Em 2006, uma limi-nar do STF aten-dendo a uma ação movida pelo SINDIFISCO, suspendeu as contribuições, e assim acabou-se o FUNASERP – Fundo de Aposentadoria do Servidor Estatutário do Estado de Sergipe – que fora criado sete anos antes, no segundo governo de Albano Franco. Nesse período, o Fundo já tinha em caixa 46 milhões de reais, resultantes das contribuições dos três poderes e dos servidores, Cálculos atuariais demonstravam que sem o FUNASERP, em menos de dez anos a previdência estaria falida, ou faria detonar as contas públicas, inviabilizando o estado. Foi exatamente o que aconteceu. O governo devolveu aos servidores forçado por decisão judicial, os recursos capitalizados pelo Fundo, o que foi feito em duas parcelas. Assim, exauriram-se ainda mais os cofres públicos. A bomba não tardaria a estourar. Em 2013 o déficit foi de 623 milhões. Este ano será de 900 milhões. Ano que vem, deverá chegar a um bilhão e duzentos milhões. É um monumental crescimento de mais de 20% ao ano, contrastando com a minguante evolução da receita estadual em tempos de crise aguda. Para tapar esse assustador rombo, o governo terá de aumentar impostos, o que será intolerável, ou atrasar salários e outros compromissos, o que será desastroso.
Em 2012 o governo federal criou o FUNPRESP, quase uma réplica em escala maior do que fora feito pioneiramente em Sergipe, mais de dez anos antes, e inviabilizado por decisões insensatas da Justiça.
Caiu, no colo de Jackson Barreto, a explosiva situação, e o governo estuda agora a recriação do Fundo, baseando-se em estudos técnico-atuariais elaborados por uma equipe técnica de alto nível.
Sem este novo Fundo não há perspectiva de solução para a quebradeira que Sergipe atravessa.


