Pacientes com câncer com tratamentos suspensos terão novas avaliações

 

A partir de hoje o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), inicia um processo de reanalise clínica em, pelo menos, 20 pacientes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), as quais estão com os respectivos tratamentos oncológicos suspensos desde o mês de outubro do ano passado. Essa pausa nas sessões no tratamento de braquiterapia ocorre no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) em virtude de problemas operacionais na máquina utilizada para o tratamento em pacientes com câncer no colo do útero. Segundo a SES, a demora no conserto da máquina ocorre em virtude de atraso no encaminhamento da peça adquirida no exterior, bem como por impasses burocráticos no porto de Salvador (BA).
Conforme lamentação apresentada pela coordenadora do Grupo Mulheres do Peito, Sheila Galba, a recorrência dos problemas envolvendo máquinas e equipamentos oncológicos segue presente na maior unidade hospitalar pública de Sergipe, bem como prejudicando a luta de dezenas de pacientes contra o câncer. De acordo com a representante do movimento, a gestão estadual tem realizado parcerias com clínicas especializadas a fim de não deixar o tratamento ser suspenso. O problema é que, justamente no mesmo mês em que a máquina apresentou defeitos, esse contrato com um grupo de Alagoas também foi encerrado e não mais restabelecido. Desde então as pacientes seguem sem a devida assistência.
 "É uma verdadeira luta pela vida. Só Deus, os pacientes e familiares mais próximos sabem o quanto é difícil a vida de uma pessoa que tem câncer e depende do SUS em Sergipe. Acontece que depois que as pacientes concluem o tratamento de radioterapia, eles precisam logo iniciar o tratamento de braquiterapia. Esse avanço no tratamento deve ser rápido, mas isso não ocorre em nosso estado. Precisamos do apoio dos órgãos de fiscalização para tentar reverter esse quadro que gera tanta ansiedade e desespero sobretudo às pessoas que já se encontram em um momento debilitado", declarou Shiela. A Secretaria de Estado da Saúde reconheceu o problema, mas garantiu que o tratamento em unidades paralelas volta a ser realizado em caráter imediato.
Sobre essa garantia Sheila Galba alegou que os tratamentos estavam sendo realizados em Alagoas, quando o próprio poder executivo estadual disponibilizava transporte e a assistência especializada. Ela destacou ainda a necessidade de comprar a peça denominada ‘fonte de irídio’ fora do Brasil. "Sabemos que essa peça realmente não possui no Brasil e precisa comprar fora, mas era mais que importante evitar que o tratamento em Alagoas fosse suspenso. A impressão que passa é que precisamos chamar a imprensa para apresentar nossos votos de protesto contra o secretário da saúde e o governador para ver se alguém resolve o problema. Esperamos muito que essa promessa de restabelecimento do convênio seja cumprida enquanto não se resolve a questão da máquina parada", concluiu. (Milton Alves Júnior)

A partir de hoje o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), inicia um processo de reanalise clínica em, pelo menos, 20 pacientes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), as quais estão com os respectivos tratamentos oncológicos suspensos desde o mês de outubro do ano passado. Essa pausa nas sessões no tratamento de braquiterapia ocorre no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) em virtude de problemas operacionais na máquina utilizada para o tratamento em pacientes com câncer no colo do útero. Segundo a SES, a demora no conserto da máquina ocorre em virtude de atraso no encaminhamento da peça adquirida no exterior, bem como por impasses burocráticos no porto de Salvador (BA).
Conforme lamentação apresentada pela coordenadora do Grupo Mulheres do Peito, Sheila Galba, a recorrência dos problemas envolvendo máquinas e equipamentos oncológicos segue presente na maior unidade hospitalar pública de Sergipe, bem como prejudicando a luta de dezenas de pacientes contra o câncer. De acordo com a representante do movimento, a gestão estadual tem realizado parcerias com clínicas especializadas a fim de não deixar o tratamento ser suspenso. O problema é que, justamente no mesmo mês em que a máquina apresentou defeitos, esse contrato com um grupo de Alagoas também foi encerrado e não mais restabelecido. Desde então as pacientes seguem sem a devida assistência.
 "É uma verdadeira luta pela vida. Só Deus, os pacientes e familiares mais próximos sabem o quanto é difícil a vida de uma pessoa que tem câncer e depende do SUS em Sergipe. Acontece que depois que as pacientes concluem o tratamento de radioterapia, eles precisam logo iniciar o tratamento de braquiterapia. Esse avanço no tratamento deve ser rápido, mas isso não ocorre em nosso estado. Precisamos do apoio dos órgãos de fiscalização para tentar reverter esse quadro que gera tanta ansiedade e desespero sobretudo às pessoas que já se encontram em um momento debilitado", declarou Shiela. A Secretaria de Estado da Saúde reconheceu o problema, mas garantiu que o tratamento em unidades paralelas volta a ser realizado em caráter imediato.
Sobre essa garantia Sheila Galba alegou que os tratamentos estavam sendo realizados em Alagoas, quando o próprio poder executivo estadual disponibilizava transporte e a assistência especializada. Ela destacou ainda a necessidade de comprar a peça denominada ‘fonte de irídio’ fora do Brasil. "Sabemos que essa peça realmente não possui no Brasil e precisa comprar fora, mas era mais que importante evitar que o tratamento em Alagoas fosse suspenso. A impressão que passa é que precisamos chamar a imprensa para apresentar nossos votos de protesto contra o secretário da saúde e o governador para ver se alguém resolve o problema. Esperamos muito que essa promessa de restabelecimento do convênio seja cumprida enquanto não se resolve a questão da máquina parada", concluiu. (Milton Alves Júnior)

 

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