Operários da construção civil continuam sem reajuste

Operários da construção civil representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Terraplanagem (Sintracon) e classe patronal que tem o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Sergipe (Sinduscon/SE) como representante não se entendem no tocante ao reajuste salarial referente a 2014.

Segundo o presidente do Sintracon, Raimundo Luiz Reis, na primeira rodada de negociação os trabalhadores fizeram a proposta de reajuste de 12,5%. Como não houve avanço, na reunião realizada com a classe patronal ontem, segunda-feira, os operários baixaram o reajuste para 9%. "Mesmo tendo diminuído o percentual, os empresários estão irredutíveis", relatou. Os patrões oferecem apenas 6,78%, quando no ano passado deram reajuste de 9%. A data base de negociação salarial dos trabalhadores da construção civil é o mês de março.

Insatisfeita, a categoria se prepara para realizar manifestações nos canteiros de obras e não descarta a possibilidade de paralisar as atividades. "Nesta terça-feira vamos pedir a intervenção da Delegacia Regional do Trabalho, caso não haja avanço nas negociações, vamos parar as atividades", garantiu o sindicalista.
Sergipe conta com aproximadamente 20 mil trabalhadores da construção civil.
Atualmente, o salário do profissional corresponde a R$ 1.030. Para o presidente do Sintracon, o valor está defasado e é menor do que na Bahia e em Alagoas. "E essas são capitais que possuem atividade imobiliária semelhante a de Sergipe", contou. Ele ainda relatou que os trabalhadores em Sergipe recebem o menor salário do Norte e Nordeste do país.

Na pauta de reivindicações há ainda adicional de insalubridade, 6% de triênio, auxílio alimentação, cesta básica, vale transporte e seguro de vida. "Segundo o Sinduscon, esses itens só serão negociados depois que fecharmos o reajuste salarial", expos Raimundo. A cesta básica atual do setor é de R$ 70,00. Caso o trabalhador falte, o valor cai para R$ 60,00.

Acidentes – De acordo com Raimundo, a situação é preocupante, pois 2013 fechou com cinco trabalhadores mortos, sendo um em Poço Verde e quatro em Aracaju. "Houve crescimento das empresas, mas no quesito segurança dos operários não houve investimentos, pois não há segurança para quem está na labuta no dia a dia", reclamou. Nos primeiros 15 dias do ano já houve registro de morte de um trabalhador.

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