelos institutos do mercado só fazem repetir; é Lula de novo com a força do povo.
Mas, como traidor da pátria, no Brasil, em vez de condenação, recebe prêmio; o mais asqueroso porta-voz da família Marinho foi encarregado, através de O Globo, de dizer que o ministro Fachin tem que desfazer o que fez com seu voto em 08 de março, referendado nos votos da 2ª turma do STF; tão somente porque é a vontade dos seus senhores.
Em dias que deveriam ser exaltados todos os jornalistas, em honra a Líbero Badaró, Merval Pereira, se curva como um lacaio, a lamber as botas dos Marinhos, ofendendo os que na honrosa profissão lutaram e deram as vidas pela liberdade de informar.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O grande enigma do Brasil no século 21, será por muitos anos, é o de ter visto com incredulidade de onde apareceram mais de 57 milhões de eleitores para votar num personagem inexpressivo, quando tiveram a opção de votar num consagrado professor.
Fernando Haddad quando concorreu à reeleição para prefeito da cidade de São Paulo, em 2016, vinha de ser consagrado na ONU como o melhor prefeito de grande metrópole do mundo, mas, no meio do caminho tinha uma lava jato, tinha uma lava jato no meio do caminho que, com suas mentiras, favoreceu a eleição de João Dória; a quadrilha de Curitiba fez valer seu antipetismo.
Em 2018 foi decisivo a liberação da delação forçada de Antônio Palocci às véspera do segundo turno para fulminar a ascensão do mesmo Fernando Haddad que, mesmo assim, teve quase o dobro de crescimento em votação, com relação a Bolsonaro. Outra grande vitória da bandidagem de Curitiba.
E, até então quem era Jair Bolsonaro no xadrez da política do Brasil? Um quase desconhecido ex-tenente do exército, reformado como capitão, para não ser expulso por atos terroristas, eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro em 1988 e deputado federal nos anos de 1990 até 2014, somando 7 mandatos consecutivos para a câmara dos deputados, com meio mandato de vereador, 30 anos seguidos como parlamentar.
Ao longo de três décadas, nenhum projeto aprovado, nenhuma participação em comissões, nenhum destaque na mesa da câmara e apenas várias trocas de partidos.
De repente, a mando de sei lá quem, quando o andar da carruagem da eleição presidencial de 2018 apontava para mais uma disputa entre o candidato natural das forças democráticas, Lula, e o candidato natural dos conservadores, Geraldo Alckmim, tendo pelo meio Ciro Gomes e Marina Silva, veio a ofensiva do partido da justiça para impedir a candidatura do ex-presidente Lula, e culminou com o surgimento de um candidato dos porões da ditadura militar, na figura inexpressiva e desconhecida de um dos piores deputados do parlamento; o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Messias Bolsonaro.
Puxando pela memória, surge a lembrança longínqua de julho de 2017, onde vi e ouvi figuras sem muita expressão política, de estados muito distantes um do outro, falarem que estavam fechado com um movimento de apoio à candidatura de um tal de "Bozonaro", que viria forte com o apoio dos militares.
Juro que não dei importância e nem levei em consideração e achei coisa de quem não merecia ser levado a sério. Mas, a realidade já era outra e o ridículo foi tomando corpo e deu no que deu.
O tempo foi passando, as candidaturas dos figurões da direita foram sucumbindo, Lula foi criminosamente retirado da disputa e no final prevaleceu um ditado bem comum lá para as banda de Pernambuco: "Se só tem tu, vai tu mesmo"!
E assim, o Brasil, como um inocente útil condenado à morte, caminhou para o cadafalso em outubro de 208.
Aceito inicialmente como um caroço inofensivo, Bolsonaro evoluiu para um tumor benigno, depois maligno, cresceu e espalhou metástases em todos os núcleos militares e policiais do País, onde foram construídos comitês eleitorais de ódio contra o Partido dos Trabalhadores, como inimigo Nº 1 da pátria.
Não se dando por satisfeitos, abriram várias frentes nas igrejas pentecostais onde, em nome de Jesus, faziam do gestual de apontar armas com as mãos, a nova ordem religiosa da mais contundente massa de manobra que nunca se poderia imaginar.
Cumprindo seu papel de servir ao mercado e aos gananciosos do Petróleo, o aparato midiático, à frente o Sistema Globo, mobilizou a classe média com o que já fora usado pelo Fascismo em 1922 e pelo Nazismo em 1932, o combate à corrupção, quando, na verdade, cumpria seu papel como sócia do grande consórcio de quebra da soberania do País, para atender às necessidades do Capital em se alimentar do saque em grande escala na retirada das conquistas da classe trabalhadora obtidas nos 12 anos completos de governos do PT.
Foram com sede demais ao pote das riquezas nacionais e hoje encontram-se encurralados ante o fantasma da pandemia e o descalabro do superado modelo neoliberal, num governo que já morreu e seus tutores não sabem o que fazer com o cadáver já exalando forte mau cheiro.
Mesmo derrotados pelos fatos os golpistas não dão os braços a torcer perante uma realidade que assusta com medo de ver surgir o monstro da lagoa.
Os números de todas as consultas feitas ao povo, até mesmo pelos institutos do mercado só fazem repetir; é Lula de novo com a força do povo.
Mas, como traidor da pátria, no Brasil, em vez de condenação, recebe prêmio; o mais asqueroso porta-voz da família Marinho foi encarregado, através de O Globo, de dizer que o ministro Fachin tem que desfazer o que fez com seu voto em 08 de março, referendado nos votos da 2ª turma do STF; tão somente porque é a vontade dos seus senhores.
Em dias que deveriam ser exaltados todos os jornalistas, em honra a Líbero Badaró, Merval Pereira, se curva como um lacaio, a lamber as botas dos Marinhos, ofendendo os que na honrosa profissão lutaram e deram as vidas pela liberdade de informar.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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