A briga ocorrida na última quarta-feira entre o presidente do Sinpol, Antônio Moraes, e o diretor operacional do Instituto Médico Legal (IML), major Gledson Lima Alves, durante uma manifestação dos policiais civis em frente à sede do órgão, no São José (zona central), rendeu ontem uma dura nota com declarações atribuídas ao secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes. Nela, ele "condenou o comportamento agressivo do sindicalista", alegando que ele, "de forma deselegante", ofendeu e agrediu oficiais da Polícia Militar através de entrevistas à imprensa. O caso vai render ainda um processo judicial e um inquérito na Corregedoria da Polícia Civil (Corregepol).
Moraes e Lima Alves discutiram asperamente por conta da decisão de acionar o Corpo de Bombeiros para fazer o serviço de recolhimento de corpos. Durante o entrevero, alguns grevistas entraram na sede do IML e um homem que aguardava atendimento sofreu uma crise nervosa e precisou de socorro médico. Depois, o presidente do Sinpol teria chamado o diretor de "oficialzinho" e questionado a presença dele no IML. "O que é que um major da Polícia Militar está fazendo na direção do IML? É pra acobertar os outros diretores que estão ali pra não fazer nada? É esculhambação, a ‘casa da mãe-joana’! Virou o ‘Instituto da Gambiarra Legal’", disparou.
João Eloy considerou a atitude de Moraes "agressiva" e desrespeitosa. "Primeiro ele ofendeu o major Lima Alves, oficial gabaritado e com formação em psicologia, e através da imprensa foi muito agressivo com os demais oficiais da PM. Eles também são profissionais de segurança pública e labutam na defesa do cidadão juntamente com os policiais civis. Lamentamos e repudiamos essa atitude de desequilíbrio", comentou, ao reafirmar que os grevistas tentaram a atrapalhar o atendimento ao público. "A discussão tem que ser mantida de forma respeitosa sem agressões e invasões a prédios da SSP, como observamos na última terça-feira nas instalações do IML, onde houve uma tentativa de obstrução do serviço público, prejudicando a população", finalizou o secretário.


