Os desafios do trabalho e emprego

Saumínio Nascimento

 

De acordo com a Organização In
ternacional do Trabalho (OIT), a 
declaração emitida na conclusão da Reunião Ministerial do G20 sobre Trabalho e Emprego realizada neste mês de junho/2021 na Itália ecoa a Chamada Global para Ação pela recuperação centrada no homem numa lógica que leva à maior justiça social e trabalho decente para todos.
A Declaração Ministerial de Trabalho e Emprego do G20, emitido após um dia inteiro de negociações em Catania, Itália, remete sobre as medidas necessárias para criar uma recuperação centrada no ser humano da pandemia para evitar as cicatrizes de longo prazo de economias e sociedades.
No discurso feito aos Ministros do Trabalho e Emprego do G20, na reunião, o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder, saudou o compromisso reafirmado dos Ministros em moldar uma recuperação centrada no ser humano que seja inclusiva, sustentável e resiliente. Ele observou seus esforços renovados para conseguir empregos melhores e com remuneração igual para as mulheres, regulamentação do trabalho remoto e em plataforma digital e proteção social adequada e condições de trabalho seguras e saudáveis para todos.
Foi destaque, a importância de sistemas de proteção social fortes e de uma coordenação reforçada entre as políticas de proteção social e do mercado de trabalho, para proteger os trabalhadores durante a crise e ajudá-los a voltar ao trabalho.
O Presidente da OIT, Dr. Ryder destacou o impacto cataclísmico do COVID-19, que levou à perda do equivalente a 161 milhões de empregos em tempo integral nas nações do G20. Isso, disse ele, representa uma crise mundial do trabalho quatro vezes mais grave do que a desencadeada pela crise financeira de 2008/09. Destaque-se ainda que a perda de empregos no mundo foi de 225 milhões.
Complementarmente é relevante registrar que o número de pessoas empregadas no G20 caiu para os níveis registrados pela última vez em 2013; milhões de empresas continuam ameaçadas, principalmente as pequenas e médias; e 108 milhões de pessoas em todo o mundo foram empurradas de volta para a pobreza laboral.
E na visão do Presidente da OIT, a recuperação dos últimos meses, disse ele, tem sido desigual e frágil, com os países em desenvolvimento provavelmente encontrando o processo mais difícil. E este é um desafio a ser superado e dependerá que governos, empregadores e trabalhadores enfrentem o processo de recuperação, com o entendimento de que o futuro do trabalho não está predeterminado.
O Presidente Ryder também destacou a necessidade de melhorar a qualidade do emprego feminino. Isso seria vital se o G20 quiser atingir a 'Meta de Brisbane' de reduzir a lacuna de participação da força de trabalho em 25% até 2025, disse ele. Pois de acordo com um relatório conjunto da OIT e OCDE sobre mulheres e trabalho no G20 verifica-se que as mulheres têm duas vezes mais chances do que os homens de ter empregos mal remunerados e são mais propensas a ter empregos informais e contratos temporários. Ao mesmo tempo, as mulheres suportam o fardo do trabalho não remunerado, em grande parte devido às responsabilidades de cuidar.
Diante disso, fica evidenciado que uma agenda transformadora para a igualdade de gênero precisa de maior investimento na economia da assistência, políticas de emprego que enfoquem as mulheres, acesso universal à proteção social abrangente e adequada e remuneração igual para trabalho de igual valor, foi o que enfatizou o Presidente Ryder. 
Aproveitando a circunstância, o Presidente da OIT solicitou que os países ratifiquem a Convenção da OIT sobre violência e assédio, pois foi observado que ocorreu piora durante a pandemia.
Um ponto relevante nesta questão do trabalho e emprego e que foi falado na reunião conjunta de Ministros da Educação, Trabalho e Emprego do G20 foi a transição da escola para o trabalho, sugerindo que existe a necessidade de ligar a educação, o emprego e as políticas sociais.
De acordo com a OIT estimativas mais recentes mostram que, globalmente, o emprego jovem caiu 8,7% em 2020, em comparação com 3,7% para os adultos. Nos países do G20, o emprego jovem diminuiu 11 por cento em 2020, quase quatro vezes mais do que para os adultos, disse Ryder, acrescentando que o impacto sobre as mulheres jovens foi ainda maior. E a grande preocupação é que esta geração pode ser prejudicada nos próximos anos, transformando o COVID-19 em uma crise multigeracional.
Felizmente os informes A recuperação global do emprego deverá acelerar no segundo semestre de 2021, desde que não haja agravamento da situação geral de pandemia. No entanto, isso será desigual, devido ao acesso desigual às vacinas e à capacidade limitada da maioria das economias em desenvolvimento e emergentes de apoiar fortes medidas de estímulo fiscal. Além disso, a qualidade dos empregos recém-criados provavelmente se deteriorará nesses países.
Assim fica evidenciado que os países precisam garantir que os jovens sejam capazes de desenvolver suas habilidades e encontrar um trabalho decente quando concluírem sua educação e treinamento, disse o Diretor-Geral da OIT. Ele citou o G20 Youth Roadmap 2025, que orienta os membros do G20 no fortalecimento de seus esforços para reduzir o número de mulheres e homens jovens chamados NEETs (fora do emprego, educação ou treinamento).
Em minha visão os apontamentos que citamos do Presidente da OIT - Dr. Ryder são pertinentes, adequados e sinalizam para as políticas públicas que deverão ser priorizadas para que tenhamos melhoria da inserção de pessoas no mercado de trabalho, numa perspectiva de recuperação econômica que deveremos ter, pois certamente com o avanço da vacinação e redução de mortes, o apetite dos investidores deverá ser melhor.
Os novos arranjos de trabalho que estão sendo estabelecidos exigem modificação na formação dos novos profissionais para que possam superar os desafios apresentados, especialmente o uso de tecnologias mais avançadas, pois a minha expectativa é a de que em breve a retomada de mais oportunidade de emprego para a população será vigente.

De acordo com a Organização In ternacional do Trabalho (OIT), a  declaração emitida na conclusão da Reunião Ministerial do G20 sobre Trabalho e Emprego realizada neste mês de junho/2021 na Itália ecoa a Chamada Global para Ação pela recuperação centrada no homem numa lógica que leva à maior justiça social e trabalho decente para todos.
A Declaração Ministerial de Trabalho e Emprego do G20, emitido após um dia inteiro de negociações em Catania, Itália, remete sobre as medidas necessárias para criar uma recuperação centrada no ser humano da pandemia para evitar as cicatrizes de longo prazo de economias e sociedades.
No discurso feito aos Ministros do Trabalho e Emprego do G20, na reunião, o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder, saudou o compromisso reafirmado dos Ministros em moldar uma recuperação centrada no ser humano que seja inclusiva, sustentável e resiliente. Ele observou seus esforços renovados para conseguir empregos melhores e com remuneração igual para as mulheres, regulamentação do trabalho remoto e em plataforma digital e proteção social adequada e condições de trabalho seguras e saudáveis para todos.
Foi destaque, a importância de sistemas de proteção social fortes e de uma coordenação reforçada entre as políticas de proteção social e do mercado de trabalho, para proteger os trabalhadores durante a crise e ajudá-los a voltar ao trabalho.
O Presidente da OIT, Dr. Ryder destacou o impacto cataclísmico do COVID-19, que levou à perda do equivalente a 161 milhões de empregos em tempo integral nas nações do G20. Isso, disse ele, representa uma crise mundial do trabalho quatro vezes mais grave do que a desencadeada pela crise financeira de 2008/09. Destaque-se ainda que a perda de empregos no mundo foi de 225 milhões.
Complementarmente é relevante registrar que o número de pessoas empregadas no G20 caiu para os níveis registrados pela última vez em 2013; milhões de empresas continuam ameaçadas, principalmente as pequenas e médias; e 108 milhões de pessoas em todo o mundo foram empurradas de volta para a pobreza laboral.
E na visão do Presidente da OIT, a recuperação dos últimos meses, disse ele, tem sido desigual e frágil, com os países em desenvolvimento provavelmente encontrando o processo mais difícil. E este é um desafio a ser superado e dependerá que governos, empregadores e trabalhadores enfrentem o processo de recuperação, com o entendimento de que o futuro do trabalho não está predeterminado.
O Presidente Ryder também destacou a necessidade de melhorar a qualidade do emprego feminino. Isso seria vital se o G20 quiser atingir a 'Meta de Brisbane' de reduzir a lacuna de participação da força de trabalho em 25% até 2025, disse ele. Pois de acordo com um relatório conjunto da OIT e OCDE sobre mulheres e trabalho no G20 verifica-se que as mulheres têm duas vezes mais chances do que os homens de ter empregos mal remunerados e são mais propensas a ter empregos informais e contratos temporários. Ao mesmo tempo, as mulheres suportam o fardo do trabalho não remunerado, em grande parte devido às responsabilidades de cuidar.
Diante disso, fica evidenciado que uma agenda transformadora para a igualdade de gênero precisa de maior investimento na economia da assistência, políticas de emprego que enfoquem as mulheres, acesso universal à proteção social abrangente e adequada e remuneração igual para trabalho de igual valor, foi o que enfatizou o Presidente Ryder. 
Aproveitando a circunstância, o Presidente da OIT solicitou que os países ratifiquem a Convenção da OIT sobre violência e assédio, pois foi observado que ocorreu piora durante a pandemia.
Um ponto relevante nesta questão do trabalho e emprego e que foi falado na reunião conjunta de Ministros da Educação, Trabalho e Emprego do G20 foi a transição da escola para o trabalho, sugerindo que existe a necessidade de ligar a educação, o emprego e as políticas sociais.
De acordo com a OIT estimativas mais recentes mostram que, globalmente, o emprego jovem caiu 8,7% em 2020, em comparação com 3,7% para os adultos. Nos países do G20, o emprego jovem diminuiu 11 por cento em 2020, quase quatro vezes mais do que para os adultos, disse Ryder, acrescentando que o impacto sobre as mulheres jovens foi ainda maior. E a grande preocupação é que esta geração pode ser prejudicada nos próximos anos, transformando o COVID-19 em uma crise multigeracional.
Felizmente os informes A recuperação global do emprego deverá acelerar no segundo semestre de 2021, desde que não haja agravamento da situação geral de pandemia. No entanto, isso será desigual, devido ao acesso desigual às vacinas e à capacidade limitada da maioria das economias em desenvolvimento e emergentes de apoiar fortes medidas de estímulo fiscal. Além disso, a qualidade dos empregos recém-criados provavelmente se deteriorará nesses países.
Assim fica evidenciado que os países precisam garantir que os jovens sejam capazes de desenvolver suas habilidades e encontrar um trabalho decente quando concluírem sua educação e treinamento, disse o Diretor-Geral da OIT. Ele citou o G20 Youth Roadmap 2025, que orienta os membros do G20 no fortalecimento de seus esforços para reduzir o número de mulheres e homens jovens chamados NEETs (fora do emprego, educação ou treinamento).
Em minha visão os apontamentos que citamos do Presidente da OIT - Dr. Ryder são pertinentes, adequados e sinalizam para as políticas públicas que deverão ser priorizadas para que tenhamos melhoria da inserção de pessoas no mercado de trabalho, numa perspectiva de recuperação econômica que deveremos ter, pois certamente com o avanço da vacinação e redução de mortes, o apetite dos investidores deverá ser melhor.
Os novos arranjos de trabalho que estão sendo estabelecidos exigem modificação na formação dos novos profissionais para que possam superar os desafios apresentados, especialmente o uso de tecnologias mais avançadas, pois a minha expectativa é a de que em breve a retomada de mais oportunidade de emprego para a população será vigente.

 


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