Educação superior, streaming e mercado

Opinião

 

*Kahlil Vianna 
Colocar essas três palavras em uma mesma frase parece estranho e provocativo, mas o objetivo é trazer uma reflexão sobre o futuro das modalidades de ensino.
Iniciamos buscando responder uma das perguntas mais frequentes para quem trabalha na área educacional:
A educação superior presencial deixará de existir? O ensino digital será a única opção?
Talvez a resposta possa estar contida no exemplo de um outro mercado, que sofreu mudanças significativas ao longo do tempo, mas não o da educação superior. Vejamos:
O teatro não foi substituído pelo Cinema, porém adaptou-se a uma nova realidade de nicho. O Cinema, considerado a sétima arte, por sua vez atravessou o último século precisando realizar mudanças profundas (cabe aqui um artigo específico para falar sobre transformações no modelo de negócio, competição e sobrevivência), tendo em vista a popularização ao longo da história, da TV, home vídeo, DVD, TV fechada e atualmente enfrenta a força dos Streamings, e acreditem, em 2018 a indústria cinematográfica teve lucro recorde de U$ 96,8 bilhões.
Hoje, teatro, cinema, televisão e streaming são serviços que atendem seus clientes em diferentes momentos de suas necessidades, coexistindo e promovendo experiências específicas, com amplitudes e abrangências distintas, mas de um mesmo propósito: Informação e entretenimento.
A Educação de forma geral, ao que tudo indica está caminhando para o fortalecimento da coexistência de modalidades e suas múltiplas possibilidades, seja presencial, seja o digital e o híbrido, retirando o verniz arcaico de seu modelo secular, ampliando-se em consonância com a própria evolução da tecnologia, que tem influenciado como as novas gerações experimentam o conhecimento e tem ditado o ritmo das necessidades de mudanças, em sintonia com as novas formas de aprendizado que vem surgindo dia após dia.
Pergunto-lhes: Quando você precisa tirar uma dúvida sobre algo que comprou, você lê o manual ou acessa o tutorial na internet como a maioria das pessoas fazem?
A partir desta resposta, percebemos a inevitabilidade de decisões pautadas pelas vontades e necessidades únicas e exclusivas do público, de acordo com seu bolso, disponibilidade de tempo, interesse e veja, principalmente pela sua adaptação a forma de aprendizagem, uma vez que a forma com que aprendemos também mudou.
O Mercado de educação nunca vivenciou transformações tão intensas como as do ano de 2020, e isso por um lado é excelente, pois a educação volta a estar nos centros dos debates, e vê-se o real impacto, valor e importância que sua eventual ausência pode causar na sociedade.
O ensino híbrido, tão discutido atualmente, tem se mostrado cada vez mais democrático e menos excludente, é o futuro, é necessário e terá um tempo de adaptação e aceitação.
*Kahlil Vianna, diretor de unidade da Estácio.

*Kahlil Vianna 

Colocar essas três palavras em uma mesma frase parece estranho e provocativo, mas o objetivo é trazer uma reflexão sobre o futuro das modalidades de ensino.
Iniciamos buscando responder uma das perguntas mais frequentes para quem trabalha na área educacional:
A educação superior presencial deixará de existir? O ensino digital será a única opção?
Talvez a resposta possa estar contida no exemplo de um outro mercado, que sofreu mudanças significativas ao longo do tempo, mas não o da educação superior. Vejamos:
O teatro não foi substituído pelo Cinema, porém adaptou-se a uma nova realidade de nicho. O Cinema, considerado a sétima arte, por sua vez atravessou o último século precisando realizar mudanças profundas (cabe aqui um artigo específico para falar sobre transformações no modelo de negócio, competição e sobrevivência), tendo em vista a popularização ao longo da história, da TV, home vídeo, DVD, TV fechada e atualmente enfrenta a força dos Streamings, e acreditem, em 2018 a indústria cinematográfica teve lucro recorde de U$ 96,8 bilhões.
Hoje, teatro, cinema, televisão e streaming são serviços que atendem seus clientes em diferentes momentos de suas necessidades, coexistindo e promovendo experiências específicas, com amplitudes e abrangências distintas, mas de um mesmo propósito: Informação e entretenimento.
A Educação de forma geral, ao que tudo indica está caminhando para o fortalecimento da coexistência de modalidades e suas múltiplas possibilidades, seja presencial, seja o digital e o híbrido, retirando o verniz arcaico de seu modelo secular, ampliando-se em consonância com a própria evolução da tecnologia, que tem influenciado como as novas gerações experimentam o conhecimento e tem ditado o ritmo das necessidades de mudanças, em sintonia com as novas formas de aprendizado que vem surgindo dia após dia.
Pergunto-lhes: Quando você precisa tirar uma dúvida sobre algo que comprou, você lê o manual ou acessa o tutorial na internet como a maioria das pessoas fazem?
A partir desta resposta, percebemos a inevitabilidade de decisões pautadas pelas vontades e necessidades únicas e exclusivas do público, de acordo com seu bolso, disponibilidade de tempo, interesse e veja, principalmente pela sua adaptação a forma de aprendizagem, uma vez que a forma com que aprendemos também mudou.
O Mercado de educação nunca vivenciou transformações tão intensas como as do ano de 2020, e isso por um lado é excelente, pois a educação volta a estar nos centros dos debates, e vê-se o real impacto, valor e importância que sua eventual ausência pode causar na sociedade.
O ensino híbrido, tão discutido atualmente, tem se mostrado cada vez mais democrático e menos excludente, é o futuro, é necessário e terá um tempo de adaptação e aceitação.

*Kahlil Vianna, diretor de unidade da Estácio.

 


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