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CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DO ESTADO


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Publicado em 21 de janeiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Antonio Gois

Excelentíssimo Senhor Governador Belivaldo Chagas,
Tomo a liberdade de enviar esta correspondência, por interessar à Sua Excelência e à população sergipana em geral, iniciando com uma pergunta: A quem interessa fechar uma empresa nossa, que vem lucrando em torno de R$ 40 milhões por ano e, em seu lugar, fazer um contrato com uma de terceiros, sem ter certeza dos seus resultados futuros?
Essa empresa é a nossa Banese Corretora, a qual o Banese pretende fechar e entregar o seu balcão de seguros a uma corretora privada, pelo prazo de 20 anos.
Dos R$ 40 milhões de lucro anual da Corretora, metade vai para o Banese, que, no ano de 2020, representou em torno de 35% do lucro do banco. A outra metade, ela paga as despesas do Instituto Banese, desenvolve patrocínios e doações do interesse do banco e do governo, sobrando apenas R$ 4 milhões. Destes, R$ 700 mil são transferidos anualmente para a sua verdadeira dona, a Casse; exceto no ano de 2021, em que foi repassado R$ 6 milhões, em função da pandemia.
A Corretora, Governador, foi fundada há 42 anos, com o objetivo de dar suporte ao plano de saúde dos funcionários do Conglomerado Banese, mas nunca cumpriu esse papel, pelo que foi mostrado acima. A pandemia demonstra que precisa e vai precisar deste suporte, especialmente hoje, em que temos cerca de 800 aposentados com idade avançada, quando seus custos são elevados e há necessidade de cuidados médicos.
A resposta à pergunta acima, Governador, pode ser esclarecida, quando o banco, paralelamente à venda do balcão de seguros, está formando uma empresa privada para operar sua plataforma de um banco digital.
Como o banco digital, no médio prazo, substitui o banco tradicional, então o velho Banese está com seus dias contados e em seu lugar um banco totalmente privado, e com o estado ficando com o passivo descoberto. Somado a essas medidas, o banco está trazendo de fora do Estado os chamados executivos, para cargos chaves nas empresas, como dois membros do Conselho de Administração do Banco, o Comitê Estatutário e algumas superintendências do Banese Card. Não restam dúvidas que o processo de privatização está em curso.
Com toda uma vida dedicada às atividades do Banese, na defesa de seus servidores e do banco como estatal, não poderia, nesse momento, não denunciar as alterações pretendidas, que só traz prejuízo ao nosso estado e à sua economia. Agradeço a atenção de sua Excelência, ao tempo em que aguardo medidas que venham sanar os problemas citados e que possamos fortalecer a nossa Corretora e a criação da plataforma de um banco digital por dentro do nosso Banese.

Antônio Gois, funcionário aposentado e ex-conselheiro eleito do Banese

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