Sexta, 01 De Março De 2024
       
**PUBLICIDADE
Publicidade

Operação em casa de jornalista provoca polêmica


Avatar

Publicado em 26 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Milton Alves Júnior, presidente do Sindicato dos Jornalistas, diz que sindicato acompanha o caso

Agentes da Polícia Civil apreenderam por volta das 6h20 de ontem, no bairro Jabotiana, zona Leste de Aracaju, três aparelhos eletrônicos no apartamento de uma jornalista, ex-assessora de imprensa da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc). Expedida pela 4ª Vara Criminal, a ação de busca e apreensão protagonizada pelo Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), teve como objetivo confiscar um aparelho telefônico – modelo iPhone modelo 13 Pro Max -, um notebook e um fone de ouvido, que pertenciam ao patrimônio do estado, os quais estavam oficialmente desaparecidos desde a primeira semana de janeiro do ano passado. Este processo foi instaurado no primeiro trimestre de 2023, sob a coordenação da delegada Thereza Simony.
Em diálogo com o JORNAL DO DIA, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), informou que, ao bater na porta da suspeita, a mesma teria atendido os agentes de forma cordial e sem apresentar nenhuma resistência para entregar os equipamentos. Este trabalho foi conduzido também pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derof). A jornalista não foi conduzida para prestar depoimento. Após a saída dos agentes, a própria SSP emitiu nota pública relatando – sem amplos detalhes -, a operação deflagrada naquele instante. Já no final da manhã, diante de mobilizações nas redes sociais, a Pasta emitiu novo comunicado contendo mais detalhes sobre o caso que segue em sigilo e por tempo indeterminado. Destacou a nota:
“A decisão judicial nada tem a ver com a função da jornalista, mas sim está relacionada à investigação sobre o desaparecimento de equipamentos na sede da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc) entre o fim de 2022 e início de 2023. Com base em investigação técnica, profissional e com trabalho de inteligência, a Polícia Civil identificou que alguns equipamentos poderiam estar na residência da jornalista. Diante dessa informação, o Depatri solicitou mandado de busca e apreensão. A Polícia Civil reforça que a decisão judicial solicitada pelo Depatri nada tem a ver com a atuação no campo do jornalismo. A instituição reforça o comprometimento com a liberdade de imprensa, que é direito constitucional e defendida pela Polícia Civil.”
Já no final da tarde de ontem o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (Sindijor/SE), afirmou que: “Desde o início da manhã desta quinta-feira, 25 de janeiro de 2024, está acompanhando todos os desdobramentos em torno da operação que resultou na abordagem de uma profissional do jornalismo. No decorrer das últimas horas a nossa entidade sindical buscou dialogar com a colega de profissão, mas sem sucesso até a produção desta nota. Por iniciativa da Assessoria de Comunicação da SSP, o Sindijor foi comunicado que: a) a pasta administrativa respeita a classe jornalística; b) todo o trâmite de investigação é sigiloso e respeita os Direitos Humanos; c) apresentará detalhes gerais da operação ao final das investigações; e, d) convida representantes do sindicato para conversar sobre o assunto caso seja do nosso interesse.” (Milton Alves Júnior)

**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE
Publicidade