Obra da 13 de Julho sofre paralisação

Mais um problema operacional foi identificado na obra de contenção da balaustrada da 13 de Julho. Desta vez, auditores do trabalho decidiram por interditar todos os serviços que possuam altura acima de 02 metros em decorrência de o canteiro de obras não dispor de todos os aspectos de segurança proporcionados para os operários. Por meio de nota oficial, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), garantiu que a interdição trata-se de uma medida adotada em caráter de urgência. Essa ação ocorre quando constatada situação de trabalho que caracterize risco grave e iminente ao trabalhador.
Ao longo dos últimos meses o projeto de urbanização e paisagismo da Praia Formosa chama a atenção daqueles que transitam pela região devido ao baixo efetivo de operários atuando no serviço público que já se arrasta desde janeiro de 2013. A previsão de entrega já venceu variados prazos. Em outubro do ano passado, a promessa era de inauguração até o último dia útil de 2015. Não cumprindo a promessa, no último dia oito de janeiro o prefeito João Alves Filho informou que o serviço seria concluído em até 120 dias, ou seja, domingo 08 de maio. Com a mais nova ação da SRTE, os aracajuanos acreditam em mais um atraso.
Em contraponto a esta perspectiva popular, a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) esclareceu na tarde de ontem que a obra de urbanização não foi interditada e continua sendo executada dentro do planejamento estabelecido no cronograma. Segundo a administração municipal, a empresa contratada para executar a obra, a MKR Construções Ltda., recebeu, na manhã da última quinta-feira, dia 21, uma fiscalização rotineira do Ministério do Trabalho, quando foi observado que, em uma das áreas de serviço, a empresa não estava cumprindo o que determina a NR-18, que estabelece normas para segurança dos trabalhadores.
Ainda conforme nota encaminhada à imprensa, a PMA destacou que a MKR foi notificada para que, até o dia três de fevereiro, apresente as correções necessárias e, até essa data, não pode ser realizada qualquer intervenção em altura superior a dois metros no local da marquise. Como a obra é 95% horizontal, essa interdição não compromete o andamento dos serviços enquanto a empresa se adequa a essa exigência. Portanto, a Emurb ratificou que a obra não está paralisada e que apenas um dos serviços terá seu cronograma alterado em pouco mais de 15 dias.

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