Cuidados com Segurança de Dados

Saumínio Nascimento

 

Apresentarei neste ensaio, algumas in
formações importantes sobre segu
rança de dados, coletadas de uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos - FEBRABAN, no período de 18 a 25 de junho de 2021, através de uma amostra com 3.000 entrevistados nacionais, com representatividade da população brasileira. Referidos resultados fazem parte da publicação da FEBRABAN denominada de Observatório FEBRABAN 2021 - Segurança de Dados no Brasil: a Visão da Sociedade.
No estudo fica evidenciado que nesse período de pandemia em que as pessoas estão mais em casa, e aumentaram o uso de celular e computador nas compras on line, o uso de serviços digitais e transações bancárias, o número de fraudes e golpes no ambiente digital disparou no Brasil. Os dados fornecidos pela FEBRABAN, nos dois primeiros meses de 2021 os ataques de phising, a chamada pescaria digital, cresceu 100% em relação ao ano passado, enquanto os golpes de falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram crescimento ainda maior, de 340%.
Os dados que irei reproduzir da pesquisa da Febraban relativa ao mês de junho de 2021 apontam a visão da sociedade sobre a segurança de dados no Brasil e os crimes envolvendo violação de informações pessoais. Existem casos em que as pessoas consideram que a utilização dos dados é aceitável, caso seja para prevenção de crimes, de golpes em compras e fraudes com dados bancários.
Registro que um ponto revelado pela pesquisa e que é relevante é sobre o fato de que os brasileiros estão atentos a essa questão, de forma especial quanto ao uso que as empresas privadas fazem dos seus dados pessoais.
Outra constatação do estudo é que as pessoas passaram a adotar ou intensificar hábitos de proteção em relação a senhas, fornecimento de dados, aceitação de cookies, uso de cartão de crédito, entre outros. Mas ainda assim muitos se tornaram vítimas de crimes dessa natureza. Entretanto, apesar das notícias e experiências negativas a respeito, predomina uma expectativa de avanço na segurança dos dados nos próximos cinco anos.
Segundo a Febraban, com relação aos hábitos que as pessoas passaram a adotar de proteção, podemos destacar o seguinte: cuidados com relação às senhas, na aceitação de cookies, uso de cartão de crédito e fornecimento geral de dados.
No estudo é apontado que a maioria considera que a privacidade nos meios eletrônicos virou um mito, e que tudo ou a maior parte das informações podem ser acessadas. Por isso é elevada a cobrança por maior eficiência e endurecimento da legislação que rege a proteção de dados. Ao mesmo tempo, o estudo registra otimismo quanto à contribuição da LGPD e da Lei 14.155 ainda pouco conhecidas para a diminuição dos crimes nos meios eletrônicos, associados sobretudo, segundo os entrevistados, à violação de dados em compras on line e no acesso a sites em geral.
Um ponto de destaque é o medo expressivo que 86% dos brasileiros têm de serem vítimas de fraude ou violação de dados pessoais, e neste sentido a pesquisa da Febraban apurou a percepção dos entrevistados em relação à segurança de seus dados pessoais numa perspectiva dos últimos cinco anos e para os próximos cinco anos.
Os resultados foram os seguintes: nos últimos cinco anos - 42% sentem uma evolução positiva, 33% acreditam que estão menos seguros e 10% não identificaram alteração; já para os próximos cinco anos - 54% têm expectativa de avanço na segurança, 22% apostam que os dados estarão ainda menos seguros e 19% acredita que esta realidade não sofrerá alteração.
O que temos diante deste cenário conforme a pesquisa da Febraban é que a segurança de dados pessoais e sua privacidade são assuntos que têm despertado o interesse dos brasileiros. 83% dos entrevistados afirmaram ter interesse em acompanhar notícias a respeito do tema.
Mais uma informação de destaque é o fato de que para os entrevistados predomina a percepção de que os riscos superam os benefícios existentes no fornecimento de dados pessoais a empresas e instituições.
Os entrevistados revelaram que as situações ou atividades apontadas como mais suscetíveis para que empresas ou instituições acessem os seus dados são por ordem de percepção: compras on line (35%), sites em geral (33%), pesquisas on line sobre termos e usos de site de busca (23%), serviços bancários ou telefônicos (21%), atividades nas redes sociais (17%), uso de aplicativos sobre localização física (15%), cadastros de serviços públicos (13%), conversas no whatsapp e outros aplicativos similares (12%), jogos on line (8%) e compras presenciais (4%).
Sobre o papel da tecnologia na proteção de dados, a pesquisa apontou uma polêmica, pois enquanto 49% acham que o avanço da tecnologia facilita a violação de dados e as fraudes, 46% acreditam que os recursos da tecnologia ajudam a manter as informações pessoais mais seguras.  
No quesito de segurança, as situações citadas como adequadas para o uso de dados pessoais, ocorrendo-se a aceitação da coleta de informações, são as seguintes: prevenir ou evitar crimes, prefinir fraudes e golpes em compras, prevenir fraudes e golpes com dados bancários, prevenir situações de suicídio e ajudar em casos de depressão, melhorar resultados educacionais, desenvolver novos produtos e melhorar atendimento e pesquisas médicas científicas.
A pesquisa destacou que as mulheres sentem mais medo de serem vítimas de fraudes, golpes ou violação de dados pessoais.  Isto porque sabemos que em geral as mulheres são mais cuidadosas, mas também são alvos preferenciais dos praticantes de fraudes e golpes.
A minha intenção em apresentar uma parte dos dados da pesquisa da Febraban neste ensaio foi despertar para os leitores maiores cuidados com seus dados pessoais, pois a utilização indevida deles pode ocasionar vários problemas, e a cautela, o cuidado, o zelo e atenção com seus dados pessoais é fundamental.

Apresentarei neste ensaio, algumas in formações importantes sobre segu rança de dados, coletadas de uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos - FEBRABAN, no período de 18 a 25 de junho de 2021, através de uma amostra com 3.000 entrevistados nacionais, com representatividade da população brasileira. Referidos resultados fazem parte da publicação da FEBRABAN denominada de Observatório FEBRABAN 2021 - Segurança de Dados no Brasil: a Visão da Sociedade.
No estudo fica evidenciado que nesse período de pandemia em que as pessoas estão mais em casa, e aumentaram o uso de celular e computador nas compras on line, o uso de serviços digitais e transações bancárias, o número de fraudes e golpes no ambiente digital disparou no Brasil. Os dados fornecidos pela FEBRABAN, nos dois primeiros meses de 2021 os ataques de phising, a chamada pescaria digital, cresceu 100% em relação ao ano passado, enquanto os golpes de falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram crescimento ainda maior, de 340%.
Os dados que irei reproduzir da pesquisa da Febraban relativa ao mês de junho de 2021 apontam a visão da sociedade sobre a segurança de dados no Brasil e os crimes envolvendo violação de informações pessoais. Existem casos em que as pessoas consideram que a utilização dos dados é aceitável, caso seja para prevenção de crimes, de golpes em compras e fraudes com dados bancários.
Registro que um ponto revelado pela pesquisa e que é relevante é sobre o fato de que os brasileiros estão atentos a essa questão, de forma especial quanto ao uso que as empresas privadas fazem dos seus dados pessoais.
Outra constatação do estudo é que as pessoas passaram a adotar ou intensificar hábitos de proteção em relação a senhas, fornecimento de dados, aceitação de cookies, uso de cartão de crédito, entre outros. Mas ainda assim muitos se tornaram vítimas de crimes dessa natureza. Entretanto, apesar das notícias e experiências negativas a respeito, predomina uma expectativa de avanço na segurança dos dados nos próximos cinco anos.
Segundo a Febraban, com relação aos hábitos que as pessoas passaram a adotar de proteção, podemos destacar o seguinte: cuidados com relação às senhas, na aceitação de cookies, uso de cartão de crédito e fornecimento geral de dados.
No estudo é apontado que a maioria considera que a privacidade nos meios eletrônicos virou um mito, e que tudo ou a maior parte das informações podem ser acessadas. Por isso é elevada a cobrança por maior eficiência e endurecimento da legislação que rege a proteção de dados. Ao mesmo tempo, o estudo registra otimismo quanto à contribuição da LGPD e da Lei 14.155 ainda pouco conhecidas para a diminuição dos crimes nos meios eletrônicos, associados sobretudo, segundo os entrevistados, à violação de dados em compras on line e no acesso a sites em geral.
Um ponto de destaque é o medo expressivo que 86% dos brasileiros têm de serem vítimas de fraude ou violação de dados pessoais, e neste sentido a pesquisa da Febraban apurou a percepção dos entrevistados em relação à segurança de seus dados pessoais numa perspectiva dos últimos cinco anos e para os próximos cinco anos.
Os resultados foram os seguintes: nos últimos cinco anos - 42% sentem uma evolução positiva, 33% acreditam que estão menos seguros e 10% não identificaram alteração; já para os próximos cinco anos - 54% têm expectativa de avanço na segurança, 22% apostam que os dados estarão ainda menos seguros e 19% acredita que esta realidade não sofrerá alteração.
O que temos diante deste cenário conforme a pesquisa da Febraban é que a segurança de dados pessoais e sua privacidade são assuntos que têm despertado o interesse dos brasileiros. 83% dos entrevistados afirmaram ter interesse em acompanhar notícias a respeito do tema.
Mais uma informação de destaque é o fato de que para os entrevistados predomina a percepção de que os riscos superam os benefícios existentes no fornecimento de dados pessoais a empresas e instituições.
Os entrevistados revelaram que as situações ou atividades apontadas como mais suscetíveis para que empresas ou instituições acessem os seus dados são por ordem de percepção: compras on line (35%), sites em geral (33%), pesquisas on line sobre termos e usos de site de busca (23%), serviços bancários ou telefônicos (21%), atividades nas redes sociais (17%), uso de aplicativos sobre localização física (15%), cadastros de serviços públicos (13%), conversas no whatsapp e outros aplicativos similares (12%), jogos on line (8%) e compras presenciais (4%).
Sobre o papel da tecnologia na proteção de dados, a pesquisa apontou uma polêmica, pois enquanto 49% acham que o avanço da tecnologia facilita a violação de dados e as fraudes, 46% acreditam que os recursos da tecnologia ajudam a manter as informações pessoais mais seguras.  
No quesito de segurança, as situações citadas como adequadas para o uso de dados pessoais, ocorrendo-se a aceitação da coleta de informações, são as seguintes: prevenir ou evitar crimes, prefinir fraudes e golpes em compras, prevenir fraudes e golpes com dados bancários, prevenir situações de suicídio e ajudar em casos de depressão, melhorar resultados educacionais, desenvolver novos produtos e melhorar atendimento e pesquisas médicas científicas.
A pesquisa destacou que as mulheres sentem mais medo de serem vítimas de fraudes, golpes ou violação de dados pessoais.  Isto porque sabemos que em geral as mulheres são mais cuidadosas, mas também são alvos preferenciais dos praticantes de fraudes e golpes.
A minha intenção em apresentar uma parte dos dados da pesquisa da Febraban neste ensaio foi despertar para os leitores maiores cuidados com seus dados pessoais, pois a utilização indevida deles pode ocasionar vários problemas, e a cautela, o cuidado, o zelo e atenção com seus dados pessoais é fundamental.


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS