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DE GETÚLIO ATÉ AQUI


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Publicado em 20 de janeiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Rômulo Rodrigues

O último século da vida política no Brasil foi palco para o surgimento de dois inigualáveis personagens que com certeza vão permanecer no topo da história como os mais sábios políticos brasileiros.
Um deles, Getúlio Vargas, teve sua vida contada com excelência pelo escritor cearense Lira Neto como volume I repercutindo no primeiro semestre de 2012 e foi marcante para mim.
Digo, porque paquerei o livro por vários dias e, pelo volume, fui deixando o tempo passar, por falta de tempo para ler.
Eis que, no dia 21 de junho, sou convocado pelo governador Marcelo Deda para uma longa conversa sobre a sucessão de Aracaju, no palácio de veraneio onde estava despachando.
Como se diz lá em Caicó: se arrependimento matasse, era para ter morrido no cumprimento do aperto de mãos. Já leu Getúlio? Foi a pergunta para me nocautear. Não! Exclamei e esperei a pancada tipo, então o que está fazendo aqui?
Ao contrário, discorreu sobre a inteligência do estancieiro de São Borja, segundo ele, caracterizada no episódio da resposta dada ao líder do Rio Grande, Borja de Medeiros, por aceitar ser ministro da fazenda de Washington Luiz, sem consultá-lo.
Por não ter lido, deixei passar sem revide à altura, que teria sido que a maior sabedoria de Getúlio foi quando do episódio em que, ainda moleque, viveu com seu amigo inseparável Gonzaga, explicar que só se deve descer do umbuzeiro, quando as coisas forem favoráveis.
Getúlio tem outras sabedorias que podem ser vistas para o momento. A principal para ser inserida no atual momento de alianças acontece quando ele aceitou a adesão de um desafeto e um fiel aliado o interpelou: o senhor vai aceitar a adesão de fulano? Vou sim, respondeu. Mas ele é um notório canalha, insistiu o aliado. Eu sei, retrucou; mas, quantos canalhas estarão do outro lado?
Outra frase marcante: “Não tenho inimigo que não possa me aproximar nem amigo que não possa me distanciar”.
Como a história tem seus desígnios, pouco antes de Getúlio Vargas ser deposto pelas forças armadas – sempre elas – em 29 de outubro de 1945, nascia em Caetés, Pernambuco, Luiz Inácio Lula da Silva, que encontrou gente de luta como Benedito Marcilio, José Cicote, Djalma Bom e Devanir Ribeiro, entre muitos.
Ao longo de sua trajetória política de mais de 40 anos, Lula já passou à frente de Getúlio Vargas, como ícone de vanguarda na construção de um país independente e soberano, liderando a Revolução Possível que começou em 1º de janeiro de 2003 e foi interrompida com o golpe contra Dilma em 31 de agosto de 2016.
Depois de umas ridículas férias de antes do natal até depois do ano novo, Bolsonaro fez remontar a farsa da facada e com uma internação para lá de suspeita mandou buscar seu médico particular nas Bahamas para dar veracidade a mais uma farsa.
Em paralelo, fez reunião secreta com uma equipe da polícia federal que vai reabrir o caso da falsa facada e tomar depoimentos de Adélio Bispo.
Por sua vez, a Globo já tem equipes montadas e destacadas para reabrir o caso do assassinato do petista Celso Daniel, ocorrido em janeiro de 2002, sempre com a versão que leva a um envolvimento do PT.
O alerta é que o gabinete do ódio negocia com a Darkmatter, empresa de Israel, um novo sistema de espionagem e articula uma nova campanha do ódio e mais de suspeição das urnas eletrônica, provavelmente, na confiança de que tem um general como diretor geral do TSE.
Para distrair toda a nação e encobrir a sequência de crimes como o genocídio de mais de 600 mil pessoas e as tentativas de negar vacinas às criança de 11 anos para baixo e encobrir novos crimes, já está no ar uma nova temporada do BBB, recheado de bolsonaristas e de temas casados com as narrativas que levam, mais uma vez, milhões a esquecerem os problemas reais, e se envolverem com o circo que já se tornou anual.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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