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BREVE ANÁLISE SOBRE QUEM VAI ELEGER DEPUTADOS FEDERAIS


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Publicado em 09 de junho de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Rômulo Rodrigues

Segundo a sequência do crescimento dos votos válidos da eleição de 2014 para 2018 para a câmara dos deputados. Dá para prever que o Quociente Eleitoral em 2022 será de 135 mil votos.
Para chegar a este número tem que ser com a estimativa de 1.080.000 votos válidos disputados por 3 federações, que incorporam 7 partidos políticos e aproximadamente uma dezena de chapas puro sangue.
Numa checagem racional, duas das federações, tendem a não alcançar as exigências mínimas e não elegerão deputados.
Seguindo o critério analítico, só mais 5 partidos alcançarão o Q,E, e a bancada será distribuída entre 6 grupos partidários, tendo como probabilidade real que 4 partidos conquistem 4 vagas e 2 partidos conquistem outras 4 vagas.
A conta é bastante complicada mas, com a probabilidade de uma dezena de partidos e 2 federações não atingirem as cláusulas de barreira, só serão preenchidos no máximo 6 quocientes eleitorais, ficando provavelmente 2 duas vagas para as sobras e ai, a coisa complica.
Se, somente 6 Q.E forem preenchidos, isso significa mais de 810 mil votos contabilizado e do restante vão ser retirados os de quem não atingiu as cláusulas e quem entra com poder nas disputas serão os que conquistarem acima de 210 mil votos, nos casos, a federação do PT, PC do B e PV e provavelmente PSD ou Republicanos.
Uma incógnita será a votação do PP, partido de Artur Lira, presidente da câmara dos deputados, hoje considerado por parte da mídia independente como a maior ameaça à democracia e que precisa ser detido, nos seus impulsos totalitários de cassar deputados que dele discordam no plenário da casa legislativa; nem a ditadura militar foi a este extremo.
O momento atual é muito propício para que a federação do PT, PC do B e PV tenham bom desempenho, como indicam os números colhidos no Datafolha.
O PT na disputa da eleição que tinha como candidata a presidenta da República Dilma Rousseff, em 2010, tinha como preferência do eleitorado, expressivos 31% e na reeleição dela, 2010, no inicio da guerra híbrida caiu para 28%; com o apogeu da lava jato da quadrilha de Curitiba em 2018, caiu ainda mais, chegando a apenas 18% de preferência nas escolhas e, mesmo assim, dando 29% de votos a Fernando Haddad no primeiro turno daquela eleição.
Desmontada toda a farsa da quadrilha comandada por Sergio Moro e DeltanDallagnol e provada a total inocência do presidente Lula, o Instituto Datafolha acaba trazer dados que indicam que 49% dos votantes se identificam com a esquerda e 34% se identificam com a direita.
São os dados bem significativos para a montagem da estratégia da federação encabeçada pelo PT, a maior frente de esquerda já reconhecida e com pautas que defendem a soberania nacional, o patrimônio industrial estatal construído com muita luta pelo povo brasileiro;as principais consignas da classe trabalhadora e o meio ambiente em ataques permanentes de garimpeiros e do agronegócio; com certeza, vai ser depositária da confiança de bem mais de 210 mil eleitores em 2 de outubro, para conquistar uma segunda vaga.
A pauta política do momento é a tentativa do esquartejamento do que ainda resta da Petrobras, comandada por um deputado alagoano do PP e chefe do Centrão, em votação por maioria simples e a inflação de 2 dígitos, que na campanha vão se contrapor ao programa apresentado pela dupla Lula e Alckmin e, portanto, vir a ser repudiada pelo povo, principalmente, do Nordeste, onde este partido deve minguar, com uma queda muito acentuada na próxima bancada, fruto da pouca votação nos estados onde a Petrobras foi o motor do desenvolvimento da economia.
No Estado de Sergipe, onde a retomada das forças de esquerda poderá bani-lo das representações parlamentares, as pessoas vão tender a votar em Lula, pelo que ele e o PT fizeram, não pelo que fazem, conforme análise de Antônio Lavareda, reconhecido consultor de marketing no auge do PSDB.
A mais profunda mudança na Lei 9504/97 que vai vigora em 2023, abriu uma vereda de possibilidades para que com uma campanha inteligente, esclarecedora e massiva para o voto em legenda, onde os 3 partidos da federação obtiveram quase 10% em 2018, com as candidaturas de presidente da república e governador do estado com o número 13 predominando e o 65 e o 43 no imaginário do eleitor e, por sua vez, concorrendo com números constituídos nos balcões de negócios e sem identidade popular é possível mandar para o congresso nacional uma bancada que honre as tradições de Sergipe.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político.

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