A Recuperação do Comércio Global

Saumínio Nascimento

 

A Conferência das Nações Unidas sobre o 
Comércio e o Desenvolvimento (UNC
TAD), divulgou nesta semana um relatório denominado de Global Trade Update que é um alento para a economia, pois nela fica evidenciada a recuperação do comércio global da crise de Covid-19 atingindo um recorde no primeiro trimestre de 2021, com um aumento anual de 10% e um crescimento trimestral de 4%.  
Referida informação faz parte da Atualização de Comércio Global publicada no dia 19 de maio de 2021, destacando-se que o comércio de bens durante o primeiro trimestre de 2021 foi superior ao nível pré-pandemia, mas o comércio de serviços permaneceu substancialmente abaixo da média. Isto reflete ainda situação de necessidade de incentivarmos a retomada do setor de serviços globalmente.
De acordo com a UNCTAD, a recuperação continuou sendo amplamente impulsionada pelo comércio de bens. Em contraste, o comércio de serviços continua ficando para trás.  A expectativa é a de que a recuperação continue no segundo trimestre de 2021, com o valor do comércio global de bens e serviços estimado em US$ 6,6 trilhões. Segundo a UNCTAD, esse valor é equivalente a um aumento anual de cerca de 31% em relação ao ponto mais baixo de 2020 e de cerca de 3% em relação aos níveis pré-pandêmicos de 2019. 
Conforme o relatório, a recuperação no primeiro trimestre de 2021 continuou a ser impulsionada pelo forte desempenho de exportação das economias do Leste Asiático, cujo sucesso inicial na mitigação da pandemia lhes permitiu se recuperar mais rapidamente e capitalizar na crescente demanda global por produtos relacionados a COVID-19. Um economista da agência internacional (UNCTAD), Alessandro Nicita, destacou que " O comércio global registrou uma recuperação mais rápida da recessão causada pela pandemia do que nas duas últimas recessões comerciais". Segundo referido economista. Ele também informou que levou quatro trimestres após o início da recessão induzida pela pandemia para que o comércio mundial retornasse aos níveis anteriores à recessão. 
No quinto trimestre - primeiro trimestre de 2021 - o comércio global foi superior aos níveis anteriores à crise, com um aumento de cerca de 3% em relação ao quarto trimestre de 2019. Em contraste, demorou 13 trimestres para o comércio global se recuperar da recessão de 2015, que resultou de mudanças estruturais nas economias do Leste Asiático e quedas nos preços das commodities, e nove trimestres para se recuperar da recessão de 2009 causada pela crise financeira global.
De acordo com o relatório, as tendências de importação e exportação de algumas das principais economias comerciais do mundo mostram que, com algumas exceções, o comércio nas principais economias se recuperou do outono de 2020.
No entanto, os grandes aumentos devem-se à base baixa para 2020, e o comércio em muitas das principais economias ainda estava abaixo das médias de 2019. A tendência de uma recuperação mais forte de bens em relação a serviços é comum a todas as principais economias, conclui o relatório.
Fica evidenciado no estudo que a China, a Índia e a África do Sul se saíram relativamente melhor do que outras grandes economias durante o primeiro trimestre de 2021.
As exportações da China, em particular, registraram forte aumento não só a partir das médias de 2020, mas também em relação aos níveis pré-pandêmicos. Em contraste, as exportações da Rússia permaneceram bem abaixo das médias de 2019.
O desafio global ainda permanece, pois a recuperação do comércio continua desigual, observa o relatório, especialmente entre os países em desenvolvimento, com as exportações do Leste Asiático se recuperando substancialmente mais rápido.
As economias do Leste Asiático também estão por trás da recuperação do comércio entre os países em desenvolvimento (comércio Sul-Sul). Quando os números do comércio das economias em desenvolvimento do Leste Asiático são excluídos, o comércio Sul-Sul permanece abaixo da média. 
O relatório mostra que no primeiro trimestre de 2021 o valor das exportações permaneceu abaixo da média de países com economias em transição, Oriente Médio, Sul da Ásia e África. Embora as exportações da América do Sul tenham aumentado em relação ao primeiro trimestre de 2020, elas permaneceram abaixo das médias de 2019.
Segundo o relatório, no primeiro trimestre de 2021 o valor das importações e exportações de mercadorias dos países em desenvolvimento foi substancialmente maior em comparação com o primeiro trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2019 (em cerca de 16%).
Além disso, no primeiro trimestre de 2021, o comércio continuou a se recuperar não apenas em setores relacionados ao COVID-19, como produtos farmacêuticos, comunicações e equipamentos de escritório, mas também em outros como minerais e agroalimentares. Em contraste, o setor de energia continuou a ficar para trás e o comércio internacional de equipamentos de transporte permaneceu bem abaixo das médias, mostra o relatório.
Do ponto de vista do futuro para o total de 2021, a Unctad prevê um crescimento do comércio de cerca de 16%.  A agência internacional afirma, no entanto, que a perspectiva positiva depende em grande parte da redução das restrições, de uma tendência positiva persistente nos preços das commodities, das restrições gerais de políticas protecionistas e de condições macroeconômicas e fiscais favoráveis. 
Para minimizar a incerteza sobre como os padrões de comércio serão moldados ao longo do ano, a questão do estímulo fiscal, especialmente nos países desenvolvidos, será o fator determinante para a recuperação do comércio global ao longo de 2021, conforme consta no relatório. Além disso, o valor do comércio global também deve aumentar devido às tendências positivas nos preços das commodities.
Sobre o Brasil, o relatório aponta que as exportações de bens cresceram 17% e as exportações de serviços 2% em relação ao 1º trimestre de 2020; já nas importações o crescimento de bens foi de 22% e reduzimos as importações de serviços em 2%. O desafio continua e que o Brasil consiga continuar inserindo-se de forma diferenciada no comércio mundial.

A Conferência das Nações Unidas sobre o  Comércio e o Desenvolvimento (UNC TAD), divulgou nesta semana um relatório denominado de Global Trade Update que é um alento para a economia, pois nela fica evidenciada a recuperação do comércio global da crise de Covid-19 atingindo um recorde no primeiro trimestre de 2021, com um aumento anual de 10% e um crescimento trimestral de 4%.  
Referida informação faz parte da Atualização de Comércio Global publicada no dia 19 de maio de 2021, destacando-se que o comércio de bens durante o primeiro trimestre de 2021 foi superior ao nível pré-pandemia, mas o comércio de serviços permaneceu substancialmente abaixo da média. Isto reflete ainda situação de necessidade de incentivarmos a retomada do setor de serviços globalmente.
De acordo com a UNCTAD, a recuperação continuou sendo amplamente impulsionada pelo comércio de bens. Em contraste, o comércio de serviços continua ficando para trás.  A expectativa é a de que a recuperação continue no segundo trimestre de 2021, com o valor do comércio global de bens e serviços estimado em US$ 6,6 trilhões. Segundo a UNCTAD, esse valor é equivalente a um aumento anual de cerca de 31% em relação ao ponto mais baixo de 2020 e de cerca de 3% em relação aos níveis pré-pandêmicos de 2019. 
Conforme o relatório, a recuperação no primeiro trimestre de 2021 continuou a ser impulsionada pelo forte desempenho de exportação das economias do Leste Asiático, cujo sucesso inicial na mitigação da pandemia lhes permitiu se recuperar mais rapidamente e capitalizar na crescente demanda global por produtos relacionados a COVID-19. Um economista da agência internacional (UNCTAD), Alessandro Nicita, destacou que " O comércio global registrou uma recuperação mais rápida da recessão causada pela pandemia do que nas duas últimas recessões comerciais". Segundo referido economista. Ele também informou que levou quatro trimestres após o início da recessão induzida pela pandemia para que o comércio mundial retornasse aos níveis anteriores à recessão. 
No quinto trimestre - primeiro trimestre de 2021 - o comércio global foi superior aos níveis anteriores à crise, com um aumento de cerca de 3% em relação ao quarto trimestre de 2019. Em contraste, demorou 13 trimestres para o comércio global se recuperar da recessão de 2015, que resultou de mudanças estruturais nas economias do Leste Asiático e quedas nos preços das commodities, e nove trimestres para se recuperar da recessão de 2009 causada pela crise financeira global.
De acordo com o relatório, as tendências de importação e exportação de algumas das principais economias comerciais do mundo mostram que, com algumas exceções, o comércio nas principais economias se recuperou do outono de 2020.
No entanto, os grandes aumentos devem-se à base baixa para 2020, e o comércio em muitas das principais economias ainda estava abaixo das médias de 2019. A tendência de uma recuperação mais forte de bens em relação a serviços é comum a todas as principais economias, conclui o relatório.
Fica evidenciado no estudo que a China, a Índia e a África do Sul se saíram relativamente melhor do que outras grandes economias durante o primeiro trimestre de 2021.
As exportações da China, em particular, registraram forte aumento não só a partir das médias de 2020, mas também em relação aos níveis pré-pandêmicos. Em contraste, as exportações da Rússia permaneceram bem abaixo das médias de 2019.
O desafio global ainda permanece, pois a recuperação do comércio continua desigual, observa o relatório, especialmente entre os países em desenvolvimento, com as exportações do Leste Asiático se recuperando substancialmente mais rápido.
As economias do Leste Asiático também estão por trás da recuperação do comércio entre os países em desenvolvimento (comércio Sul-Sul). Quando os números do comércio das economias em desenvolvimento do Leste Asiático são excluídos, o comércio Sul-Sul permanece abaixo da média. 
O relatório mostra que no primeiro trimestre de 2021 o valor das exportações permaneceu abaixo da média de países com economias em transição, Oriente Médio, Sul da Ásia e África. Embora as exportações da América do Sul tenham aumentado em relação ao primeiro trimestre de 2020, elas permaneceram abaixo das médias de 2019.
Segundo o relatório, no primeiro trimestre de 2021 o valor das importações e exportações de mercadorias dos países em desenvolvimento foi substancialmente maior em comparação com o primeiro trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2019 (em cerca de 16%).
Além disso, no primeiro trimestre de 2021, o comércio continuou a se recuperar não apenas em setores relacionados ao COVID-19, como produtos farmacêuticos, comunicações e equipamentos de escritório, mas também em outros como minerais e agroalimentares. Em contraste, o setor de energia continuou a ficar para trás e o comércio internacional de equipamentos de transporte permaneceu bem abaixo das médias, mostra o relatório.
Do ponto de vista do futuro para o total de 2021, a Unctad prevê um crescimento do comércio de cerca de 16%.  A agência internacional afirma, no entanto, que a perspectiva positiva depende em grande parte da redução das restrições, de uma tendência positiva persistente nos preços das commodities, das restrições gerais de políticas protecionistas e de condições macroeconômicas e fiscais favoráveis. 
Para minimizar a incerteza sobre como os padrões de comércio serão moldados ao longo do ano, a questão do estímulo fiscal, especialmente nos países desenvolvidos, será o fator determinante para a recuperação do comércio global ao longo de 2021, conforme consta no relatório. Além disso, o valor do comércio global também deve aumentar devido às tendências positivas nos preços das commodities.
Sobre o Brasil, o relatório aponta que as exportações de bens cresceram 17% e as exportações de serviços 2% em relação ao 1º trimestre de 2020; já nas importações o crescimento de bens foi de 22% e reduzimos as importações de serviços em 2%. O desafio continua e que o Brasil consiga continuar inserindo-se de forma diferenciada no comércio mundial.

 


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