Poesia no prato

Geral


  • A Atalaia Nova é logo ali.

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A Atalaia Nova é logo 
ali. Mas, apesar da 
proximidade com Aracaju, conserva ainda certo ar de refúgio. Amanhã, a especulação imobiliária pode jogar asfalto sobre todos os caminhos. Por enquanto, as ruas calçadas com pedras, mais as casas de muro baixo, evocam a simplicidade dos homens despidos de vaidades, a dois passos do mar.
Não foi por acaso que o cantor e compositor Doca Furtado mudou de mala e cuia, antes dos condomínios e dos endinheirados transformarem as feições da Barra dos Coqueiros. Depois de se formar em "panela" no sul maravilha, onde esteve radicado,ele adivinhou o rastro e o cheiro de uma vida boa de verdade, vive agora entre o fogão e mergulhos fora de hora, com o violão velho de guerra sempre ao alcance das mãos.
Ilha das Massas, o restaurante de Doca, é frequentado por toda a gente, desde os vizinhos até quem atravessa a ponte Aracaju-Barra com o único propósito de encher o bucho, até se fartar. No cardápio, pizzas de massa finíssima, bem fina mesmo, para todos os gostos. Para mim, no entanto, as pastas artesanais, cuja massa é aberta por ele próprio, é qu efazem jus à promessa de colocar poesia no prato, não têm comparação.
Nada do que aqui é dito soa como novidade para os paladares mais espertos da aldeia Serigy. De volta à rotina, de olho no relógio, empatado pelos semáforos, resolvi me vangloriar da descoberta realizada no fim de semana e postei uma foto da varanda arejada, repleta de verde, aberta às nuvens e as estrelas, onde Doca recebe os clientes embalado pelas melodias de Chicos e Caetanos. Mas todo mundo já os conhece - o cozinheiro e o artista. Pelo visto, traído pelas circunstâncias, eu fui o último a saber.

Rian Santos

A Atalaia Nova é logo  ali. Mas, apesar da  proximidade com Aracaju, conserva ainda certo ar de refúgio. Amanhã, a especulação imobiliária pode jogar asfalto sobre todos os caminhos. Por enquanto, as ruas calçadas com pedras, mais as casas de muro baixo, evocam a simplicidade dos homens despidos de vaidades, a dois passos do mar.
Não foi por acaso que o cantor e compositor Doca Furtado mudou de mala e cuia, antes dos condomínios e dos endinheirados transformarem as feições da Barra dos Coqueiros. Depois de se formar em "panela" no sul maravilha, onde esteve radicado,ele adivinhou o rastro e o cheiro de uma vida boa de verdade, vive agora entre o fogão e mergulhos fora de hora, com o violão velho de guerra sempre ao alcance das mãos.
Ilha das Massas, o restaurante de Doca, é frequentado por toda a gente, desde os vizinhos até quem atravessa a ponte Aracaju-Barra com o único propósito de encher o bucho, até se fartar. No cardápio, pizzas de massa finíssima, bem fina mesmo, para todos os gostos. Para mim, no entanto, as pastas artesanais, cuja massa é aberta por ele próprio, é qu efazem jus à promessa de colocar poesia no prato, não têm comparação.
Nada do que aqui é dito soa como novidade para os paladares mais espertos da aldeia Serigy. De volta à rotina, de olho no relógio, empatado pelos semáforos, resolvi me vangloriar da descoberta realizada no fim de semana e postei uma foto da varanda arejada, repleta de verde, aberta às nuvens e as estrelas, onde Doca recebe os clientes embalado pelas melodias de Chicos e Caetanos. Mas todo mundo já os conhece - o cozinheiro e o artista. Pelo visto, traído pelas circunstâncias, eu fui o último a saber.

 


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