17 de abril: o dia que o Brasil andou para trás

Opinião

 

* João Daniel
Uma data importante no nosso calendário histórico. 17 de abril quando lembramos e prestamos nossas homenagens aos 21 trabalhadores sem terra assassinados, há 25 anos, em Eldorado do Carajás, no Pará. 17 de abril quando há cinco anos, a Câmara dos Deputados mudou o rumo da nossa história. O golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, sem crime algum, foi um fato que maculou a própria Câmara e mostrou a forma como as elites brasileiras operaram, utilizando os seus representantes no Congresso.
Os mesmos latifundiários e grileiros de terra que fizeram o massacre de Eldorado patrocinaram e garantiram, através da bancada ruralista e os setores conservadores e reacionários, sob a liderança da elite brasileira, o processo criminoso de impeachment da presidenta Dilma.
O golpe contra Dilma e a democracia foi uma ação que começou em 2014, com o candidato derrotado pedindo a recontagem de votos, logo após as eleições, e um pedido de impeachment três meses após o início do governo, tudo com o apoio do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que, associado ao vice-presidente da República na época, Michel Temer, provocaram o maior retrocesso político, econômico e moral que o país conheceu.
Articulação no Congresso, na mídia, em setores do Judiciário e no mercado financeiro, montada para inviabilizar o governo, estancou um processo de transformação do Brasil iniciado no governo Lula e continuado por Dilma, promovendo uma grande mudança social do país.
No fim, Dilma foi inocentada das acusações que sustentaram o pedido de impeachment, enquanto o líder do golpe foi julgado por corrupção, condenado e está preso até hoje, embora o principal objetivo da ação neoliberal tenha sido alcançado e, com uma agenda neoliberal e neofascista, derrubaram um projeto vencedor em quatro eleições presidenciais consecutivas, que transformou o Brasil em uma Nação na qual a justiça social passou a vigorar.
O que incomodou a elite foi a forma transparente e inclusiva de governar com o povo que o PT usou, com um programa de superação das desigualdades, investindo em infraestrutura e apoiando as empresas brasileiras, melhorando a posição do Brasil no ranking global das economias, chegando ao 6º lugar, em 2011, superando o Reino Unido.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a queda da desigualdade no Brasil ocorreu pelo aumento real do salário-mínimo de 80% entre 2003 e 2010, da formalização do mercado de trabalho e dos programas de transferência de renda dos governos petistas. Tendo o Brasil praticamente eliminado a pobreza.
De 2002 a 2015, o salário-mínimo teve ganho real, alcançou 77,3% acima da inflação, com o maior poder de compra registrado desde 1979. Foram criados mais de 18 milhões de vagas com carteira assinada, atingindo o pleno emprego em 2010, com 5,7% de desempregados e 43,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada. No final do governo Dilma, essa taxa foi de 4,8%, a menor da história.
Em todas as áreas o Brasil mudou, com a melhoria do ensino e a valorização dos professores, com a implantação do piso salarial e a melhoria em todas as áreas, como a saúde, com os maiores investimentos da história, atendendo às comunidades mais longínquas e carentes, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS), com a atenção básica alcançando mais de 70% da população. Os repasses para estados, Distrito Federal e municípios aumentaram quatro vezes nos governos petistas, pulando de R$ 15,8 bilhões em 2003 para R$ 69,5 bilhões em 2014.
Avanços também com a criação e ampliação de programas, como o Minha Casa, Minha Vida, Luz para Todos, Cisternas, Programa de Aceleração do Crescimento, Pronaf, Mais Alimentos, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Minha Casa Minha Vida Rural, entre outros.
Pois bem, o golpe desferido contra Dilma e a condenação ilegal de Lula fizeram o Brasil andar para trás, levando à eleição de Bolsonaro, genocida, neofascista e incompetente e hoje vivemos a maior crise política econômica, sanitária e moral, com um presidente e sua família fazendo do Brasil o seu quintal, entregando as nossas empresas, como se fossem propriedades suas, a preços irrisórios, o nosso patrimônio, como a Eletrobras, Petrobras, Correios e até a Caixa Econômica e o Banco do Brasil.
Um governo que tem deixado o povo à própria sorte, com mais de 360 mil mortes por Covid-19, número que poderia ter sido muito menor, caso o governo tivesse adotado providências científicas e humanitárias, garantindo o cuidado com o povo, mantendo o isolamento e as condições básicas de vida e com atendimento na rede de saúde e não nos cemitérios.
Por isso continuamos com nossa luta por vacina para todos, com o auxílio emergencial para quem precisa e com valor justo e pelo "Fora Bolsonaro", para a construção de um país justo, solidário e igualitário.
*João Daniel, deputado federal e presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores em Sergipe (PT/SE)

* João Daniel

Uma data importante no nosso calendário histórico. 17 de abril quando lembramos e prestamos nossas homenagens aos 21 trabalhadores sem terra assassinados, há 25 anos, em Eldorado do Carajás, no Pará. 17 de abril quando há cinco anos, a Câmara dos Deputados mudou o rumo da nossa história. O golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, sem crime algum, foi um fato que maculou a própria Câmara e mostrou a forma como as elites brasileiras operaram, utilizando os seus representantes no Congresso.
Os mesmos latifundiários e grileiros de terra que fizeram o massacre de Eldorado patrocinaram e garantiram, através da bancada ruralista e os setores conservadores e reacionários, sob a liderança da elite brasileira, o processo criminoso de impeachment da presidenta Dilma.
O golpe contra Dilma e a democracia foi uma ação que começou em 2014, com o candidato derrotado pedindo a recontagem de votos, logo após as eleições, e um pedido de impeachment três meses após o início do governo, tudo com o apoio do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que, associado ao vice-presidente da República na época, Michel Temer, provocaram o maior retrocesso político, econômico e moral que o país conheceu.
Articulação no Congresso, na mídia, em setores do Judiciário e no mercado financeiro, montada para inviabilizar o governo, estancou um processo de transformação do Brasil iniciado no governo Lula e continuado por Dilma, promovendo uma grande mudança social do país.
No fim, Dilma foi inocentada das acusações que sustentaram o pedido de impeachment, enquanto o líder do golpe foi julgado por corrupção, condenado e está preso até hoje, embora o principal objetivo da ação neoliberal tenha sido alcançado e, com uma agenda neoliberal e neofascista, derrubaram um projeto vencedor em quatro eleições presidenciais consecutivas, que transformou o Brasil em uma Nação na qual a justiça social passou a vigorar.
O que incomodou a elite foi a forma transparente e inclusiva de governar com o povo que o PT usou, com um programa de superação das desigualdades, investindo em infraestrutura e apoiando as empresas brasileiras, melhorando a posição do Brasil no ranking global das economias, chegando ao 6º lugar, em 2011, superando o Reino Unido.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a queda da desigualdade no Brasil ocorreu pelo aumento real do salário-mínimo de 80% entre 2003 e 2010, da formalização do mercado de trabalho e dos programas de transferência de renda dos governos petistas. Tendo o Brasil praticamente eliminado a pobreza.
De 2002 a 2015, o salário-mínimo teve ganho real, alcançou 77,3% acima da inflação, com o maior poder de compra registrado desde 1979. Foram criados mais de 18 milhões de vagas com carteira assinada, atingindo o pleno emprego em 2010, com 5,7% de desempregados e 43,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada. No final do governo Dilma, essa taxa foi de 4,8%, a menor da história.
Em todas as áreas o Brasil mudou, com a melhoria do ensino e a valorização dos professores, com a implantação do piso salarial e a melhoria em todas as áreas, como a saúde, com os maiores investimentos da história, atendendo às comunidades mais longínquas e carentes, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS), com a atenção básica alcançando mais de 70% da população. Os repasses para estados, Distrito Federal e municípios aumentaram quatro vezes nos governos petistas, pulando de R$ 15,8 bilhões em 2003 para R$ 69,5 bilhões em 2014.
Avanços também com a criação e ampliação de programas, como o Minha Casa, Minha Vida, Luz para Todos, Cisternas, Programa de Aceleração do Crescimento, Pronaf, Mais Alimentos, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Minha Casa Minha Vida Rural, entre outros.
Pois bem, o golpe desferido contra Dilma e a condenação ilegal de Lula fizeram o Brasil andar para trás, levando à eleição de Bolsonaro, genocida, neofascista e incompetente e hoje vivemos a maior crise política econômica, sanitária e moral, com um presidente e sua família fazendo do Brasil o seu quintal, entregando as nossas empresas, como se fossem propriedades suas, a preços irrisórios, o nosso patrimônio, como a Eletrobras, Petrobras, Correios e até a Caixa Econômica e o Banco do Brasil.
Um governo que tem deixado o povo à própria sorte, com mais de 360 mil mortes por Covid-19, número que poderia ter sido muito menor, caso o governo tivesse adotado providências científicas e humanitárias, garantindo o cuidado com o povo, mantendo o isolamento e as condições básicas de vida e com atendimento na rede de saúde e não nos cemitérios.
Por isso continuamos com nossa luta por vacina para todos, com o auxílio emergencial para quem precisa e com valor justo e pelo "Fora Bolsonaro", para a construção de um país justo, solidário e igualitário.

*João Daniel, deputado federal e presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores em Sergipe (PT/SE)

 


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