Vírus à solta

Opinião

 

A promessa de um ministério formado exclusi
vamente por técnicos, escolhidos por mérito 
de competência, nunca foi levada a sério pelo presidente Jair Bolsonaro. O absurdo observado no troca-troca do Ministério da Saúde, contudo, supera em absurdo qualquer decisão política já tomada no primeiro escalão da República. Em plena pandemia, os médicos capazes de lidar com a crise sanitária foram escorraçados de Brasília, sem mais nem menos. O resultado tem o saldo de 370 mil vidas perdidas. E contando...
A exoneração do ministro Mandetta anunciou o que estava por vir. Sob Bolsonaro, o ministério teria de preconizar o uso indiscriminado da cloroquina. Deu no que deu. Hoje, o governo não dá conta nem mesmo do feijão com arroz. Faltam vacinas e insumos básicos. No vácuo da desinformação promovida pelo Palácio do Planalto, o contágio, ao contrário, tem gás para dar e vender.
A postura do governo federal é a mais reativa possível. Hoje, o ministro da saúde tem a função pouco efetiva de apagar os focos de incêndio provocados pelo coronavírus. Um dia, faltam insumos para a produção de vacinas. No outro, faltam doses. A emergência mais recente diz respeito aos medicamentos do kit intubação. Mas a incompetência é farta.
O problema está no alto, no posto mais alto em toda a cadeia de comando. Negacionista, o presidente brasileiro chegou a ponto de colocar a eficácia das vacinas contra o Covid-19 em dúvida. Assim, não admira que apenas 10% da população esteja imunizada. Não há data prevista, portanto, para o País superar a crise. Com Bolsonaro no Palácio do Planalto, o vírus continuará por aí.

A promessa de um ministério formado exclusi vamente por técnicos, escolhidos por mérito  de competência, nunca foi levada a sério pelo presidente Jair Bolsonaro. O absurdo observado no troca-troca do Ministério da Saúde, contudo, supera em absurdo qualquer decisão política já tomada no primeiro escalão da República. Em plena pandemia, os médicos capazes de lidar com a crise sanitária foram escorraçados de Brasília, sem mais nem menos. O resultado tem o saldo de 370 mil vidas perdidas. E contando...
A exoneração do ministro Mandetta anunciou o que estava por vir. Sob Bolsonaro, o ministério teria de preconizar o uso indiscriminado da cloroquina. Deu no que deu. Hoje, o governo não dá conta nem mesmo do feijão com arroz. Faltam vacinas e insumos básicos. No vácuo da desinformação promovida pelo Palácio do Planalto, o contágio, ao contrário, tem gás para dar e vender.
A postura do governo federal é a mais reativa possível. Hoje, o ministro da saúde tem a função pouco efetiva de apagar os focos de incêndio provocados pelo coronavírus. Um dia, faltam insumos para a produção de vacinas. No outro, faltam doses. A emergência mais recente diz respeito aos medicamentos do kit intubação. Mas a incompetência é farta.
O problema está no alto, no posto mais alto em toda a cadeia de comando. Negacionista, o presidente brasileiro chegou a ponto de colocar a eficácia das vacinas contra o Covid-19 em dúvida. Assim, não admira que apenas 10% da população esteja imunizada. Não há data prevista, portanto, para o País superar a crise. Com Bolsonaro no Palácio do Planalto, o vírus continuará por aí.

 


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