Kátia Azevedo
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Na manhã de ontem, a equipe de biólogos do Oceanário de Aracaju realizou nova retirada de parte dos peixes dos lagos da Orla de Atalaia.
A retirada dos peixes da espécie pirambeba tem como objetivo evitar mutilações dos patos que também vivem na área dos lagos. "Essa é uma prática comum para fazermos o controle populacional, mas dessa vez um dos objetivos também é o controle de agressividade contra os patos", informa a bióloga Aline Castelo, do Projeto Tamar.
Ainda segundo ela, a retirada dos peixes é feita a cada quatro meses. Aline Castelo destaca que além dos peixes, é preciso também que sejam retirados alguns patos do local.
"Existem muitos patos nos lagos e é preciso que seja feita a retirada de parte deles, isso podemos até fazer, mas a destinação desses animais é de responsabilidade da Secretaria do Estado da Infraestrutura (Seinfra)", afirmou.
Aline Castelo ressaltou que a Seinfra já foi informada sobre a necessidade da retirada dos patos da área e que o Oceanário está aguardando uma posição do órgão. Ela enfatiza que a população de patos no local aumenta os riscos de mutilação, sendo necessário que a secretaria faça a retirada dos animais.
A mutilação das aves dos lagos da Orla de Atalaia começou a chamar a atenção no ano passado, quando os patos estavam sendo atacados por peixes da espécie pirambeba.
Por conta da lesão, algumas aves tiveram toda membrana da pata dilacerada. As pirambebas são predadoras. Para retirar os peixes foi utilizada uma rede chamada de lambuda, que cercou a extensão do lago e depois se fechou apreendendo as pirambebas. A expectativa é que uma média de 150 a 200 quilos de peixes sejam retirados dos lagos.
O caso foi denunciado ao Ministério Público pela organização não-governamental (Ong) Educação e Legislação do Animal, que no mês passado impetrou uma ação para que os órgãos responsáveis pelos animais tomem algum tipo de providência.
De acordo com a Ong, além da mutilação, os patos estão doentes por falta de cuidados e má alimentação. Como os animais estão em um logradouro público ao ar livre acabam sendo alimentados com qualquer tipo de comida. A Ong denunciou ao Ministério Público Estadual que não existe controle de recenseamento para os animais que se proliferam de forma desordenada, e que os únicos cuidados que os patos recebem são de biólogos e veterinários do Oceanário de Aracaju. Os peixes retirados dos lagos devem ser doados para a alimentação de animais do Parque da Cidade.


