Depois de oito Copas do Mundo da FIFA seguidas, o Brasil não conseguiu vencer seus dois primeiros jogos na primeira fase. A série positiva durava 32 anos, desde a Espanha 1982, mas se encerrou nesta terça-feira contra o México, muito em parte graças a Guillermo Ochoa. O goleirão fez ao menos quatro defesas incríveis, frustrou um ataque brasileiro, que não esteve no melhores dias e garantiu o segundo 0 a 0 do Mundial.
A torcida em Fortaleza voltou a empurrar a equipe como na última Copa das Confederações – quando o Brasil iniciou a tradição de cantar o hino à capela -, mas, ao contrário do ano passado e da vitória por 2 a 0 sobre o mesmo México, desta vez não conseguiu completar a festa. Pior ainda, não cumpriu o objetivo de se classificar de forma antecipada para as oitavas e ainda viu Luiz Felipe Scolari perder os 100% de aproveitamento como treinador em Copas (tem agora oito vitórias em um empate).
Guillermo Ochoa. Dificilmente o brasileiro esquecerá esse nome em pouco tempo. O goleiro mexicano parou o ataque da Seleção, foi o melhor em campo e levantou a questão entre a torcida canarinho: quem é ele?
Apesar de ter apenas 28 anos – pouca idade para a posição – o arqueiro mexicano está em sua terceira Copa do Mundo. Em 2006, na Alemanha, tinha apenas 20 anos, quando foi convocado para ser terceiro goleiro. Em 2010, já aclamado como melhor goleiro do país, perdeu a titularidade para o experiente Oscar Pérez na África do Sul.
A reserva em 2010 revoltou boa parte da torcida mexicana. Em forma muito melhor que Pérez, foi preterido por problemas internos. Ainda goleiro do América, um dos maiores times do México, era tido como nome certo para um grande europeu após o Mundial africano.
Esperou até o ciclo de 2014 para assumir a camisa 1. Mas mesmo assim não foi fácil. Ochoa, como em 2006 e 2010, não seria titular. Apesar do clamor da torcida, seria banco de Jesus Corona, do Cruz Azul. Miguel Herrera, técnico mexicano, só deu a Guillermo a titularidade após uma lesão de seu preferido. Oito anos depois, finalmente, Ochoa teria a chance de mostrar o porquê dos pedidos de titularidade.


