Página virada

Opinião

 

Graças ao esforço do governo, a novela da Fa-
fen tem tudo para terminar em bom termo. A 
fábrica de fertilizantes localizada em Laranjeiras foi arrendada por um ente privado, a fim de manter as máquinas em pleno funcionamento, preservando empregos. O desmonte local da Petrobras, no entanto, segue em curso. Logo não restará nem mesmo a estrutura das plataformas ancoradas em águas profundas para contar essa história.
 A plataforma do campo Piranema, por exemplo, ainda tinha muito gás para queimar, por assim dizer. Em operação há apenas oito anos, menos de uma década, cinco anos após a descoberta do campo de petróleo localizado na Bacia Sergipe-Alagoas, no sul do estado, a sua estrutura vem sendo desmontada discretamente, sem nenhum alarde. O processo é lento. Mas até o fim do ano a grande carcaça metálica já não fará parte da paisagem.
O mesmo pode ser dito de toda a estrutura da estatal em Sergipe. Até hoje, a história estadual era dividida em antes e depois da Petrobras. Agora, uma nova página é virada.
Ninguém pode dizer ao certo o que aguarda os sergipanos. Aa política de desinvestimento levada a cabo pela Petrobras deve afetar de maneira perversa a economia local. Isso, num momento de revés generalizado, no rastro de uma crise econômica já muito duradoura, agravada pela pandemia. Para o mercado de trabalho estadual, a deserção da empresa é tão letal quanto a covid-19. Aqui, onde a carência de um parque industrial diversificado resulta em acanhamento, o vírus nada mais fez do que pregar a tampa no caixão de uma economia em frangalhos. Os royalties do petróleo farão muita falta.

Graças ao esforço do governo, a novela da Fa- fen tem tudo para terminar em bom termo. A  fábrica de fertilizantes localizada em Laranjeiras foi arrendada por um ente privado, a fim de manter as máquinas em pleno funcionamento, preservando empregos. O desmonte local da Petrobras, no entanto, segue em curso. Logo não restará nem mesmo a estrutura das plataformas ancoradas em águas profundas para contar essa história.
 A plataforma do campo Piranema, por exemplo, ainda tinha muito gás para queimar, por assim dizer. Em operação há apenas oito anos, menos de uma década, cinco anos após a descoberta do campo de petróleo localizado na Bacia Sergipe-Alagoas, no sul do estado, a sua estrutura vem sendo desmontada discretamente, sem nenhum alarde. O processo é lento. Mas até o fim do ano a grande carcaça metálica já não fará parte da paisagem.
O mesmo pode ser dito de toda a estrutura da estatal em Sergipe. Até hoje, a história estadual era dividida em antes e depois da Petrobras. Agora, uma nova página é virada.
Ninguém pode dizer ao certo o que aguarda os sergipanos. Aa política de desinvestimento levada a cabo pela Petrobras deve afetar de maneira perversa a economia local. Isso, num momento de revés generalizado, no rastro de uma crise econômica já muito duradoura, agravada pela pandemia. Para o mercado de trabalho estadual, a deserção da empresa é tão letal quanto a covid-19. Aqui, onde a carência de um parque industrial diversificado resulta em acanhamento, o vírus nada mais fez do que pregar a tampa no caixão de uma economia em frangalhos. Os royalties do petróleo farão muita falta.

 


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