Professores da rede pública decidem manter 'greve em defesa da vida'

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  • Assembleia virtual dos professores vinculados ao síntese

 

Na assembleia unifi
cada realizada na 
terça-feira (20), os professores e professoras da rede estadual e das escolas municipais reafirmam greve em defesa da vida, as condições para o retorno das aulas presenciais e compromisso de continuar ministrando as aulas remotas.
A completa imunização dos trabalhadores da Educação, com a segunda dose da vacina, escolas com condições sanitárias e pedagógicas, testagem em massa dos estudantes. Esses são os parâmetros mínimos exigidos pelo magistério para o retorno às aulas presenciais com segurança.
Por conta disso, os professores e professoras das escolas estaduais e das escolas municipais de 74 municípios (os docentes das escolas municipais de Aracaju são filiados ao Sindipema) reafirmaram em assembleia unificada virtual que continuam a greve pela vida contra o retorno das aulas presenciais. Nesse ínterim os docentes continuam com as aulas remotas.
"Ainda estamos em pandemia, a maior parte da população ainda não está imunizada, por isso não podemos naturalizar um retorno as aulas presenciais nas escolas públicas, nas atuais condições. Nossa luta é em defesa da vida e não somente a nossa, mas dos demais trabalhadores e trabalhadoras das escolas, dos estudantes e das famílias. Não há como voltarmos as aulas presenciais no cenário que está posto, por isso continuaremos na resistência e ministrando as aulas remotas até que tenhamos as condições para retorno", afirma a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.
Em relação a vacinação foi discutida ainda na assembleia a possibilidade da antecipação da vacinação da segunda dose, com a segurança científica da eficácia, assim como tem acontecido em outros estados.
Uma das principais reivindicações dos professores é que as escolas tenham condições sanitárias, mas o que isso significa? "Não estamos falando somente do uso do álcool 70%, tapetes sanitizantes, uso de máscara, mas também da estrutura das unidades de ensino. Salas ventiladas, espaços adequados para alimentação, banheiros e pias em condições de uso e, funcionários em número suficiente para garantir o processo de higienização dos espaços. E essa, sabemos muito bem, não é a realidade das escolas estaduais e municipais", decidiram.
"Nós estamos no chão da escola e sabemos a limitação dos prédios escolares. A escola que eu trabalho as salas têm somente uma via de ventilação (uma porta), e somente um ventilador, que não terei como usar, por conta dos riscos, na realidade que convivo não há como garantir segurança para os estudantes e tenho certeza que isso acontece em outras unidades de ensino", conta a professora Josefa Giziane.
A falta de espaços adequados para a alimentação escolar também é um ponto de preocupação da categoria. "O momento da alimentação é de muita vulnerabilidade. É o momento onde a máscara é tirada e demora a ser recolocada, a proximidade é maior. Todos estarão expostos", argumenta Elvira Rocha, integrante da direção do SINTESE e do Conselho Estadual de Alimentação Escolar.
O SINTESE avisa que todos os prefeitos e prefeitas estão cientes desde a primeira assembleia, realizada no dia 04 de maio de que os professores e professores estão em greve contra as aulas presenciais e que se comprometeram a continuar com as aulas remotas. Ofícios também foram enviados após a assembleia do dia 09 de junho e eles serão notificados do resultado da assembleia desta terça (20).

Na assembleia unifi cada realizada na  terça-feira (20), os professores e professoras da rede estadual e das escolas municipais reafirmam greve em defesa da vida, as condições para o retorno das aulas presenciais e compromisso de continuar ministrando as aulas remotas.
A completa imunização dos trabalhadores da Educação, com a segunda dose da vacina, escolas com condições sanitárias e pedagógicas, testagem em massa dos estudantes. Esses são os parâmetros mínimos exigidos pelo magistério para o retorno às aulas presenciais com segurança.
Por conta disso, os professores e professoras das escolas estaduais e das escolas municipais de 74 municípios (os docentes das escolas municipais de Aracaju são filiados ao Sindipema) reafirmaram em assembleia unificada virtual que continuam a greve pela vida contra o retorno das aulas presenciais. Nesse ínterim os docentes continuam com as aulas remotas.
"Ainda estamos em pandemia, a maior parte da população ainda não está imunizada, por isso não podemos naturalizar um retorno as aulas presenciais nas escolas públicas, nas atuais condições. Nossa luta é em defesa da vida e não somente a nossa, mas dos demais trabalhadores e trabalhadoras das escolas, dos estudantes e das famílias. Não há como voltarmos as aulas presenciais no cenário que está posto, por isso continuaremos na resistência e ministrando as aulas remotas até que tenhamos as condições para retorno", afirma a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.
Em relação a vacinação foi discutida ainda na assembleia a possibilidade da antecipação da vacinação da segunda dose, com a segurança científica da eficácia, assim como tem acontecido em outros estados.
Uma das principais reivindicações dos professores é que as escolas tenham condições sanitárias, mas o que isso significa? "Não estamos falando somente do uso do álcool 70%, tapetes sanitizantes, uso de máscara, mas também da estrutura das unidades de ensino. Salas ventiladas, espaços adequados para alimentação, banheiros e pias em condições de uso e, funcionários em número suficiente para garantir o processo de higienização dos espaços. E essa, sabemos muito bem, não é a realidade das escolas estaduais e municipais", decidiram.
"Nós estamos no chão da escola e sabemos a limitação dos prédios escolares. A escola que eu trabalho as salas têm somente uma via de ventilação (uma porta), e somente um ventilador, que não terei como usar, por conta dos riscos, na realidade que convivo não há como garantir segurança para os estudantes e tenho certeza que isso acontece em outras unidades de ensino", conta a professora Josefa Giziane.
A falta de espaços adequados para a alimentação escolar também é um ponto de preocupação da categoria. "O momento da alimentação é de muita vulnerabilidade. É o momento onde a máscara é tirada e demora a ser recolocada, a proximidade é maior. Todos estarão expostos", argumenta Elvira Rocha, integrante da direção do SINTESE e do Conselho Estadual de Alimentação Escolar.
O SINTESE avisa que todos os prefeitos e prefeitas estão cientes desde a primeira assembleia, realizada no dia 04 de maio de que os professores e professores estão em greve contra as aulas presenciais e que se comprometeram a continuar com as aulas remotas. Ofícios também foram enviados após a assembleia do dia 09 de junho e eles serão notificados do resultado da assembleia desta terça (20).

 


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