SÁBADO 17 DE ABRIL: CINCO ANOS DE UM DOMINGO SOMBRIO

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
É impossível esquecer aquele domingo, nublado e sombrio, com insistente neblina e algumas pancadas de chuva, onde a militância de esquerda se concentrou desde o meio da manhã até o final da tarde para acompanhar a votação mais escandalosa da história da República, quando mais de 360 picaretas aprovaram, com os argumentos mais ridículos e criminosos a abertura do processo de Impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
O processo, tendo como falácia implementar uma "Ponte para o futuro", indicava o coroamento do que fora determinado pelo "Projeto Ponte", construído pelo departamento de Estado americano, trazido para o Brasil em 2009, pelo embaixador Sobel e a assessora Moreno-Taxmam, que já tinham contratado a turma de Curitiba para fazerem o serviço sujo para a execução do Golpe de Estado pela via do Impeachment.
A data parece ter sido escolhida a dedo já que completavam 20 anos do massacre de Carajás onde houve o assassinato de 21 lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Sábado, passados cinco anos do massacre à democracia e 20 anos de Carajás, vamos nos ater a protagonistas da tragédia que deu o passo inicial para o processo violento de uma presidenta honesta.
Dentre todas as aberrações do domingo sombrio, a mais impactante foi a da exaltação feita por um deputado federal medíocre, no sexto mandato, o mais apagado daquela casa, feita ao mais escabroso, cruel e covarde entre todos os torturadores da ditadura militar, um certo coronel do exército chamado Brilhante Ustra.
Em qualquer País civilizado e dito democrata no mundo, um parlamentar que fizesse tamanha afronta à civilização, sairia do parlamento, algemado e preso, por crime hediondo.
Aqui, saiu para a glória de ser abençoado pela elite do atraso e pela insanidade de 57,5 milhões de descerebrados, contaminados pelo ódio disseminados em manhãs e tardes de domingo pelo Sistema Globo de Televisão e, pelos principais jornais e revistas patronais, diretamente para o posto de presidente da República e hoje chefia um genocídio que caminha para atingir números exorbitantes entre 500 e 600 mil vidas ceifadas por atos e ações criminosas.
Apesar da afronta à dignidade do País, foi punido pela mais heroica cusparada na cara, dada pelo deputado federal Jean Wyllis, que lavou em parte a alma do povo, o hoje genocida, não foi sequer o ator principal daquele circo de horror.
O papel principal da peça encomendada pelo Departamento de Estado dos EUA, foi do presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha, que dirigiu toda a encenação como se fosse um processo legítimo, e sacramentou seu voto pedindo que Deus tivesse piedade desse País.
O escárnio, o cinismo e o sarcasmo foram predominantes em todos os votos dados à ação criminosa e Eduardo Cunha hoje está condenado e preso, em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, o que ainda é pouco.
Votaram pela família, em nome de Deus, pelos País, pelas mães, pelas esposas, pelos filhos, pelos netos, pela ética, pela moral, pelos bons costumes, pela pátria, pela fé, pelo escambau; e só não votaram por qualquer ato comprovado que viesse a caracterizar um crime cometido por quem estava sendo condenada.
Passados cinco anos, aquele tribunal composto por políticos corruptos, que ganharam aposentadorias vergonhosas após serem varridos da vida pública pelos eleitores dos seus estados. Todos, todos mesmos, sem um grama de dignidade e da honestidade da altiva figura a quem estavam agredindo, vem a público para dizer que tudo não passou de um terrível engano e a presidenta Dilma não cometeu crime algum que justificasse o processo de cassação, com as caras mais lavadas do mundo, porque se julgam acima do bem e do mal e que a impunidade para eles é sagrada, e os cúmplices ficam calados?
O baralho daquele jogo estava tão encamassado que de nada adiantaram os esforços de Lula e de alguns homens e mulheres honestas e de expressão na vida política para prevenir que o golpe em andamento traria, como está trazendo, imensos prejuízos para o País e, principalmente, para milhões de famílias que tinham escapado do mapa da fome e conquistado o direito de fazer 3 refeições por dia.
Os esforços hercúleos dos que lutaram até o último segundo, não tinham como surtir efeito, visto que o cérebro e o cofre da traição estavam, como agora na mortandade da pandemia, estão, distante do Brasil, lá no exterior.
É preciso registrar o corajoso ato do governador Jackson Barreto, ao se deslocar para Brasília e, mesmo em confronto com seu partido, MDB, tentar reverter o voto do seu único deputado e outros que haviam sido eleitos no bloco de governo, que cometeriam um crime com consequências danosas para o Nordeste e para o Estado de Sergipe.
O retrato da traição ao povo foi estampado em página inteira de jornal local, agradecendo em nome da FIESP, inimiga de Sergipe, aos seis deputados federais que votaram a mando do capital do Sul e Sudeste e contra o Nordeste.
O certo é que todos um dia terão de prestar contas ao povo, pelo desemprego em massa, pelo retorno do País ao mapa da fome e pelo genocídio. Quem viver, ao Covid-19, verá.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

É impossível esquecer aquele domingo, nublado e sombrio, com insistente neblina e algumas pancadas de chuva, onde a militância de esquerda se concentrou desde o meio da manhã até o final da tarde para acompanhar a votação mais escandalosa da história da República, quando mais de 360 picaretas aprovaram, com os argumentos mais ridículos e criminosos a abertura do processo de Impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
O processo, tendo como falácia implementar uma "Ponte para o futuro", indicava o coroamento do que fora determinado pelo "Projeto Ponte", construído pelo departamento de Estado americano, trazido para o Brasil em 2009, pelo embaixador Sobel e a assessora Moreno-Taxmam, que já tinham contratado a turma de Curitiba para fazerem o serviço sujo para a execução do Golpe de Estado pela via do Impeachment.
A data parece ter sido escolhida a dedo já que completavam 20 anos do massacre de Carajás onde houve o assassinato de 21 lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Sábado, passados cinco anos do massacre à democracia e 20 anos de Carajás, vamos nos ater a protagonistas da tragédia que deu o passo inicial para o processo violento de uma presidenta honesta.
Dentre todas as aberrações do domingo sombrio, a mais impactante foi a da exaltação feita por um deputado federal medíocre, no sexto mandato, o mais apagado daquela casa, feita ao mais escabroso, cruel e covarde entre todos os torturadores da ditadura militar, um certo coronel do exército chamado Brilhante Ustra.
Em qualquer País civilizado e dito democrata no mundo, um parlamentar que fizesse tamanha afronta à civilização, sairia do parlamento, algemado e preso, por crime hediondo.
Aqui, saiu para a glória de ser abençoado pela elite do atraso e pela insanidade de 57,5 milhões de descerebrados, contaminados pelo ódio disseminados em manhãs e tardes de domingo pelo Sistema Globo de Televisão e, pelos principais jornais e revistas patronais, diretamente para o posto de presidente da República e hoje chefia um genocídio que caminha para atingir números exorbitantes entre 500 e 600 mil vidas ceifadas por atos e ações criminosas.
Apesar da afronta à dignidade do País, foi punido pela mais heroica cusparada na cara, dada pelo deputado federal Jean Wyllis, que lavou em parte a alma do povo, o hoje genocida, não foi sequer o ator principal daquele circo de horror.
O papel principal da peça encomendada pelo Departamento de Estado dos EUA, foi do presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha, que dirigiu toda a encenação como se fosse um processo legítimo, e sacramentou seu voto pedindo que Deus tivesse piedade desse País.
O escárnio, o cinismo e o sarcasmo foram predominantes em todos os votos dados à ação criminosa e Eduardo Cunha hoje está condenado e preso, em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, o que ainda é pouco.
Votaram pela família, em nome de Deus, pelos País, pelas mães, pelas esposas, pelos filhos, pelos netos, pela ética, pela moral, pelos bons costumes, pela pátria, pela fé, pelo escambau; e só não votaram por qualquer ato comprovado que viesse a caracterizar um crime cometido por quem estava sendo condenada.
Passados cinco anos, aquele tribunal composto por políticos corruptos, que ganharam aposentadorias vergonhosas após serem varridos da vida pública pelos eleitores dos seus estados. Todos, todos mesmos, sem um grama de dignidade e da honestidade da altiva figura a quem estavam agredindo, vem a público para dizer que tudo não passou de um terrível engano e a presidenta Dilma não cometeu crime algum que justificasse o processo de cassação, com as caras mais lavadas do mundo, porque se julgam acima do bem e do mal e que a impunidade para eles é sagrada, e os cúmplices ficam calados?
O baralho daquele jogo estava tão encamassado que de nada adiantaram os esforços de Lula e de alguns homens e mulheres honestas e de expressão na vida política para prevenir que o golpe em andamento traria, como está trazendo, imensos prejuízos para o País e, principalmente, para milhões de famílias que tinham escapado do mapa da fome e conquistado o direito de fazer 3 refeições por dia.
Os esforços hercúleos dos que lutaram até o último segundo, não tinham como surtir efeito, visto que o cérebro e o cofre da traição estavam, como agora na mortandade da pandemia, estão, distante do Brasil, lá no exterior.
É preciso registrar o corajoso ato do governador Jackson Barreto, ao se deslocar para Brasília e, mesmo em confronto com seu partido, MDB, tentar reverter o voto do seu único deputado e outros que haviam sido eleitos no bloco de governo, que cometeriam um crime com consequências danosas para o Nordeste e para o Estado de Sergipe.
O retrato da traição ao povo foi estampado em página inteira de jornal local, agradecendo em nome da FIESP, inimiga de Sergipe, aos seis deputados federais que votaram a mando do capital do Sul e Sudeste e contra o Nordeste.
O certo é que todos um dia terão de prestar contas ao povo, pelo desemprego em massa, pelo retorno do País ao mapa da fome e pelo genocídio. Quem viver, ao Covid-19, verá.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS