Paralisação atinge as escolas públicas

 Pela quarta vez em menos de dez meses, mais de 150 mil estudantes da rede estadual de ensino são impedidos de ocupar as salas de aula. Pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese) foi destacado que a categoria vem lutando por reajuste salarial linear para todos os níveis de carreira, além de recomposição salarial que se encontra defasada desde 2012. Para a professora Anne Fonseca, a educação pública em Sergipe vem contabilizando representativas perdas ao longo dos últimos anos, e o servidor docente é o primeiro alvo deste regresso. Diante destes dados negativos apresentados pela grevista, cerca de 12 mil professores que atuam na rede pública permanecem apoiando o Movimento Intersindical dos Trabalhadores do Serviço Público.

"Se não temos mais o que conversar, já que o governador e todos os secretários nos ouvem, mas não atendem a nossa demanda, não encontramos outra medida democrática a não ser a greve. As escolas estão se despedaçando; o piso salarial é desrespeitado; nenhum avanço é apresentado, e infelizmente a justiça ainda defende os interesses do governo. São por esses e outros motivos que o estado não anda e o funcionário público se revolta", disse.
Além do Seese, Sintese, CUT e CTB, estiveram presente no primeiro dia do ato servidores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa); Sindicato dos Bancários; Fisioterapeutas; Policiais Civis; Engenheiros; Psicólogos; Servidores da Justiça; Médicos; Auditores Fiscais; e servidores da Emdagro.

Amanhã haverá uma grande caminhada pelas principais ruas e avenidas da capital sergipana. A concentração ocorrerá a partir das 14h no Parque da Sementeira, quando os servidores seguirão até o Palácio dos Despachos. Ao término da caminhada, uma assembleia será realizada com unificação de todos os sindicatos a fim de estudar o respaldo democrático do movimento. Se os trabalhadores avaliarem a postura do governo como inerente às causas pleiteadas, uma greve por tempo indeterminado pode ser deflagrada. A marcha a ser realizada nesta quarta-feira deve contar com milhares de pessoas oriundas dos 75 municípios sergipanos. Em tempo a direção da CUT e CTB ressaltou que permanece aguardando uma resposta por parte do Governo do Estado.

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