Milton Alves Júnior
Profissionais da Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp), vinculada à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), permanecem concentrados nos estudos que buscam identificar os motivos do incêndio responsável por destruir completamente cerca de 200 automóveis estacionados em uma área do Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv), localizada no Bairro Capucho, zona Norte de Aracaju. O sinistro foi registrado na manhã da última quinta-feira, 01, quando foi confirmado ainda pelo Governo de Sergipe que outros 280 veículos foram atingidos parcialmente pelas chamas.
Não houve registro de pessoas feridas ou encaminhadas pra unidade hospitalar após inalação de fumaça tóxica. Prestes a completar uma semana do incêndio, os órgãos técnicos envolvidos na investigação seguem enaltecendo a importância em seguir com a reconstituição do cenário do incêndio a fim de reunir elementos técnicos que subsidiem os estudos. Após finalizado este procedimento técnico, a segunda etapa será iniciada com análise geral da área atingida, coleta de informações, identificação de vestígios, estudo da propagação das chamas e registros fotográficos.
Responsável por coordenar as apurações, o tenente-coronel Eanes Alves, perito de incêndio e comandante do Grupamento de Busca e Salvamento, revelou que todo o trabalho desenvolvido – desde o momento em que foi constatado o incêndio, respeitas as diretrizes da corporação. Apesar de o espaço pertencer ao BPRv, os veículos não foram apreendidos pelo Batalhão; o local estava cedido para a SSP com a finalidade de abrigar carros apreendidos pela Superintendência da Polícia Civil oriundos de possíveis práticas criminosas. Devido a proporção do sinistro, foi preciso mobilizar múltiplas equipes.
“Depois que houve o resfriamento do local, o controle e combate às chamas, foi possível acessar toda a área atingida e dar início ao procedimento de análise técnica com a finalidade de descobrir as causas que possam ter resultado no incêndio. A expectativa é que o resultado dos estudos seja apresentado em até 30 dias, podendo ser prorrogado caso as equipes envolvidas nas investigações avaliem necessário”, afirmou o tenente-coronel Eanes Alves.


