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De “Posto Ipiranga” a Frentista


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Publicado em 03 de junho de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Alexandre Conrado

Diversas vezes promovido para o andar de baixo ou, contrariando a força dos ventos, despencando, dia a dia, como um balão que murcha, sempre para o centro da Av. Paulista, o ministro Paulo Guedes chega ao quarto ano do Governo Bolsonaro ostentando o cargo de frentista do antigo “Posto Ipiranga”, obrigado a abastecer, com gasolina aditivada, a imensa frota de carros do Centrão que avança sobre “Kiev”, sugando-a, antes de tomá-la totalmente.
De mangueira em punho e correndo de um para o outro lado do pátio econômico após fracassada sua metodologia ortodoxa, o frentista, embora pouco confortável no cantinho que lhe restou, parece insistir a permanecer no cargo, muito embora não sejam poucas as salomés de plantão, dispostas a oferecer sua cabeça num prato, em meio ao banquete da gastança que se reclama ao fim da festa.
Do todo poderoso Ministério da Economia, proclamado como âncora do equilíbrio para a turba que aplaudia o inconcretizável, quase nada restou. Em breve, já prometido, lhe tirarão a fatia da indústria e comércio que cairá como bolo confeitado nas mãos dos famintos aliados.
A verdade é que o ministro imaginou, como bom aluno da escola do Chile, que teria um Pinochet no leme do país a lhe abrir caminhos para implementação dos sonhos arbitrários, onde não se leva em conta os anseios e necessidades sociais, apenas focado no ideário do crescimento econômico que não aconteceu, para ao fim, crescido o bolo, como se dizia nos tempos áureos do nosso milagre econômico, dividi-lo.
Por enquanto, como bagaço de cana que ainda preserva um restinho do caldo, o ministro deve permanecer na pasta para fazer um pouco do que dele ainda espera o grande capital. Logo mais, sem feitos que justifiquem ou marque sua trajetória, será desprezado, cuspido forae pisado, imprestável sequer para reciclagem.
No lixo da história que aguarda os que fizeram parte desse teatro de terceira classe, o ato final será a certeza de que o posto Ipiranga foi a grande fake news que nos pregaram, oferecendo combustível adulterado a um país que precisava andar e quebrou, quase sem conserto.

Alexandre Conrado, advogado, observador político ([email protected])

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