Pastor nega acusações de assédio e critica ataques à igreja

 

Gabriel Damásio
Em um vídeo de oito mi
nutos, divulgado ontem 
pelas redes sociais da Igreja do Evangelho Quadrangular, em Aracaju, o pastor Luiz Antônio da Silva, supervisor estadual da denominação, falou sobre as acusações de assédio sexual feitas contra ele há cerca de um mês, em um dossiê entregue à Polícia Civil pelo chamado "Movimento Púlpito Renovado". O religioso, que chegou a chorar durante o pronunciamento, classificou as acusações como "absurdas" e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. 
A denúncia é apurada pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), que abriu inquérito e está ouvindo algumas testemunhas. O também pastor Maurício Romero, que se apresenta como líder do movimento, alegou em entrevistas que as denúncias apresentadas são graves e envolvem episódios de assédio, mensagens e até vídeos com conteúdo pornográfico. Os nomes dos acusados não foram confirmados, pelo fato de o caso estar sob sigilo, mas algumas das supostas vítimas e integrantes do próprio movimento vêm citando o nome de Luiz Antônio como o principal suspeito dos abusos. 
No vídeo, o pastor lembrou que ele e seu filho, o também pastor Lucas Abreu, começaram "a ser atacados por acusações absurdas" enquanto Luiz ainda estava internado em um hospital, se recuperando de complicações do coronavírus, e que continuou em silêncio mesmo após receber alta, sob orientação jurídica e "aguardando o momento certo para se pronunciar". No entanto, Luiz Antônio decidiu falar após um incidente ocorrido no último domingo, quando uma carreata de protesto se concentrou em frente à sede da Igreja Quadrangular, no Jardins, e alguns manifestantes fizeram críticas diretas ao pastor. Durante o ato, houve tumulto e agressões físicas entre um diácono da igreja e um repórter de rádio que filmava o protesto. 
"Para o meu espanto, para minha profunda tristeza, a igreja do Senhor Jesus Cristo começou a ser atacada. Sabe o dia que escolheram para esse ataque? O dia da Santa Ceia do Senhor. Vieram à frente da Nossa Igreja, da Igreja do Jardins, Igreja sede, com palavras ofensivas. Eu não estou dizendo que não houve respeito a mim, que seja, que falem de mim, do meu filho, mas desrespeitar o culto ao Senhor, desrespeitar os irmãos, irmãos que foram agredidos verbalmente e fisicamente? Onde? Na Igreja! Esse foi o ambiente procurado por eles, quem que se apresenta em nome de Deus teria a intenção de atrapalhar um culto a Deus?", questionou Antônio. 
O religioso disse ainda que pretende trazer "a verdade dos fatos à tona" e que não ficará em silêncio diante dos ataques à igreja e pretende. E confirmou que quer voltar a fazer pregações em breve. "Nós não podemos nos calar quando nosso direito de cultuar o nosso Deus, que pela graça do próprio Deus, é garantido na Constituição do nosso país. Isso não pode ser afetado. E para o nosso espanto, afetado por pessoas que se dizem de Deus. Eu ainda estou me recuperando, mas estou voltando forte, para pregar a palavra de Deus e continuar alcançando milhares de vidas neste estado, que é o que eu fiz durante 25 anos de ministério no estado de Sergipe", concluiu. 
Em nota, a IEQ Sergipe disse que "está acompanhando, com atenção e desde oinício, os procedimentos investigativos sobre notícias de supostas condutasimpróprias, que teriam sido atribuídas a pastores pertencentes a seu quadro, eaguarda a conclusão dos mesmos para, então, atuar com todas as medidas queforem pertinentes, inclusive, quanto à preservação da sua credibilidadeinstitucional de 47 anos perante a comunidade sergipana". 

Gabriel Damásio

Em um vídeo de oito mi nutos, divulgado ontem  pelas redes sociais da Igreja do Evangelho Quadrangular, em Aracaju, o pastor Luiz Antônio da Silva, supervisor estadual da denominação, falou sobre as acusações de assédio sexual feitas contra ele há cerca de um mês, em um dossiê entregue à Polícia Civil pelo chamado "Movimento Púlpito Renovado". O religioso, que chegou a chorar durante o pronunciamento, classificou as acusações como "absurdas" e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. 
A denúncia é apurada pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), que abriu inquérito e está ouvindo algumas testemunhas. O também pastor Maurício Romero, que se apresenta como líder do movimento, alegou em entrevistas que as denúncias apresentadas são graves e envolvem episódios de assédio, mensagens e até vídeos com conteúdo pornográfico. Os nomes dos acusados não foram confirmados, pelo fato de o caso estar sob sigilo, mas algumas das supostas vítimas e integrantes do próprio movimento vêm citando o nome de Luiz Antônio como o principal suspeito dos abusos. 
No vídeo, o pastor lembrou que ele e seu filho, o também pastor Lucas Abreu, começaram "a ser atacados por acusações absurdas" enquanto Luiz ainda estava internado em um hospital, se recuperando de complicações do coronavírus, e que continuou em silêncio mesmo após receber alta, sob orientação jurídica e "aguardando o momento certo para se pronunciar". No entanto, Luiz Antônio decidiu falar após um incidente ocorrido no último domingo, quando uma carreata de protesto se concentrou em frente à sede da Igreja Quadrangular, no Jardins, e alguns manifestantes fizeram críticas diretas ao pastor. Durante o ato, houve tumulto e agressões físicas entre um diácono da igreja e um repórter de rádio que filmava o protesto. 
"Para o meu espanto, para minha profunda tristeza, a igreja do Senhor Jesus Cristo começou a ser atacada. Sabe o dia que escolheram para esse ataque? O dia da Santa Ceia do Senhor. Vieram à frente da Nossa Igreja, da Igreja do Jardins, Igreja sede, com palavras ofensivas. Eu não estou dizendo que não houve respeito a mim, que seja, que falem de mim, do meu filho, mas desrespeitar o culto ao Senhor, desrespeitar os irmãos, irmãos que foram agredidos verbalmente e fisicamente? Onde? Na Igreja! Esse foi o ambiente procurado por eles, quem que se apresenta em nome de Deus teria a intenção de atrapalhar um culto a Deus?", questionou Antônio. 
O religioso disse ainda que pretende trazer "a verdade dos fatos à tona" e que não ficará em silêncio diante dos ataques à igreja e pretende. E confirmou que quer voltar a fazer pregações em breve. "Nós não podemos nos calar quando nosso direito de cultuar o nosso Deus, que pela graça do próprio Deus, é garantido na Constituição do nosso país. Isso não pode ser afetado. E para o nosso espanto, afetado por pessoas que se dizem de Deus. Eu ainda estou me recuperando, mas estou voltando forte, para pregar a palavra de Deus e continuar alcançando milhares de vidas neste estado, que é o que eu fiz durante 25 anos de ministério no estado de Sergipe", concluiu. 
Em nota, a IEQ Sergipe disse que "está acompanhando, com atenção e desde oinício, os procedimentos investigativos sobre notícias de supostas condutasimpróprias, que teriam sido atribuídas a pastores pertencentes a seu quadro, eaguarda a conclusão dos mesmos para, então, atuar com todas as medidas queforem pertinentes, inclusive, quanto à preservação da sua credibilidadeinstitucional de 47 anos perante a comunidade sergipana". 

 

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