Milton Alves Júnior
Peritos do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Civil permanecem mobilizados em um processo de investigação o qual busca entender a causa da morte de pelo menos 14 gatos comunitários, encontrados sem sinais vitais no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, no período de 48 horas. De acordo com a Organização Não Governamental Amigos dos Animais de Sergipe, 10 gatos foram encontrados mortos no sábado (6), e outros quatro no domingo (7). No final da tarde de segunda-feira (9) mais um animal foi encontrado sem vida nas dependências da instituição federal de ensino superior.
Ativista da causa animal, Miriam Guedes decidiu utilizar as respectivas redes sociais com a missão de impulsionar as denúncias sobre o cenário, bem como contribuir para que os órgãos estaduais e federais de fiscalização possam se unir com a perspectiva de identificas os motivos, e, em caso de prática criminosa, quem porventura estaria envolvido direta e/ou indiretamente. Os casos estão sendo acompanhados pela Divisão de Animais Comunitários (Diacom/UFS), setor responsável pela gestão ética, promoção do bem-estar animal, controle e monitoramento rotineiro das populações de gatos que vivem no campus.
“Nós estamos mobilizados e assim permaneceremos até que os resultados destas análises sejam divulgados publicamente. É inadmissível que a mortalidade dos gatos permaneça acontecendo e ninguém seja sequer investigado ou punido por estas ações que possuem características cruéis. O que mais importa agora, para esses animais e para as pessoas que se importam com eles, é o que está sendo feito para coibir novas mortes”, defendeu Miriam Guedes. Além da atuação integrada com o MPF e a Polícia Científica, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) informa que alguns casos já foram encaminhados também à Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama) para a devida apuração.
“Os registros apontam que as ações ocorrem durante o período noturno, horário em que a Diacom e outros setores da UFS não estão em funcionamento. No momento, as equipes de investigação trabalham com duas hipóteses principais para os ataques: ação de cachorros-do-mato (comportamento que pode ser influenciado pela sazonalidade) ou de matilhas de cães errantes agindo sozinhas. A UFS pede que informações, imagens, vídeos ou relatos de movimentações suspeitas sejam preservados e comunicados imediatamente à Diacom pelo telefone/WhatsApp: (79) 3194-6449”, comunicou a instituição.


