Petrobras: a verdade está aparecendo

* Rômulo Rodrigues

Em março de 2014 uma agência americana fez um seminário, em São Paulo, para o Ibope, Sensus e Datafolha patrocinado pelo Banco JP Morgan, cuja metodologia empregada tinha como objetivo secar os número de Dilma e inflar os de Aécio e Eduardo Campos.
O direcionamento das perguntas era em casos de corrupção, associados ao PT e em seguida fazer as perguntas, sem o disco, começando pelo nome de Dilma.
Utilizando o velho método do nazismo de repetir uma mentira até que seja aceita como verdade, a Globo escolheu a compra da Refinaria de Pasadena como sendo um péssimo negócio para a Petrobras e sonegou todos os dados expostos em entrevistas aos seus canais feitas por Sérgio Gabrielli que provavam que nunca houve prejuízo na compra e muito menos corrupção.
Na sequência da aplicação da estratégia o Juiz Moro aproveita um desvio do interrogatório do facínora Albert Youssef e pega uma citação sobre Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, forma um comitê eleitoral pró Aécio com Promotores Federais, Delegados e Agentes da P.F do Paraná e arma o palanque para ganhar a eleição na tora.
A eleição foi para o segundo turno, porque este era o papel de Marina, e se não fosse a capa da Veja na véspera com dois milhões de exemplares distribuídos de graça na Capital Paulista o resultado teria sido o mesmo de 2010, superior a dez milhões de votos pró Dilma.
Do final da eleição até a diplomação, a direita golpista intensificou uma campanha pela reprovação das contas de Dilma, sempre em cima de um suposto escândalo de corrupção, mas que na hora agá Gilmar amarelou e resolveu votar pela aprovação.
A guerra continuou com uma onda de ódio iniciada após declarações de FHC e a tentativa de golpe veio para as ruas com todo apoio da mídia, mas morreu de inanição em 12 de abril.
Alguns podem até relacionar o fracasso de domingo com a afirmação de Obama de que bastou uma mulher chegar ao poder no Brasil para começar a limpar a corrupção, sempre naquela compreensão de que sendo Obama Presidente e Patrão deles, o comentário foi interpretado como uma reprovação ao que estavam fazendo.
Quem esmiuçar a falta de consistência nos discursos e práticas dos golpistas, há de enxergar que mais uma vez a verdade vai vencer o ódio e a mentira.
A campanha midiática contra a Petrobras esconde que toda a facilidade para que corruptos como Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco agissem com liberdade foi o decreto 2745 feito pelo Presidente FHC, e como essas coisas não acontecem por acaso, o Advogado Geral da União da época com poder de contestá-lo, era justamente, Gilmar Mendes, que não o fez e que depois foi nomeado por FHC como Ministro do STF.
Em recentes declarações a um blog, não divulgadas pela mídia corporativa, Sergio Gabrielli prova que nenhum dos fatos trazidos à tona pela operação Lava Jato ocorreu dentro da Petrobras e por isso não foram detectados pelos mecanismos internos da empresa.
Outra coisa que precisa ser destacada é que toda a carga política e ideológica feita sobre um suposto escândalo de corrupção é proveniente de delações premiadas de corruptos confessos, casos de Paulo Roberto e Barusco e de um deliquente reincidente, caso de Youssef.
Como o objetivo da trama é quebrar a Petrobras, anular o regime de partilha, destruir a Indústria Naval reerguida por Lula e Dilma  e quebrar a Indústria de Engenharia para provocar desemprego em massa e com isso convulsão social e enfraquecer Dilma e suspender o registro do PT, os bandidos são tratados como heróis e os governantes que tiraram o País do atraso são tratados como bandidos.
Dentro de todo esse circo armado no inicio do ano a agência Empiricus Research preconizou a quebra da Petrobras quando suas ações atingiram o valor de R$ 8,04 incentivando os pequenos acionistas venderem.
No mesmo período a revista Época alardeia em manchete; "A trágica queda de um gigante" e diz que a Petrobras só tem duas saídas, encolher ou continuar rumo à destruição. Resultado. Os bobos venderam e os espertos compraram.
De lá para cá, a Petrobras bateu sucessivos recordes de produção no Pré-Sal, fez um empréstimo de 3,5 bilhões de dólares com o Banco de Desenvolvimento da China e viu sua credibilidade comprovada com a compra da BG Group Sheel por 70 bilhões de dólares que vai fazer saltar uma produção de 52 mil barris dia para 500mil.
Resultado do engodo de notícias é que as ações da PB fecharam com alta de mais de 50%, a R$ 12,39  na última semana e os boateiro ganharam rios de dinheiro.
Para fechar desmascarando o golpe, na denúncia de Paulo Roberto oferecida pelo MP ao STF consta que nunca houve sobrepreço nos contratos o que nos remete a pensar que as batatas de Moro e companhia podem estar assando.
* Rômulo Rodrigues é militante político

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