De mal a pior

Opinião

 

Não é à toa que homens, mulheres e crianças, 
cidadãos de todas as idades, estão com as 
mãos estendidas nas esquinas e cruzamentos de Aracaju, na esperança vã de matar a própria fome. Aqui, trabalho virou privilégio. Em novembro, Sergipe contava quase 200 mil desempregados. Desde então, apenas algumas poucas vagas foram criadas, sem contar as baixas.
Os dados mais recentes demonstram a letargia do poder público estadual, no que diz respeito à criação de novas oportunidades. Em março, de acordo com o Ministério da Economia, 1.457 sergipanos deram baixa na carteira de trabalho, enquanto foram criados cerca de 600 postos de trabalho. A geração de empregos é inversamente proporcional à urgência que grita na mesa das famílias sergipanas.
A pandemia ainda em curso não ajuda. Mas o governo de Sergipe dá a impressão de ter entregado os pontos. Não há oferta de crédito, nem programas de amparo às pequenas e médias empresas. A renúncia fiscal é mínima e pouco eficiente. No comércio, nem mesmo as datas festivas como o Natal e o Dia das Mães têm se mostrado capazes de estimular o consumo. Quem ainda tem alguma fonte de renda está com a barba de molho.
A situação vai de mal a pior. Convém lembrar que a carestia de empregos no mercado local é anterior à pandemia. A covid-19 só fez acentuar um quadro já dramático, de há muito. A situação é insustentável. O governo do estado precisa criar novos postos de trabalho, a qualquer custo. Em que pesem as circunstâncias extraordinárias que ganharam corpo no rastro da pandemia, convém afirmar a verdade: o sofrimento é velho conhecido dos sergipanos.

Não é à toa que homens, mulheres e crianças,  cidadãos de todas as idades, estão com as  mãos estendidas nas esquinas e cruzamentos de Aracaju, na esperança vã de matar a própria fome. Aqui, trabalho virou privilégio. Em novembro, Sergipe contava quase 200 mil desempregados. Desde então, apenas algumas poucas vagas foram criadas, sem contar as baixas.
Os dados mais recentes demonstram a letargia do poder público estadual, no que diz respeito à criação de novas oportunidades. Em março, de acordo com o Ministério da Economia, 1.457 sergipanos deram baixa na carteira de trabalho, enquanto foram criados cerca de 600 postos de trabalho. A geração de empregos é inversamente proporcional à urgência que grita na mesa das famílias sergipanas.
A pandemia ainda em curso não ajuda. Mas o governo de Sergipe dá a impressão de ter entregado os pontos. Não há oferta de crédito, nem programas de amparo às pequenas e médias empresas. A renúncia fiscal é mínima e pouco eficiente. No comércio, nem mesmo as datas festivas como o Natal e o Dia das Mães têm se mostrado capazes de estimular o consumo. Quem ainda tem alguma fonte de renda está com a barba de molho.
A situação vai de mal a pior. Convém lembrar que a carestia de empregos no mercado local é anterior à pandemia. A covid-19 só fez acentuar um quadro já dramático, de há muito. A situação é insustentável. O governo do estado precisa criar novos postos de trabalho, a qualquer custo. Em que pesem as circunstâncias extraordinárias que ganharam corpo no rastro da pandemia, convém afirmar a verdade: o sofrimento é velho conhecido dos sergipanos.

 


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