Bolsonaro tem lado

Opinião

 

Os Estados Unidos e até a União Européia, a mai-
or exportadora de vacinas do mundo, já consi-
deram autorizar a quebra de patentes, a fim de multiplicar a produção de imunizantes contra o Covid-19. Jair Bolsonaro, sempre na contra mão do bom senso, é contra. O presidente brasileiro ainda não explicou as razões para se opor à proposta. É muito pouco provável que se disponha, um dia, a falar fracamente sobre o assunto. Os dados da realidade brasileira, no entanto, certamente não foram considerados, antes de qualquer posicionamento. Com uma população de mais de 220 milhões de habitantes, o Brasil ainda não vacinou nem 20% dos cidadãos.
O Brasil caiu para o 58º lugar no ranking global da aplicação de doses da vacina conta a Covid-19, considerando o número de doses aplicadas a cada 100 habitantes. O Plano Nacional de Imunização não anda. Enquanto isso, as mutações nativas do vírus, a descoberta de novas variantes, colocam em cheque a capacidade da brava gente de fazer frente à pandemia. Faltam insumos para a fabricação de vacinas. Mas Bolsonaro é contra a quebra de patente.
O comportamento de Bolsonaro faz crer que o presidente não quer a população vacinada. Além do posicionamento curioso em relação à questão aqui em tela, convém lembrar os recorrentes atritos criados com a China, o maior parceiro comercial do País, fornecedor dos insumos indispensáveis à fabricação da Coronavac pelo Instituto Butantan, em São Paulo.
Bolsonaro tem lado. As suas decisões seguem um padrão: Se uma medida tem o potencial de contrariar os donos da grana, ainda que em benefício da maioria dos brasileiros, o presidente se apressa a fazer sala para os mais bem vestidos e perfumados.

Os Estados Unidos e até a União Européia, a mai- or exportadora de vacinas do mundo, já consi- deram autorizar a quebra de patentes, a fim de multiplicar a produção de imunizantes contra o Covid-19. Jair Bolsonaro, sempre na contra mão do bom senso, é contra. O presidente brasileiro ainda não explicou as razões para se opor à proposta. É muito pouco provável que se disponha, um dia, a falar fracamente sobre o assunto. Os dados da realidade brasileira, no entanto, certamente não foram considerados, antes de qualquer posicionamento. Com uma população de mais de 220 milhões de habitantes, o Brasil ainda não vacinou nem 20% dos cidadãos.
O Brasil caiu para o 58º lugar no ranking global da aplicação de doses da vacina conta a Covid-19, considerando o número de doses aplicadas a cada 100 habitantes. O Plano Nacional de Imunização não anda. Enquanto isso, as mutações nativas do vírus, a descoberta de novas variantes, colocam em cheque a capacidade da brava gente de fazer frente à pandemia. Faltam insumos para a fabricação de vacinas. Mas Bolsonaro é contra a quebra de patente.
O comportamento de Bolsonaro faz crer que o presidente não quer a população vacinada. Além do posicionamento curioso em relação à questão aqui em tela, convém lembrar os recorrentes atritos criados com a China, o maior parceiro comercial do País, fornecedor dos insumos indispensáveis à fabricação da Coronavac pelo Instituto Butantan, em São Paulo.
Bolsonaro tem lado. As suas decisões seguem um padrão: Se uma medida tem o potencial de contrariar os donos da grana, ainda que em benefício da maioria dos brasileiros, o presidente se apressa a fazer sala para os mais bem vestidos e perfumados.

 


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