400 mil mortos

Opinião

 

Não era só uma "gripezinha", como afiançou o presi-
dente Jair Bolsonaro, há cerca de 13 meses, ainda 
nos primeiros dias da pandemia. O poder devastador do vírus sempre foi evidente, fez-se notável de maneira escandalosa, um cadáver depois do outro. Mas o negacionismo instalado no primeiro escalão da República jamais arrefeceu. Ontem, dois milhões de brasileiros enlutados choraram os mais de 400 mil mortos pela Covid-19. O Palácio do Planalto não emitiu nem uma nota.
Insensível, incompetente, Bolsonaro está prestes a ter de provar se não agiu de caso pensado, como o criminoso que muita gente o acusa de ser. A Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal demonstra a disposição necessária para ir ao fundo da questão. Não é à toa que a base do governo usa e abusa de manobras regimentais, chicanas, faz de tudo para impor obstáculos à investigação. Até agora, o esforço para desacreditar a Comissão deu em nada.
Bolsonaro se comporta como quem tem culpa no cartório. O presidente treme. Os diversos indícios de omissão deliberada, à custa de centenas de milhares de vidas, no entanto, podem revelar ainda mais do que se espera. Há de ter alguma razão, por exemplo, para o governo federal ter se negado a comprar vacinas, apesar da oferta reiterada de maneira insistente pelos laboratórios. Também há quem especule a respeito da insistência em um desacreditado tratamento precoce, com medicamentos ineficazes, apesar dos efeitos colaterais muito graves. Não deve ser à toa, a tara do presidente pela hidroxicloroquina.
Ontem, o Brasil ultrapassou a marca infeliz de 400 mil vidas perdidas para o vírus. Bolsonaro não se solidarizou com a dor dos brasileiros. Nem uma lágrima. Entende-se: O presidente deve estar muito ocupado procurando meios de se esquivar ao inquérito que lhe bate à porta.

Não era só uma "gripezinha", como afiançou o presi- dente Jair Bolsonaro, há cerca de 13 meses, ainda  nos primeiros dias da pandemia. O poder devastador do vírus sempre foi evidente, fez-se notável de maneira escandalosa, um cadáver depois do outro. Mas o negacionismo instalado no primeiro escalão da República jamais arrefeceu. Ontem, dois milhões de brasileiros enlutados choraram os mais de 400 mil mortos pela Covid-19. O Palácio do Planalto não emitiu nem uma nota.
Insensível, incompetente, Bolsonaro está prestes a ter de provar se não agiu de caso pensado, como o criminoso que muita gente o acusa de ser. A Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal demonstra a disposição necessária para ir ao fundo da questão. Não é à toa que a base do governo usa e abusa de manobras regimentais, chicanas, faz de tudo para impor obstáculos à investigação. Até agora, o esforço para desacreditar a Comissão deu em nada.
Bolsonaro se comporta como quem tem culpa no cartório. O presidente treme. Os diversos indícios de omissão deliberada, à custa de centenas de milhares de vidas, no entanto, podem revelar ainda mais do que se espera. Há de ter alguma razão, por exemplo, para o governo federal ter se negado a comprar vacinas, apesar da oferta reiterada de maneira insistente pelos laboratórios. Também há quem especule a respeito da insistência em um desacreditado tratamento precoce, com medicamentos ineficazes, apesar dos efeitos colaterais muito graves. Não deve ser à toa, a tara do presidente pela hidroxicloroquina.
Ontem, o Brasil ultrapassou a marca infeliz de 400 mil vidas perdidas para o vírus. Bolsonaro não se solidarizou com a dor dos brasileiros. Nem uma lágrima. Entende-se: O presidente deve estar muito ocupado procurando meios de se esquivar ao inquérito que lhe bate à porta.

 


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