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A VELHA IMPRENSA INIMIGA DOS TRABALHADORES


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Publicado em 13 de janeiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Rômulo Rodrigues

Já foi dito, repetido e constatado que a velha imprensa e seus velhos e carcomidos jornais nunca representaram os anseios populares e nunca vão representar.
O atenuante do passado é que os maiores pertenciam a famílias de jornalistas conservadoras como a Mesquita e a Frias, mas tinham como fachadas empregarem jornalistas liberais e até de esquerda, muitos dos quais exerciam suas autos censuras.
Em segundo plano, tinha O Globo, até o golpe de 1964 e seu apoio incondicional à ditadura militar, que era tido como de médio porte.
Na luta sem trégua contra os interesses da classe trabalhadora, lá pelo princípio do século 20, o jornal O Estado de São Paulo fez campanha contra a greve geral de 1905 e a implantação do descanso semanal remunerado, sob o argumento de que com um dia de folga semanal, o trabalhador iria beber, fazer arruaças e dar trabalho à polícia, e o patronato não suportaria tal encargo.
Em 1908 apoiou a lei Adolfo Gordo que punia com extradição o trabalhador estrangeiro que participasse de manifestações paredistas.
O jornal O Globo, ainda não sendo do primeiro escalão, bem atrás do Jornal do Brasil e Correio da Manhã, mesmo assim, em 1962, abriu fogo pesado contra a conquista do 13º salário pela classe trabalhadora, fruto de uma greve geral.
Os argumentos nos editoriais e manchetes de 1ª página remetiam foram mesmo do jornalão da família Mesquita; o empresariado não suportará tamanho encargo na folha de pagamento e tratava a conquista como abono extra, mesmo sabendo que não era.
Na verdade, o trabalhador trabalhava 52 semanas por ano, em seus 12 meses, recebia o pagamento de 48 semanas, tendo 4 surrupiadas.
O Jornal a Folha de São Paulo, assim como O Globo, dos Marinhos só alçou voo quando passou a ceder seus carros de reportagens e de entrega de jornais para que torturadores prendessem e torturassem opositores, inclusive jornalistas.
Com o avanço veloz dos materiais e das novas tecnologias de comunicação, estão todos falidos, por perdas de leitores e anunciantes, e passaram para as mãos de especuladores financeiros.
As tiragens já não representam números significantes e só são mantidos, mesmo com prejuízos, para continuarem fabricando manchetes e chamadas para os tele jornais do império midiático.
Não faz muito tempo, apenas sete anos, o Brasil alcançara o pleno emprego e os jornais começaram a campanha de que era necessária uma reforma trabalhista para criar mais empregos.Como assim, se o desemprego era zero e havia oferta em abundância em todos os setores das cadeias produtivas?
Pelo mesmo método alardeavam; o Brasil precisa de uma reforma tributária para se desenvolver e gerar mais riqueza e distribuição de renda; como assim se o Brasil tinha a maior média de crescimento do PIB, pós-crise de 2007, do PIB per capita e do salário mínimo com ganhos reais, 76% acima?
A Petrobrás era atacada numa campanha de descrédito do pré-sal como sendo uma descoberta ilusória.
E tome mais mentiras; o país precisa de uma reforma previdenciária para garantir o futuro do trabalhador.
O que fizeram? Acabaram com os direitos trabalhistas, aumentaram os tempos de trabalho e contribuição, diminuíram os salários e jogaram 15 milhões ao desemprego e mais de 20 milhões ao mapa da fome.
Com o fracasso do projeto ponte para o futuro, que jogou o país na maior crise econômica desde 1929 exploram uma crise militar entre Bolsonaro e generais do exército e da marinha, para assustarem o povo com mais um conto de fardas e forjarem mais um herói nacional, depois de serem surpreendidos com o anúncio de que Lula pretende revogar a reforma trabalhista e devolver direitos aos trabalhadores.
De imediato, veio à tona o que tentavam encobrir; não existe terceira via e todos se uniram para combater Lula, com medo de que a democracia vença para valer a barbárie.
Os número da rejeição de Bolsonaro em todos os estados e no DF anunciam que o povo acordou e rejeita o projeto neoliberal, midiático e militarizado, de uma vez por todas.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político.

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