Supervisores médicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a Comissão Estadual do "Mais Médicos" reuniram-se com os profissionais que atuam no Programa nas regiões de Saúde de Estância, Itabaiana e Lagarto para reforçar a capacitação no acompanhamento do pré-natal de baixo risco e na detecção precoce da sífilis na gestante. Essa oficina integra uma série de ações realizadas pelo Estado e UFS para mantê-los atualizados acerca dos protocolos do Ministério da Saúde, aprimorando-os em temas diversos relacionados à Atenção Básica.
As próximas regiões que serão capacitadas serão as de Propriá e Nossa Senhora da Glória, no dia 2 de setembro. A oficina de saúde trouxe como tema "Intercorrências na gravidez com foco na sífilis congênita". De acordo com a coordenadora Estadual do Programa Mais Médicos, Monalisa Fonseca, os temas são pactuados entre o grupo a partir das demandas dos médicos.
"Além de Lagarto, Itabaiana e Estância, já aconteceram reuniões nas regionais de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. Tem sido muito gratificante e importante para o processo de trabalho a realização dessas capacitações reforçando com os médicos as referências e as rotinas dentro do pré-natal. Essas oficinas são importantes para escutá-los, também, e saber das suas dificuldades no dia a dia da Atenção Básica", disse Monalisa Fonseca.
Para o supervisor do Mais Médicos nos municípios de Umbaúba e Cristinápolis, Anderson Holzwarth, "as oficinas são fundamentais para a exposição de protocolos clínicos e o esclarecimento de dúvidas, a partir do mapeamento das dificuldades apresentadas".
O médico de Arauá, Rudy Marcial Espinosa, aprovou a iniciativa. "É muito importante porque nos mantêm atualizados quanto à incidência dessa doença. Recentemente recebi um paciente jovem, de 23 anos, e pelo exame clínico, indicava sífilis", falou.
A sífilis na gravidez – Em Sergipe, foram diagnosticados em 2013, 360 casos de sífilis. Até julho deste ano, já são 222 registros, um número considerado elevado. Durante o ciclo de oficinas, são apresentados o Plano Estadual de Eliminação da Sífilis Congênita, lançado em 2011, e a Rede Cegonha.
"É importante a atenção à saúde da família na vigilância dos casos. O agente comunitário também tem um significado muito grande nesse processo", disse o professor da UFS e supervisor do Programa Mais Médicos para os municípios de Brejo Grande, Ilha das Flores, Japoatã e Nossa Senhora do Socorro, André Luiz Baião.
De acordo com a supervisora do programa Mais Médicos nos municípios de Arauá e Boquim, Márcia Stela, "a sífilis congênita ainda apresenta indicadores elevados e o tema desta oficina serviu para contribuir com o trabalho de melhorar a assistência pré-natal e atendendo o objetivo maior que é a redução da mortalidade materna".


