Pesquisa propõe uso mais saudável da tecnologia por crianças

O avanço da tecnologia dentro de casa trouxe novos desafios para as famílias e para a educação. Em meio a celulares, tablets e jogos digitais cada vez mais presentes no cotidiano infantil, um projeto desenvolvido no Centro Universitário Estácio busca chamar a atenção para a importância de equilibrar o uso da tecnologia com experiências fundamentais da infância.
A pesquisa “Menos Telas e Mais Janelas: práticas pedagógicas e desenvolvimento infantil na era digital”, coordenada pela professora doutora da Estácio Laísa Dias, investiga como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode impactar o desenvolvimento pedagógico, social e emocional de crianças e adolescentes. O estudo também propõe caminhos para que famílias e educadores adotem práticas mais saudáveis de convivência com a tecnologia.
Segundo a pesquisadora, o objetivo central do projeto é conscientizar pais e responsáveis sobre a necessidade de mediação no uso das telas. “Não se trata de proibir a tecnologia, mas de orientar o uso. A criança precisa de limites claros de tempo, de conteúdo adequado para a idade e da presença dos pais nesse processo”, explica a professora da Estácio.
De acordo com Laísa Dias, quando o uso ocorre sem supervisão ou por períodos prolongados, as telas podem interferir em aspectos importantes do desenvolvimento infantil, como a atenção, o sono e as habilidades de interação social. Por isso, o projeto defende que o contato com dispositivos digitais seja organizado em horários definidos e com aplicativos apropriados para a faixa etária.
O tema ganha ainda mais relevância com a entrada em vigor do chamado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, estabelecido pela Lei nº 15.211/2025, Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. A legislação cria regras mais rigorosas para a proteção de menores em ambientes virtuais e determina que plataformas digitais adotem mecanismos de segurança para evitar riscos online.
A fiscalização dessas medidas ficará sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que foi transformada em agência reguladora pela Lei nº 15.352/2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as exigências estão a verificação de idade e a vinculação das contas de menores de 16 anos aos perfis dos responsáveis.

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