Preservação da vida

Opinião

 

Nunca houve momento mais oportuno para uma greve 
de professores. Mais importante do que reivindicar o 
cumprimento da Lei do Piso, mais urgente do que protestar por melhores condições de trabalho é lutar pela preservação da vida. Sem vacina garantida para os professores da rede estadual de ensino, a retomada de aulas presenciais, como quer o governador Belivaldo Chagas, atenta contra a integridade de profissionais de educação.
Em assembleia unificada, os professores da rede estadual e de 74 redes municipais (os docentes de Aracaju são filiados ao Sindipema) decidiram entrar em greve contra as aulas presenciais, em defesa da vida, por testagem dos estudantes e por condições sanitária nas escolas. Nada mais justo. Incompreensível, no atual contexto, é a insistência do governador, que ao negar a razoabilidade das reivindicações flerta abertamente com o negacionismo.
Os índices da pandemia em Sergipe não arrefeceram. Os hospitais das redes pública e privada continuam lotados. Não é hora de baixar a guarda. Insistir para que professores e alunos arrisquem o próprio pescoço, a troco de satisfazer um capricho de Belivaldo, é insensato.
Há, também, o risco potencial de a retomada das aulas presenciais promover o contágio desenfreado. Dados do Censo Escolar apontam que em 2020 foram matriculados aproximadamente 44 mil estudantes no 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. Considerando que os estudantes fazem parte de um núcleo familiar mais amplo, fala-se aqui de dezenas de milhares de pessoas que, de forma deliberada, seriam expostas ao vírus, caso a vontade do governador fosse atendida. 
Como se vê, os professores não têm escolha: Ou entram em greve, ou entram em greve. Qualquer comportamento diverso equivale a brincar com o perigo, a custo da própria vida.

Nunca houve momento mais oportuno para uma greve  de professores. Mais importante do que reivindicar o  cumprimento da Lei do Piso, mais urgente do que protestar por melhores condições de trabalho é lutar pela preservação da vida. Sem vacina garantida para os professores da rede estadual de ensino, a retomada de aulas presenciais, como quer o governador Belivaldo Chagas, atenta contra a integridade de profissionais de educação.
Em assembleia unificada, os professores da rede estadual e de 74 redes municipais (os docentes de Aracaju são filiados ao Sindipema) decidiram entrar em greve contra as aulas presenciais, em defesa da vida, por testagem dos estudantes e por condições sanitária nas escolas. Nada mais justo. Incompreensível, no atual contexto, é a insistência do governador, que ao negar a razoabilidade das reivindicações flerta abertamente com o negacionismo.
Os índices da pandemia em Sergipe não arrefeceram. Os hospitais das redes pública e privada continuam lotados. Não é hora de baixar a guarda. Insistir para que professores e alunos arrisquem o próprio pescoço, a troco de satisfazer um capricho de Belivaldo, é insensato.
Há, também, o risco potencial de a retomada das aulas presenciais promover o contágio desenfreado. Dados do Censo Escolar apontam que em 2020 foram matriculados aproximadamente 44 mil estudantes no 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. Considerando que os estudantes fazem parte de um núcleo familiar mais amplo, fala-se aqui de dezenas de milhares de pessoas que, de forma deliberada, seriam expostas ao vírus, caso a vontade do governador fosse atendida. 
Como se vê, os professores não têm escolha: Ou entram em greve, ou entram em greve. Qualquer comportamento diverso equivale a brincar com o perigo, a custo da própria vida.

 


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