Domingo, 21 De Abril De 2024
       
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O fantasma do comunismo


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Publicado em 28 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Liderança genuína.(Divulgação)

Rian Santos
 
Há no Brasil militares e militares. A fauna da caserna é diversa. Para cada general golpista, na ativa ou na reserva, em vestes de farda ou metido em pijamas, há tropas inteiras comprometidas com as disposições constitucionais.
O presidente do Superior Tribunal Militar, ministro Francisco Joseli Parente Camelo, é destes. Ao contrário do que afirmam os celebrados, dentro e fora dos quartéis, ele desdenha do folclore forjado nos anos de Guerra Fria. Ele é taxativo: o fantasma do comunismo não ronda o Brasil.
“O presidente Lula é um sindicalista. Eu não vejo o presidente Lula ou jamais o vi como um comunista. As pessoas têm uma mania de pensar que ser de esquerda é ser comunista, isso não existe”, disse.
Lúcido, o presidente da alta corte militar faz rima ao pensamento de Jorge Amado. Este, sim, um comunista engajado na causa operária, filiado, de carteirinha e alto coturno.
Membro ativo do Partido Comunista, o escritor baiano percorreu o mundo de olho nos personagens mais notáveis, sempre disposto ao abraço fraterno dos amigos.Sobre o Lula das greves operárias, cujos adversários ainda hoje se esforçam para cobrir com as cores sangrentas de um revolucionário, Jorge Amado é categórico: trata-se, antes, de uma liderança genuína. 
“Atento, acompanho nos vídeos a trajetória de Lula, candidato do poderoso Partido dos Trabalhadores, cuja fundação durante o regime militar tanto me alvoroçou. Não conheço Lula pessoalmente, dele falam-me bem e acredito. Parece-me homem direito, hoje coisa rara, sua atuação de líder sindical na greve dos metalúrgicos, durante a ditadura, foi exemplar. O alarmante sectarismo de seu discurso eleitoral, ao que tudo indica, não é inerente a sua personalidade, decorre da própria campanha, influência talvez dos ideólogos do PC do B, que a dirigem e orientam”.  
Como se sabe, o tempo daria razão ao escritor das putas e dos vagabundos, no dizer dos desafetos. Convém, portanto, apelar à razão, ignorar as meias verdades do embate eleitoral, ater-se a fatos conhecidos e comprovados, aos documentos da História. Lula jamais foi um revolucionário, disposto a instaurar a ditadura do proletariado, como é alardeado até hoje. Longe disso. A célebre Carta aos Brasileiros poderia ter sido redigida muito antes, ainda em 89.
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