Pequeno tremor é registrado em Graccho Cardoso

O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), confirmou na manhã de ontem que o Estado de Sergipe voltou a registrar abalo sísmico. Desta vez, de magnitude preliminar calculada em 2.5 mR, o movimento foi identificado no município de Graccho Cardoso, localizado na região do Médio Sertão Sergipano. Outros tremores ocorreram minutos depois, mas incapazes de serem percebidos sem a utilização de equipamentos. Apesar do susto, destacado por alguns moradores, os especialistas garantem que estas ações se tratam de tremores que estão dentro daquilo que é espero para esta região geográfica do estado de Sergipe. Até o final da tarde de ontem não houve registro oficial indicando danos estruturais em imóveis, nem vítimas.
Esse não foi o primeiro caso de tremor de terra identificado pelos sergipanos ao longo dos últimos anos. No dia 07 deste mês um sismo natural, com magnitude estimada em 1.7 mR, atingiu o município de Neópolis, durante às 18h11 (15h11, no horário de Brasília). Também com notificação emitida pela LabSis, no dia 16 de setembro de 2021 a cidade de Gararu registrou leve movimentação de terra sem que o abalo pudesse ter sido identificado pela maioria dos moradores. Apresentando um grau de magnitude superior, já no dia 29 do mesmo mês tremores puderam ser identificados por um maior número de pessoas; solo voltou a tremer no município sergipano de Canhoba, no dia 09 de novembro de 2022, quando estudos apontaram magnitude preliminar calculado em 1.7 mR; menos de duas semanas depois, no dia 24, o tremor foi sentido na cidade de Malhador.
Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, pelo menos 5.000 abalos sísmicos foram constatados pelos pesquisadores em Sergipe. De acordo com o professor do LabSis, Eduardo Meneses, não é possível descartar o registro de fenômenos semelhantes ainda neste final de setembro em outras regiões do território sergipano. “Alguns desses eventos atingiram magnitude maior de 1.4, e os outros em torno de 1, e menos de 1. A intensidade deles é bem pequena, mas como são rasos, eles contribuem para que a população perceba a vibração”, disse. Questionado sobre a possibilidade de o tremor ter provocado danos estruturais – seja em empresas, órgãos públicos e residências -, Eduardo Menezes esclareceu que: “esses eventos não causam nenhum dano estrutural, são muito pequenos, apesar de terem sido percebidos por populares.” Em decorrência dos sucessivos registros envolvendo tremores de terra, a Defesa Civil Estadual informou que não descarta a possibilidade de promover a instalação de estação sismográfica na cidade de Malhador, a fim de ampliar o campo de análises sismológicas. Atualmente, há estações nas cidades Lagarto, Canindé de São Francisco e Canhoba.

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