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Governo Belivaldo e a Segurança Pública de Sergipe: mais queimados que fogos de São João


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Publicado em 28 de junho de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Adriano Bandeira

Nem tudo termina em forró ao longo dos festejos juninos no menor estado do país. Os policiais, por exemplo, seguem trabalhando para garantir a segurança dos sergipanos e turistas que estão aproveitando os festejos juninos no nordeste, temporada que para alguns é sinônimo de forró, alegria, camisa quadriculada, fogueira acesa, comidas típicas e quadrilhas juninas. Para outros, o cenário é de revolta e indignação com o Governo de Belivaldo. É o caso dos policiais civis.
Nos últimos dias, agentes, agentes auxiliares e escrivães da Polícia Civil de Sergipe acompanharam sucessivos acontecimentos que reforçam o despreparo, insensibilidade e desvalorização do Governo de Belivaldo com as questões que envolvem a segurança pública do nosso estado. Primeiro, acompanharam a informação sobre o aumento salarial dos profissionais que são especialistas em políticas públicas e gestão governamental. O mesmo Governo que alegou não ter dinheiro para reajustar dignamente o salário dos policiais civis, policiais militares e bombeiros militares, concedeu aumento para os gestores públicos que vai chegar até R$ 29 mil reais na última classe da carreira deles e com percentual recuperado em 10,48%. A referida categoria é merecedora de um bom reajuste. E a Polícia não?
Segundo, fomos surpreendidos com a informação de que na Polícia Militar do Estado de Sergipe somente haverá aumento na tropa para duas pessoas: o comandante-geral e o subcomandante-geral da briosa corporação. Terceiro, o Governo de Belivaldo segue com essa mesma tática de segregação na Polícia Civil e quer privilegiar apenas os colegas delegados com um digno reajuste salarial. Novamente, desvaloriza o trabalho policial em equipe e tenta dividir os integrantes da mesma instituição. Até o momento, não conseguiu por conta da ética profissional e pessoal que acompanham o secretário da Segurança Pública, delegado João Eloy de Menezes; e da atuação combativa do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE).
A quarta manobra equivocada do Governo de Belivaldo está novamente na Polícia Civil, que teve as vagas para o cargo de delegado ampliadas em 26,67%. Embora seja importante aumentar o número de delegados em Sergipe, também seria relevante aumentar proporcionalmente as vagas para os cargos de agente e escrivão, somados à devolução das vagas de agente que foram extintas em 2020. Com esses ajustes, teríamos 190 vagas para delegado, 280 vagas para escrivão e 1.520 para agente.
A Polícia Civil conta com um déficit de mais de 300 policiais civis, tendo que trabalhar com um efetivo menor do que há 22 anos. Como medida alternativa, o Governo de Belivaldo tenta legalizar a usurpação da função pública dos agentes e escrivães editando uma Portaria na instituição que permite funcionários com cargos em comissão de Prefeituras e estagiários acessarem o Sinesp PPE, sistema que reúne dados relacionados ao início das investigações. Justamente pela falta de efetivo! Mesmo diante desse cenário caótico, o Governo conseguiu comemorar recentemente o aumento no número de mais 60 convocações para o Curso de Formação da Polícia Civil. É uma piada de muito mal gosto com o cidadão de bem porque continuamos no Governo do Jeitinho.
Para fechar o pacote de desvalorização com a categoria policial, também recebemos a informação de que os procuradores do estado passarão a receber salários de R$ 39 mil reais. Novamente uma categoria merecedora. E a Polícia não?
Mas voltemos aos festejos juninos. Muitos municípios sergipanos estão enfeitados e preparados para as festas que seguem até o final do mês, contando com o trabalho extra dos policiais que continuam arriscando suas vidas para proteger a sociedade. Sem atuação da Polícia sabemos que não há festa segura. E por isso mesmo o trabalho dos policiais civis, policiais militares e bombeiros militares em sua totalidade precisa ser merecidamente valorizado. Não basta presentear os gestores das instituições. Eles apenas coordenam seus efetivos, profissionais que inclusive estão atentos às manobras do Governo de Belivaldo e seus futuros indicados políticos.
O Governo de Belivaldo, no quesito segurança pública e relacionamento direto com os policiais e bombeiros de Sergipe, segue mais queimado que fogos de artifício durante os festejos juninos. Mas vamos acender a fogueira da esperança porque nem toda chaga é eterna. E viva São João!

Adriano Bandeira é policial civil, bacharel em Direito e em Ciências Contábeis, especialista em Gestão Tributária e Planejamento Fiscal, presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE).

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