Belivaldo terá culpa

Opinião

 

A precipitação do governador Belivaldo Chagas, 
ao decidir pelo retorno das aulas presenciais na 
rede estadual de ensino, à revelia da segurança de professores e estudantes, pode lhe custar muito caro. Não sem razão, o Sintese, por exemplo, já botou a boca no mundo, com a disposição de sempre.
No passado, o sindicato dos professores já pecou por "errar a mão", por assim dizer, ao criticar governadores no exercício legítimo do próprio mandato. O enterro simbólico de Marcelo Déda, então numa batalha inglória contra o câncer que terminaria por vencê-lo, está entre os episódios mais lamentáveis da política sergipana. Desta vez, no entanto, o caso realmente exige uma reação à altura. Trata-se, afinal, de exigir uma garantia de vida.
Não há justificativa razoável para submeter os profissionais da educação, bem como os estudantes, ao risco capital representado pelo Covid-19. Sem testes em massa e vacina garantida para o corpo docente, a retomada das atividades em sala de aula é um ato de loucura. O governador Belivaldo Chagas certamente está ansioso para virar a página da pandemia, como todo mundo. Mas não será expondo os servidores da educação ao vírus que poderá dar a luta por vencida.
Custa crer que Belivaldo Chegas tenha em mente matar os professores aos poucos, como acusa o Sintese. Em termos práticos, no entanto, se forem mesmo obrigados a voltar para a sala de aula, antes de serem imunizados pela vacina contra o Covid-19, muito professores fatalmente acabarão infectados pelo vírus, sofrerão risco de vida. Ação e consequência. Belivaldo Chagas pode muito bem dar um necessário passo atrás, ao invés de assumir essa culpa.

A precipitação do governador Belivaldo Chagas,  ao decidir pelo retorno das aulas presenciais na  rede estadual de ensino, à revelia da segurança de professores e estudantes, pode lhe custar muito caro. Não sem razão, o Sintese, por exemplo, já botou a boca no mundo, com a disposição de sempre.
No passado, o sindicato dos professores já pecou por "errar a mão", por assim dizer, ao criticar governadores no exercício legítimo do próprio mandato. O enterro simbólico de Marcelo Déda, então numa batalha inglória contra o câncer que terminaria por vencê-lo, está entre os episódios mais lamentáveis da política sergipana. Desta vez, no entanto, o caso realmente exige uma reação à altura. Trata-se, afinal, de exigir uma garantia de vida.
Não há justificativa razoável para submeter os profissionais da educação, bem como os estudantes, ao risco capital representado pelo Covid-19. Sem testes em massa e vacina garantida para o corpo docente, a retomada das atividades em sala de aula é um ato de loucura. O governador Belivaldo Chagas certamente está ansioso para virar a página da pandemia, como todo mundo. Mas não será expondo os servidores da educação ao vírus que poderá dar a luta por vencida.
Custa crer que Belivaldo Chegas tenha em mente matar os professores aos poucos, como acusa o Sintese. Em termos práticos, no entanto, se forem mesmo obrigados a voltar para a sala de aula, antes de serem imunizados pela vacina contra o Covid-19, muito professores fatalmente acabarão infectados pelo vírus, sofrerão risco de vida. Ação e consequência. Belivaldo Chagas pode muito bem dar um necessário passo atrás, ao invés de assumir essa culpa.

 


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