Avião cai em mangue na Coroa do Meio e mata piloto

Geral


  • O avião ficou soterrado na lama

  • O ACIDENTE OCORREU NO FINAL DA MANHÃ DE ONTEM, NAS PROXIMIDADES DO AEROPORTO, COM UM avião monomotor do modelo RV-10; segundo testemunhas, o piloto conseguiu desviar das casas

  • Equipes da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros atuaram na ação até o início da noite

 

Um piloto morreu por 
volta das 11h40 de 
ontem, durante a queda de um avião monomotor do modelo RV-10. O acidente aconteceu em um mangue junto à Avenida Desembargador Antônio Góis, na Atalaia (zona sul de Aracaju), próximo ao Terminal de Integração da Atalaia. Segundo as primeiras informações, a aeronave tinha acabado de decolar do Aeroporto Santa Maria e estava a caminho de Unaí (MG), mas perdeu altitude acabou caindo no manguezal. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), apenas o piloto estava no avião. Ele não foi identificado oficialmente até o fechamento desta edição, mas, segundo a TV Sergipe era Adriano Leon, de 32 anos.
Testemunhas relataram ter visto o avião sobrevoando a região da Coroa do Meio e fazendo manobras para tentar se manter no ar. Em um dado momento, o avião entrou em trajetória de queda e estava na direção das residências. Ao perceber que a queda era inevitável, o piloto teria desviado o monomotor das casas, indo em direção ao mangue. Em seguida, ouviu-se um barulho forte, semelhante a uma explosão, mas não houve incêndio. Alguns vizinhos tentaram entrar no mangue para socorrer ao piloto, mas desistiram ao ver que a aeronave estava praticamente enterrada na lama, a cerca de dois metros de profundidade. 
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Municipal foram logo acionadas e começaram o trabalho de resgate, abrindo uma trilha no mangue com facões. Chegou-se a cogitar o uso de motosserras, mas os bombeiros desistiram porque houve vazamento de combustível no local da queda e havia risco de incêndio. "Fizemos uma avaliação do líquido inflamável, diluímos esse combustível, juntamente com o Corpo de Bombeiros, e não utilizamos qualquer equipamento que pudesse fazer centelhas por causa do risco de incêndio", explicou o major Sílvio Prado, coordenador da Defesa Civil Municipal. Ao mesmo tempo, um helicóptero do Grupamento Tático Aéreo (GTA) sobrevoou a área e ajudou na localização dos destroços da aeronave. A área da queda é de difícil acesso.A avenida foi interditada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). 
No meio da tarde, os bombeiros conseguiram acessar a cabine da aeronave, mas não conseguiram fazer o resgate do corpo, por causa do vazamento do combustível e do esgoto que está despejado no manguezal. Os trabalhos de busca se arrastaram até à noite, e a Defesa Civil estudava uma operação logística para retirar os destroços do avião com a ajuda de guindastes. "Locamos um caminhão guincho para içar a aeronave e, assim, fazer com que os bombeiros tenham um acesso melhor ao piloto", confirmou o major Silvio. 
Segundo o coronel Fernando Góes, comandante do GTA, o piloto do avião veio com a aeronave e trouxe um passageiro, que foi deixado no aeroporto. Após o reabastecimento, ele decolou novamente e estava com a chegada em Unaí programada para às 15h30. Ainda de acordo com o coronel, o piloto entrou em contato com a torre de controle do Aeroporto Santa Maria e avisou que estava em emergência, momentos antes da queda. 
Outros locais da região foram vasculhados pelas equipes de resgate, em busca de possíveis destroços. "O avião foi totalmente destroçado, partes das asas ficaram próximas onde estava a cabine. Fizemos uma varredura nas adjacências para ver se havia outros destroços no local, assim também como uma possível projeção do piloto durante a queda. No entanto, não encontramos nenhum tipo de vestígio, e constatamos que ele [o piloto] ainda estava na cabine que estava soterrada na lama", disse o major Caldas, que comandou as equipes dos bombeiros no local. 
O caso vai ser investigado pelo 2º Serviço Regional de Prevenção de Acidentes Aéreos (Seripa II), sediado em Recife (PE) e ligado à Aeronáutica. Militares do órgão chegaram a Aracaju no final da tarde e estão acompanhando o trabalho de resgate dos destroços da aeronave. Novos detalhes devem ser divulgados ainda hoje. 

Um piloto morreu por  volta das 11h40 de  ontem, durante a queda de um avião monomotor do modelo RV-10. O acidente aconteceu em um mangue junto à Avenida Desembargador Antônio Góis, na Atalaia (zona sul de Aracaju), próximo ao Terminal de Integração da Atalaia. Segundo as primeiras informações, a aeronave tinha acabado de decolar do Aeroporto Santa Maria e estava a caminho de Unaí (MG), mas perdeu altitude acabou caindo no manguezal. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), apenas o piloto estava no avião. Ele não foi identificado oficialmente até o fechamento desta edição, mas, segundo a TV Sergipe era Adriano Leon, de 32 anos.
Testemunhas relataram ter visto o avião sobrevoando a região da Coroa do Meio e fazendo manobras para tentar se manter no ar. Em um dado momento, o avião entrou em trajetória de queda e estava na direção das residências. Ao perceber que a queda era inevitável, o piloto teria desviado o monomotor das casas, indo em direção ao mangue. Em seguida, ouviu-se um barulho forte, semelhante a uma explosão, mas não houve incêndio. Alguns vizinhos tentaram entrar no mangue para socorrer ao piloto, mas desistiram ao ver que a aeronave estava praticamente enterrada na lama, a cerca de dois metros de profundidade. 
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Municipal foram logo acionadas e começaram o trabalho de resgate, abrindo uma trilha no mangue com facões. Chegou-se a cogitar o uso de motosserras, mas os bombeiros desistiram porque houve vazamento de combustível no local da queda e havia risco de incêndio. "Fizemos uma avaliação do líquido inflamável, diluímos esse combustível, juntamente com o Corpo de Bombeiros, e não utilizamos qualquer equipamento que pudesse fazer centelhas por causa do risco de incêndio", explicou o major Sílvio Prado, coordenador da Defesa Civil Municipal. Ao mesmo tempo, um helicóptero do Grupamento Tático Aéreo (GTA) sobrevoou a área e ajudou na localização dos destroços da aeronave. A área da queda é de difícil acesso.A avenida foi interditada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). 
No meio da tarde, os bombeiros conseguiram acessar a cabine da aeronave, mas não conseguiram fazer o resgate do corpo, por causa do vazamento do combustível e do esgoto que está despejado no manguezal. Os trabalhos de busca se arrastaram até à noite, e a Defesa Civil estudava uma operação logística para retirar os destroços do avião com a ajuda de guindastes. "Locamos um caminhão guincho para içar a aeronave e, assim, fazer com que os bombeiros tenham um acesso melhor ao piloto", confirmou o major Silvio. 
Segundo o coronel Fernando Góes, comandante do GTA, o piloto do avião veio com a aeronave e trouxe um passageiro, que foi deixado no aeroporto. Após o reabastecimento, ele decolou novamente e estava com a chegada em Unaí programada para às 15h30. Ainda de acordo com o coronel, o piloto entrou em contato com a torre de controle do Aeroporto Santa Maria e avisou que estava em emergência, momentos antes da queda. 
Outros locais da região foram vasculhados pelas equipes de resgate, em busca de possíveis destroços. "O avião foi totalmente destroçado, partes das asas ficaram próximas onde estava a cabine. Fizemos uma varredura nas adjacências para ver se havia outros destroços no local, assim também como uma possível projeção do piloto durante a queda. No entanto, não encontramos nenhum tipo de vestígio, e constatamos que ele [o piloto] ainda estava na cabine que estava soterrada na lama", disse o major Caldas, que comandou as equipes dos bombeiros no local. 
O caso vai ser investigado pelo 2º Serviço Regional de Prevenção de Acidentes Aéreos (Seripa II), sediado em Recife (PE) e ligado à Aeronáutica. Militares do órgão chegaram a Aracaju no final da tarde e estão acompanhando o trabalho de resgate dos destroços da aeronave. Novos detalhes devem ser divulgados ainda hoje. 

 


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