A Petrobras continua tentando obter licença ambiental para realizar as mudanças nas plataformas determinadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), porém, sem sucesso junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Se não conseguir, a empresa pode encerrar as atividades das plataformas. A situação se arrasta desde junho do ano passado, período em que acabou o prazo do MPT.
De acordo com o gerente-geral da Petrobras em Sergipe, Eugênio Dezen, caso a licença não seja concedida as plataformas serão fechadas ou vendidas para quem possa operar com custos mais baixos. Em Sergipe, há 25 plataformas, que juntas produzem apenas 3.200 barris de petróleo por dia.
"O montante não é suficiente para pagar a estrutura operacional que temos, para manter as plataformas em segurança e com a produtividade necessária. Para Petrobras, isso está se tornando inviável", comunicou.
No Ibama, a informação é que o diretor da Unidade de Licenciamento Avançado de Sergipe, Edmilson Maturana, não falaria sobre o assunto. A recomendação é que a imprensa deverá procurar a assessoria de comunicação do Ibama, em Brasília (DF), para obter informações. Por e-mail e telefone, o JORNAL DO DIA não conseguiu um posicionamento do Instituto.

