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ESCRITOS OUTONAIS NO FRIO DO INVERNO


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Publicado em 30 de julho de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos

Enfim, e com muito gosto, consegui concluir a leitura do novo livro de Ana Maria Fonseca Medina. E como sempre, foi um deleite, até porque o fiz aos poucos, numa sentada aqui, outra ali, me valendo da mestria da escritora quando o assunto é memória histórica, memória afetiva, memória familiar, afetiva, enfim, toda sorte de memórias que só essa senhora de Boquim sabe fazer. Com certeza, ao nascer, a Senhora Santana disse para Deus caprichar em inteligência e no fino trato com as letras.
Pois bem. O livro “Escritos Outonais” esquentou meu coração nesse inverno frio. Dedicado aos seus pais e à sua família, trata-se de uma seleta bem cuidadosa e apurada de inúmeros escritos de Ana Medina, de tempo remoto e tempo distante. Como bem disse Ronaldson Sousa, poeta e artista visual que assina as abas, trata-se de um “livro-legado”, em que a autora nos brinda com diversos temas, incluindo personagens de sua estima pessoal e da vida cultural sergipana.
Muito bem prefaciado pela pena do confrade da Academia Sergipana de Letras, o professor, magistrado e escritor, Dr. José Anselmo Oliveira, “Escritos Outonais” é mais uma pérola da belíssima safra literária de Ana Medina. Bem o disse Oliveira, quando assim pontou: “Ana Medina, mais uma vez nos presenteia com os escritos que jamais poderiam ficar guardados ou limitados à leitura de por poucos. Esses escritos que tecem a vida cultural de Sergipe devem alçar voos longos que nunca fiquem nos escaninhos da memória da autora, mas sim, sejam partilhados com todos”.
E num desses voos, o livro veio parar em minhas mãos, gentilmente a mim ofertado pela autora, que para além de alguém que admiro de há pelo menos vinte anos, é uma de minhas parceiras no campo editorial, como o fizemos recentemente por ocasião do livro que conta a história da Paróquia de Senhora Santana, de Boquim-SE, e dentro em breve, com a trajetória do médico Dr. Hugo Bezerra Gurgel (1922-2022), que assino, mais uma vez com ela, com entusiasmo e companheirismo, que só uma amizade fraterna e verdadeira é capaz de construir e lhe dar solidez.
Ainda sobre “Escritos Outonais”, quero destacar a beleza gráfica e o seu layout, coisa sobre a qual Ana também é muito caprichosa. Por isso mesmo, meus cumprimentos à Empresa Gráfica da Bahia, com sede em Salvador. De igual modo à Ronaldson Sousa, pela capa, a Antonio Almeida, pela diagramação, e à confreira Jane Guimarães pela notória competência técnica, particularmente quando o assunto é biblioteconomia.
Esse conjunto de aspectos externos vão ao encontro do âmago da obra, dividida em dois movimentos: Escritos sobre escritos e Escritos inventivos. Ao todo, são 50 textos. Destes, destaco: Carnaval e A mala do prelado. Apenas para citar alguns, pois entendo que todos são tão excepcionais quanto estes. Mas o que há neles em comum com o todo? Tudo aquilo que define bem a escrita de Ana Medina ao longo dos anos: o cuidado com as fontes, a precisão das informações históricas, a lúcida e a não enfadonha e não vaidosa erudição, a sutileza dos períodos, a poética e o flerte elegante entre o clássico e o popular, além, é claro, a capacidade com lida com a memória, como já o disse.
Em linhas gerais, não preciso e nem quero ser redundante. Apenas ressaltar a importância de Ana Medina para a história cultural e literária de Sergipe. Que venham outros outonos e estações, para seguirmos nos enriquecendo não somente das folhas que caem do tronco dos Fonseca do Boquim, mas também das chuvas de bênçãos que Santa Teresinha lhe envia a cada novo livro publicado por ela, motivo de efusiva alegria para mim e para todos os sergipanos.

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